quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fotógrafo chinês 'se esconde' na cidade

Fonte: BBC Brasil


Um artista chinês se 'camufla' na paisagem urbana para retratar o anonimato do ser humano.


O artista chinês Liu Bolin se ‘camufla’ na paisagem urbana para retratar o anonimato do ser humano.


Os trabalhos passam a mensagem, angustiante para alguns, de que o ser humano é um solitário.


Críticos de arte também destacam o lado político dos trabalhos de Liu: o de ser “massa” em um país de 1,4 bilhão de habitantes.


Em 2005, ele foi um de diversos artistas que tiveram ateliês fechados pelo governo. O mundo artístico acusa os líderes comunistas de perseguição.


Liu nasceu em 1973, na província de Shandong, no leste da China. Formou-se pela Academia de Belas Artes de Shandong e começou a participar de grandes exposições aos 28 anos.


Feitas a partir de 2006, as fotos da série ‘Hide in the City’ – algo como ‘Anônimo na Cidade’, em tradução livre – catapultaram o artista para a cena internacional.


Ele já realizou exposições individuais na França, Itália e Estados Unidos e suas obras já foram exibidas em algumas das principais galerias chinesas.


Para se camuflar ao ambiente, são necessárias até 10 horas de pintura corporal. Passantes só percebem sua presença quando ele se movimenta.


Para os críticos, o trabalho de Li esbanja uma 'força silenciosa'.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

VALORIZE AS SUAS FOTO


Saiba como são as formas mais usadas para tornar uma foto mais atraente e aprenda a fazer um passe-partout com janela

A apresentação da foto — última intervenção do fotógrafo na imagem — pode aumentar, e muito, o impacto de quem a vê. Portanto, quem fotografa precisa saber mostrar o seu trabalho da melhor forma. E para isto, há uma série de opções, das mais simples às mais sofisticadas, dependendo do que se pretende com a foto. É para uma exposição em galeria ou ao ar livre? A idéia é vender como peça de decoração? Vai fazer parte do portfólio? A foto passará de mão em mão? Estas são algumas perguntas que o fotógrafo deve responder antes de optar por uma forma de apresentar o seu trabalho.

Segundo Rosely Nakagawa — curadora da Casa da Fotografia da Fuji e de outras mostras — a maneira de apresentação mais tradicional é fazer a montagem em um papel especial para suporte de fotos, mais conhecido como passe-partout (pronuncia-se "paspatur"), com pH — índice que mede acidez no material — neutro. Trata-se de um papel grosso, disponível em diversas gramaturas (espessuras), mas difícil de ser encontrado. Somente casas especializadas em venda de materiais de desenho e arte ou distribuidoras de papel importado vendem o passe-partout específico para suporte fotográfico.

Com janela

Rosely recomenda papéis com gramatura de, no mínimo, 200 g. Assim, garante-se que a "prancha" — como é chamada a foto fixada no passe-partout — fique rígida. A forma mais utilizada para montar as pranchas é o passe-partout com "janela". A técnica consiste em deixar a foto entre duas folhas e abrir uma recorte para que seja visualizada. O acabamento é atraente e a foto ganha uma moldura de passe-partout em relevo (veja o passo-a-passo na pág. 64). O passe-partout com "janela" também é bastante usado em portfólios, com as pranchas guardadas em uma caixa. A diferença é que, no caso de painel, a foto no passe-partout pode receber proteção de vidro e uma moldura de madeira ou alumínio.

Outra possibilidade é colar a foto diretamente sobre o passe-partout. "Este é um acabamento muito simples, mas que fica bonito", diz a designer Juliana Valentine, que faz portfólios e painéis sob encomenda. A foto pode ser colada com fita dupla face ou cola em spray. Segundo Juliana, é importante que a fita ou cola também sejam com pH neutro. "Essas colas são compradas em casas especializadas em desenho e arte. São próprias para o caso do fotógrafo querer conservar o material por bastante tempo". Já Rosely prefere usar cantoneiras para prender a foto. "A colagem condena a fotografia a uma convivência permanente com o suporte", explica. Para ela, a montagem feita com cantoneiras deve ficar restrita a ampliações de tamanhos reduzidos, de até 24 x 30 cm no máximo.

Grandes Painéis

No caso de grandes painéis, ou para o caso de montagens diferentes do passe-partout, a melhor solução é encomendar o serviço em algum laboratório profissional. Estes locais dispõem de prensas especiais, com rolos de adesivo dupla face, usados para colar a foto no suporte de maneira uniforme, sem enrugar. São usados diversos tipos de suporte, cada um com características próprias (e preços) adequados para uma determinada situação. Os mais comuns são:

Madeira – a fotografia é colada em um suporte de eucatex reforçado com madeira. A montagem, semelhante a um pôster, é a mais barata e bastante usada para decorar o quarto ou uma sala. Não é muito comum em exposições. Uma foto 30 x 40 cm em painel de madeira, por exemplo, custa em média R$ 35,00.

Foam bord (espuma pack) – são placas de espuma revestidas de papel e disponíveis em diversas cores e espessuras. É uma das opções mais usadas em exposições, principalmente nas itinerantes, já que são leves, resistentes e fáceis de transportar. Os suportes de foam board podem ser expostos diretamente ou ainda receber uma moldura. A montagem de uma foto 30 x 40 cm custa em média R$ 45,00.

Poliestireno, acrílico, PVC e alumínio — estas superfícies são usadas freqüentemente na confecção de grandes painéis para exposições. São cada vez mais requisitadas por conta das plotagens e imagens digitalizadas, que permitem grandes formatos, diz Rosely Nakagawa. Os painéis ficam expostos na parede ou suspensos por fios de aço. Por serem flexíveis, também permitem formas curvilíneas para colunas por exemplo. Uma montagem em poliestireno, acrílico e alumínio de 30 x 40 cm custa, em média, R$ 35,00. Em PVC, R$ 30,00.

Todos esses suportes podem receber um acabamento especial, a laminação, que consiste de uma camada plástica de um produto chamado thermashild, aplicado sobre a foto em alta temperatura para formar uma película (fosca ou brilhante) e proteger a foto.

"É fundamental o fotógrafo ter consciência de que precisa apresentar bem o seu trabalho", ensina Rosely.

O passe-partout

O suporte de maior tradição na fotografia, seja para um painel ou para o portfólio, é o passe-partout, que além de ser encontrado em várias cores e gramaturas, tem pH neutro — o que é importante para a conservação da foto. Segundo Rosely Nakagawa, papéis comuns, que não têm pH neutro, reagem quimicamente com o papel fotográfico com o passar do tempo. O resultado é o aparecimento, dentro de 1 ou 2 anos, de fungos, visíveis como manchas amareladas na emulsão.

As folhas de passe-partout, entretanto, são importadas, mais caras e não estão à venda em qualquer papelaria. Este papel especial é encontrado somente em algumas lojas especializadas em desenho e arte, como Métier, Casa do Restaurador, Espaço Ophicina, ou a Michelangelo, em São Paulo (SP), ou distribuidoras de material importado, como a Molducenter, também na capital paulista.

As folhas são vendidas nos formatos 80 x 100 cm e 100 x 150 cm — tamanho que não é entregue pelo correio, informam as lojas e o distribuidor. O preço médio da folha menor é de R$ 20,00. A Molducenter e a Métier, por exemplo, cortam o passe-partout de acordo com o pedido do cliente e entregam o produto pelo correio mediante o pagamento de uma taxa extra.

Escolha um portfólio

São dois os tipos básicos de portfólio profissional disponíveis para compra no mercado: o de "caixa", com as fotos (ou cromos) fixas em pranchas de passe-partout, e o book, que funciona como álbum.

"O portfólio com as pranchas de passe-partout em uma caixa é a melhor maneira para o fotógrafo mostrar seu trabalho", assegura a especialista Rosely Nakagawa. As fotos ou cromos são montadas no passe-partout exatamente da mesma maneira feita no processo de confecção dos painéis. No caso do cromo, as molduras são fixadas a pequenas janelas, de forma que a foto possa ser vista em uma mesa de luz. Rosely explica que o portfólio em caixa tem a vantagem de as imagens não ficarem presas a uma sequência, como nos álbuns, podendo, por exemplo, ser espalhadas em uma mesa.

O maior problema é que as pranchas, geralmente brancas, sujam depois de muito manuseio — para resolver, basta passar uma borracha. E as caixas mais simples para este tipo de portfólio custam entre R$ 100,00 e R$ 300,00.

Pastas

A opção do portfólio tipo book exige pastas apropriadas, de couro (ou material sintético) com alça e zíper. As fotos são coladas em folhas pretas, que são colocadas dentro de plásticos. A maioria dos fabricantes garante que as folhas e o plástico usado nas pastas são feitos com material de pH neutro e, portanto, asseguram a conservação das fotos por longo tempo.

"As pastas são muito práticas e fáceis de carregar. O plástico protege as fotos do excesso de manuseio e não há o problema de sujar como as pranchas", diz Juliana Valentine. O inconveniente, neste caso, é que o plástico reflete a luz e atrapalha a visualização e o brilho natural das fotos. As pastas são vendidas em diversos tamanhos e tipos de acabamento e custam entre R$ 80,00 e R$ 200,00.

Para Magda Paiva, diretora da Métier, empresa especializada em montagem de exposições e portfólios profissionais, a pasta é prática, mas não é a melhor maneira de conservar as fotos. "Os books são ótimos para quem transporta muito o portfólio e o apresenta a um grande número de pessoas. Mas quando se trata de conservação, principalmente no caso de cromos, o portfólio de caixa com pranchas é o modo mais recomendado", assegura ela. Magda diz que muitos fotógrafos profissionais usam os dois tipos. "As caixas são usadas para arquivo e conservação e os books de couro para transportar e apresentar o trabalho aos possíveis clientes".

Passe-partout com janela

A montagem do passe-partout com janela é artesanal e pode até ser feita pelo próprio fotógrafo. Mas é preciso muito cuidado na hora de cortar o papel para fazer a janela. O recorte, feito com estilete, precisa ficar perfeito para não estragar a montagem – o que é muito difícil nas primeiras tentativas. Para cortar o papel, há guilhotinas domésticas que são encontradas em boas papelarias e que custam a partir de R$ 60,00.

Para quem não tem habilidade manual para recortes, o mais prático é encomendar o trabalho em casas especializadas, que têm guilhotinas especiais para cortar o passe-partout e as tão "raras" colas de pH neutro. A vantagem, além da praticidade de encomendar o serviço, é o corte "chanfrado" (na diagonal) da janela, que dá um acabamento mais atraente que o corte reto do estilete. A montagem de uma fotografia 30 x 40 cm custa em média R$ 20,00. Veja a seguir como se faz.

1 - Meça a largura e o comprimento da foto para determinar o tamanho da prancha que será usada para fazer a "janela". Rosely Nakagawa recomenda o passe-partout com margens de 7 a 10 cm. O tamanho do papel deverá ter o tamanho da foto somado à largura das margens.

2 - Corte o passe-partout no tamanho calculado. As casas especializadas cortam o material com guilhotina, método mais preciso para este trabalho.

3 - Após o corte, faça, com o lápis e a régua, a marcação das margens onde será cortado o papel para fazer a "janela". Esta deverá ter comprimento e largura meio centímetro menor que a fotografia.

4 - O passe-partout volta para a guilhotina para ser feito o corte nas marcações e abrir a janela. Com estilete, o corte deve ser feito com precisão e não deve ultrapassar as marcações das margens.

5 - Termine o corte nos cantos manualmente com um estilete. Este cuidado é importante para o acabamento da janela ficar perfeito e evitar que fiquem rebarbas de papel.

6 - Retire o papel e está pronta a janela.

7 - Aplique cola em spray no verso da foto. Também pode ser usado cola líquida ou fita dupla face. Procure usar um material de pH neutro.

8 - Cole a foto em outra folha de passe-partout usando um rolo (serve rolo de espuma de pintar paredes). Levante a ponta da foto e passe o rolo com firmeza, de maneira uniforme, para evitar bolhas de ar sob a foto.

9 - Aplique cola líquida em um dos lados do "passe-partout janela".

10 - Cole a janela cuidadosamente sobre a outra prancha com a foto. Lembre-se que a abertura da janela deve ser meio centímetro menor (em comprimento e largura) que a foto. Portanto, uma pequena parte da imagem será coberta.

11 - Use o rolo novamente, com maior pressão, para colar bem uma prancha na outra.

12 - Retire o excesso da prancha de baixo com o estilete e...a foto está pronta para o portfólio.

Filtros e seus usos

Aqui vai a dica de alguns dos filtros para usos.

ASSUNTO

EFEITO DESEJADO

FILTRO SUGERIDO

Céu Azul

  • Natural
  • Escurecimento do azul do céu com destaque das nuvens
  • Espetacular - maior escurecimento do azul do céu com destaque das nuvens
  • Escurecimento quase total do céu e destaque das nuvens
  • Efeito noturno ou de luar

Amarelo

Amarelo escuro

Vermelho

Vermelho escuro

Vermelho, polarizador

Cenas Marinhas Com Céu Azul

  • Natural
  • Escurecimento do azul do céu a da água, destacando-se as nuvens e a espuma

Amarelo

Amarelo escuro

Pôr-de-Sol

  • Natural
  • Brilho acentuado

Amarelo ou nenhum

Amarelo escuro ou vermelho

Paisagens Longínquas

  • Aspecto de neblina
  • O mesmo efeito, suavizado
  • Natural
  • Redução de neblina
  • Maior redução de neblina

Azul

Nenhum

Amarelo

Amarelo escuro

Vermelho ou vermelho escuro

Folhagem Próxima

  • Natural
  • Aumento nos detalhes

Amarelo ou amarelo esverdeado

Verde

"Portraits" Externos Contra os Céu

  • Natural

Amarelo esverdeado, amarelo ou polarizador

Flores, Botões, Folhagens

  • Natural

Amarelo ou amarelo esverdeado

Vermelho, Bronzeado, Alaranjado e Cores Similares

  • Mais claro para acentuar detalhes

Vermelho

Azul Escuro, Roxo e Cores Similares

  • Mais claro para acentuar detalhes

Azul ou nenhum

Plantas Com Folhagens

  • Mais claro para acentuar detalhes

Verde

Conjuntos Arquitetônicos, Pedras, Madeira, Tecido, Areia, Neve, etc., Quando Iluminados Pelo Sol e Sob Céu Azul

  • Natural
  • Aumentar os detalhes na textura

Amarelo

Amarelo escuro ou vermelho

SOS Mata Atlântica abre inscrições para concurso de fotografia. Inscrições até 21 de setembro

Com o objetivo de apresentar para a sociedade brasileira a beleza do Bioma mais ameaçado do País - a Mata Atlântica - e seus recursos naturais, e sensibilizar as pessoas para a importância da conservação da natureza, a Fundação SOS Mata Atlântica está com inscrições abertas para a quinta edição de seu Concurso de Fotografia.


Pessoas que não têm o privilégio de ver paisagens preservadas, plantas, árvores, aves e outros animais, a interação do homem com a mata e outros ambientes, in-loco, poderão ver, por meio das fotos, o Bioma com maior biodiversidade do mundo, ou notar como ele está próximo, já que áreas de 17 Estados brasileiros estão sob sua influência.


Além das características acima, o concurso também prevê a inscrição de fotos de áreas devastadas ou cenas de agressão ao ambiente.


Os interessados devem enviar sua ficha de inscrição assinada até o dia 21 de setembro.


Neste ano, a iniciativa terá duas categorias: usuários de câmeras compactas; e usuários avançados.


Para participar, é preciso enviar as fotos por correio ou entregar pessoalmente, na sede da Fundação, com fotos em papel e ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada.


O regulamento completo está disponível aqui!

Fotos expõem 'devastação' de recursos do planeta

Fonte: BBC Brasil


Doze fotógrafos foram anunciados como finalistas do prêmio de fotografia Pictet, que destaca assuntos relativos à sustentabilidade. Este ano o tema foi o planeta Terra. As mais de 300 inscrições retrataram todos os cantos do mundo, como esta série feita na Nigéria.



PLANETA INSUSTENTÁVEL


Doze fotógrafos foram anunciados como finalistas do prêmio de fotografia Pictet, que destaca assuntos relativos à sustentabilidade.


Este ano o tema foi o planeta Terra. O concurso recebeu mais de 300 inscrições de séries retratando a problemática em todos os cantos do mundo.


Segundo os organizadores, as fotos "falam dos efeitos prejudiciais e muitas vezes irreversíveis da exploração dos recursos do planeta e refletem os impactos imediatos e de longo prazo de modelos de desenvolvimento insustentáveis em comunidades em todo o globo".


Muitos dos trabalhos chamam atenção para a fonte de recursos que a sociedade consome diariamente sem questionar a origem. Como em uma série sobre pedreiras de mármore fotografadas pelo canadense Edward Burtynsky em Portugal, Itália e na Índia. Nela, o artista procura mostrar a frieza e solidão da "realidade longínqua das paisagens industriais" nestes lugares.


O israelense Nadav Kandar quis mostrar a relação dinâmica do ser humano com as grandes construções na China. Sua série sobre os 6,5 mil quilômetros do rio Yangtze, ao longo do qual vivem mais pessoas que nos EUA, retratou famílias convivendo com os viadutos sombrios e o ar cinzento da cidade portuária de Chongqing.


Já o ciclo de consumo, destruição, violência e conflito político é explorado pelo canadense Christopher Anderson em sua série fotografada na Venezuela, que inclui canaviais e favelas. “Enquanto o agronegócio fatura, falta comida para grande parte da população”, diz o fotógrafo, que já foi indicado ao prestigiado prêmio Pulitzer de jornalismo.


Outras obras de arte optam por instigar o debate através de uma representação mais abertamente subjetiva da realidade. O que parecem montanhas nas fotos do chinês Yao Lu são, na verdade, pilhas de lixo em poças de lama, subprodutos do desenvolvimento imobiliário acelerado em seu país.


'Vigor'
Para o diretor do grupo de jurados que decidiu pela lista de indicados, Francis Hodgson, a proposta do tema deste ano "foi interpretada em tremenda variedade e vigor".


"Seja registrando o desenvolvimento em detalhes ou buscando, de maneira mais ampla, estimular o debate, os fotógrafos alcançaram um alto nível de impacto", ele afirmou.


O vencedor do prêmio será conhecido em uma cerimônia marcada para o dia 22 de outubro, à qual comparecerá o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, presidente honorário do prêmio.


Até lá, os trabalhos dos finalistas serão exibidos em galerias de arte em Paris, Londres e Genebra.


Esta é a segunda edição do prêmio Pictet de fotografia, patrocinado pelo banco suíço Pictet. No ano passado, na primeira edição do concurso, o fotógrafo baiano Christian Cravo levou o nome do Brasil ao ficar entre os finalistas da premiação.


O vencedor deste ano receberá 100 mil francos suíços, cerca de R$ 175 mil.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PROMOÇÃO NA FOTOCOLAGEM PARTICIPE

Qual formato utilizar: JPEG, TIFF ou RAW?

Qual o melhor formato para se fotografar, JPEG, TIFF OU RAW? Atuamente, a maioria das câmeras profissionais nos permitem escolher qual formato usar,mas muitos fotógrafos acabam utilizando somente o JPEG, muitas vezes por não saberem as diferenças entre cada um. Cada formato tem suas vantagens e desvantagens, e é bom conhecê-las para fazer a escolha certa.

JPEG

Atualmente, todas as câmeras digitais disponíveis no mercado fotografam utilizando o formato JPEG, um padrão de imagens que gera arquivos relativamente pequenos e de alta qualidade, além de ser compatível com todos os programas de edição de imagens.

Além de todas estas vantagens, o formato JPEG é prejudicial às fotos por adotar um método de compressão que acarreta danos, descartando pequenas quantidades de informação de cor toda vez que a foto é salva. Cada comando de gravação causa sucessivas perdas, então cada vez que manipulamos uma imagem em um programa de edição e salvamos, estamos causando perdas que não podem ser recuperadas. Nestes casos, quando um programa pergunta em que qualidade queremos gravar o arquivo, ele está definindo a taxa de compressão a ser utilizada. Este é um efeito equivalente ao que ocorria nas repetidas gravações de cópias de fitas de áudio e de vídeo.

Apesar destas perdas, o JPEG é o formato mais utilizado devido ao seu pequeno tamanho, sendo ideal para o uso em sites da internet. É uma questão de qualidade X velocidade. Para minimizar o problema use taxas de compressão baixas, mas se você não abre mão de uma boa qualidade e deseja evitar este problema, utilize um outro formato de arquivo: o TIFF.

TIFF

Alguns modelos de câmeras também nos permite salvar as fotografia no formato TIFF, que deve ser utilizado por quem não deseja que as fotos percam qualidade. Este se trata de um padrão que gera arquivos grandes, por não terem compressão, mas as fotos ficam praticamente inalteradas, sem perder nenhuma informação.

Seu uso fica restrito a programas que têm compatibilidade com este tipo de arquivos, e manipulá-los é um processo mais lento. Seu grande tamanho inviabiliza o uso destes arquivos na internet, e além disto, um cartão de memória com maior espaço será necessário.

RAW

Os arquivos RAW são uma espécie de negativo digital, pois as imagens não são processadas pela câmera antes de serem gravados por ela. Ele não descarta nenhuma informação, então salva ainda mais ifnormações de cor que o JPEG e o TIFF. Desta forma, as fotografias são salvas antes de aplicar balanço de brancos, aprimoramento da nitidez, ou qualquer outro efeito, sendo um grande benefício do formato. Um arquivo RAW é exatamente o que é capturado pelo sensor no momento em que você pressiona o disparador.

Os arquivos RAW nos dão muito mais controle sobre a aparência final da imagem, e permitem que o balanço de brancos e até mesmo a exposição sejam manipulados e corrigidas, o que para muitos fotógrafos pode ser uma grande vantagem. Mas este pode ser um processo trabalhoso e que requer paciência e tempo do fotógrafo no processamento em programas específicos, como o Photoshop Lightroom. Sua maior desvantagem está relacionado ao tamanho dos arquivos e ao tempo que a câmera leva para salvá-los. Há câmeras, por exemplo, que demoram cerca de 40 segundos para salvar cada imagem no cartão de memória!

photoshop lightroom

Interface do Adobe Photoshop Lightroom.

Conclusão

Se você deseja utilizar pouco espaço de armazenamento e quer enviar suas fotos para a internet, use o formato JPEG. Se você deseja que suas fotos não percam qualidade, e não se importa com o espaço necessário para salvar os arquivos, utilize o formato TIFF. Mas se você deseja ter a maior fidelidade de cores possíveis, ter a possibilidade de corrigir pequenas falhas, e não se importa em gastar parte de seu tempo no processamento das imagens, utilize o formato RAW.