quinta-feira, 27 de agosto de 2009
SÃO PAULO NADA FASHION WEEK. Ricardo Trida dá o tom do primeiro dia de desfiles da arena da Bienal
O trabalho no Diário do Grande ABC, o maior jornal regional do país, não é a credencial que o fotógrafo precisa para conquistar um lugar no PIT (tablado onde fotógrafos e cinegrafistas se posicionam para registrar os desfiles) da SPFW. Veículos de comunicação de várias partes do Brasil e do mundo prestigiam a criatividade dos estilistas brasileiros. Entrar na Bienal é só a primeira parte do trabalho, para acompanhar as coleções, o fotógrafo precisa de um novo cordão no pescoço.
“Em um evento como este posso dizer que 90% das pessoas vem para curtir, até mesmo entre os profissionais, apenas o restante, os outros 10% vem para trabalhar e dar duro mesmo”, destaca Trida.
Um fator interessante levantado pelo fotógrafo é que existe dois tipos de profissionais que acompanham os desfiles. Os fotojornalistas e os fotógrafos de moda. Entre eles os objetivos são bastante específicos. Os primeiros estão preocupados em clicar o inusitado, o diferente e no geral registram o evento como um todo. “Estamos atentos com a modelo, com os convidados, com o estilista, com o backstage, enfim, com tudo”. Já os fotógrafos de moda se concentram no estilo, no visual do penteado e estão sempre assessorados por uma repórter para conseguir o foco ideal da matéria. “É bem diferente um trabalho do outro é preciso ser especialista no assunto”, brinca.
Na noite do primeiro dia de desfiles do SPFW, Ricardo Trida acompanhou seis das sete grifes que passaram pelo evento, pois todos os esforços estavam concentradas na participação de Gisele Bündchen e do modelo Jesus Luz. Ambos comandariam o desfile da marca Colcci, a última a dominar a passarela.
“Não tem jeito, ou você acompanha todo o trabalho e vai se arriscando a ficar em lugares ruins, ou prioriza algumas marcas para conseguir o melhor lugar, neste caso específico foi preciso ter uma estratégia”, comenta o fotógrafo que foi equipado com uma escada para se posicionar melhor nos desfiles.
São cerca de 50 fotógrafos que dividem o espaço na arena da SPFW, mas nesta noite especial, Trida afirma que era possível ver uma multidão equipada com lentes, câmeras, tripés e filmadoras. “O número pode até dobrar”, espanta-se.
“A briga por espaço acontece. Já levei muita cotovelada, tripé na nuca e já tive que dar meu jeito para reservar meu espaço. Todo mundo quer ficar no melhor lugar. Ali não tem jeito, é briga de cachorro grande mesmo”, sobre o equipamento Ricardo faz segredo: “É anti-profissional eu ditar regras do que se deve levar ou não. Prefiro comentar que é importante simplesmente levar o amor pela fotografia. Ali você vai precisar”, analisa.
É o sexto ano que Ricardo Trida acompanha as novidades da moda no evento e quando questionado se existe glamour na cobertura deste evento ele inciste: “glamour só para modelos. Eu estou hoje cobrindo a SPFW amanhã estou à frente de um protesto de estudantes, depois estou na chuva na cobertura esportiva. Eu amo esta profissão”, finaliza.
SÃO PAULO NADA FASHION WEEK. Celso Luiz rasga o verbo e conta qual a melhor nas passarelas: Canon ou Nikon?
Aumentando os números de Ricardo Trida, Luiz, conta que em um PIT de desfile é possível ver mais de 200 fotógrafos. Mas ele garante: “Isso no passado, agora a realidade é outra”. Sem dúvida, este profissional que acompanhou este ano a SPFW a serviço pelo DIÁRIO DO GRANDE ABC, tem muita história para contar. Afinal, ele é presença garantida desde o primeiro evento, ainda chamado de Phitoervas Fashion.
Para quem não se aguentou de curiosidade: sim, a SÃO PAULO FASHION WEEK não nasceu ontem. O evento já existe por mais de 10 anos.
Começou em 1996, quando o evento era conhecido como Morumbi Fashion Brasil. Ele ganhou o nome atual em janeiro de 2001, em sua décima edição. Durante este tempo, estilistas, produtores, modelos, patrocinadores, tecelagens, jornalistas, agências, indústrias e técnicos se profissionalizaram e ganharam espaço na área. Por isso, este evento de moda é hoje o mais importante da América Latina e aparece entre as principais semanas de moda do mundo, ao lado de Paris, Milão, Nova Iorque, e Londres – fonte wikipédia.
Depois desta aula de história, vamos voltar ao foco, ou melhor, a rotina dentro da bienal pelas lentes de um fotógrafo.
O tempo passou e com ele, Celso Luiz garante que os profissionais que encontra no evento foram se profissionalizando, no entanto, uma outra demanda de pessoas (fotógrafos amadores e outros que se apresentaram para a câmera pela primeira vez) resolve aparecer também pelo PIT e acaba lotando o espaço, que na maioria das vezes é pequeno para tanto trabalho.
“Uma vez cheguei a ver uma fotógrafa de uma agência que perdeu todo o seu equipamento. Bolsa, lentes, câmeras e cartões, tudo, absolutamente tudo foi levado por sabe lá quem! O evento tem segurança e estrutura, mas na hora do desfile todas as atenções estão voltadas para a passarela, é nesta hora que você precisa ficar atento e não perder seu material. Na sala de imprensa o laptop também precisa ser vigiado. São mais de 200 pessoas usando tudo de uma vez, não dá pra descuidar”, desabafa Luiz.
As luzes se apagam e a Bienal se acende
O fotógrafo garante que não é só as passarelas que ganham brilho neste evento. A Bienal se enche de cores e é possível ver muitas novidades por lá. Como fotojornalista, o profissional precisa estar atento a todos os detalhes. O lounge, o bar, e o burburinho podem render também boas imagens.
Ente um desfile e outro, Celso Luiz destaca que é importante garantir seu espaço na sala de imprensa. O profissional recomenda nestes casos que ao terminar um desfile ou uma sequência de imagens, é necessário descarregar o equipamento e tratar suavemente as fotos. “Um controle de luz, foco e ajustes simples, depois manda tudo pro jornal”, analisa.
Armas para a Guerra
SÃO PAULO NADA FASHION WEEK. Celso Luiz rasga o verbo e conta qual a melhor nas passarelas: Canon ou Nikon?
Publicado por Eduardo ChavesAumentando os números de Ricardo Trida, Luiz, conta que em um PIT de desfile é possível ver mais de 200 fotógrafos. Mas ele garante: “Isso no passado, agora a realidade é outra”. Sem dúvida, este profissional que acompanhou este ano a SPFW a serviço pelo DIÁRIO DO GRANDE ABC, tem muita história para contar. Afinal, ele é presença garantida desde o primeiro evento, ainda chamado de Phitoervas Fashion.
Para quem não se aguentou de curiosidade: sim, a SÃO PAULO FASHION WEEK não nasceu ontem. O evento já existe por mais de 10 anos.
Começou em 1996, quando o evento era conhecido como Morumbi Fashion Brasil. Ele ganhou o nome atual em janeiro de 2001, em sua décima edição. Durante este tempo, estilistas, produtores, modelos, patrocinadores, tecelagens, jornalistas, agências, indústrias e técnicos se profissionalizaram e ganharam espaço na área. Por isso, este evento de moda é hoje o mais importante da América Latina e aparece entre as principais semanas de moda do mundo, ao lado de Paris, Milão, Nova Iorque, e Londres – fonte wikipédia.
Depois desta aula de história, vamos voltar ao foco, ou melhor, a rotina dentro da bienal pelas lentes de um fotógrafo.
O tempo passou e com ele, Celso Luiz garante que os profissionais que encontra no evento foram se profissionalizando, no entanto, uma outra demanda de pessoas (fotógrafos amadores e outros que se apresentaram para a câmera pela primeira vez) resolve aparecer também pelo PIT e acaba lotando o espaço, que na maioria das vezes é pequeno para tanto trabalho.
“Uma vez cheguei a ver uma fotógrafa de uma agência que perdeu todo o seu equipamento. Bolsa, lentes, câmeras e cartões, tudo, absolutamente tudo foi levado por sabe lá quem! O evento tem segurança e estrutura, mas na hora do desfile todas as atenções estão voltadas para a passarela, é nesta hora que você precisa ficar atento e não perder seu material. Na sala de imprensa o laptop também precisa ser vigiado. São mais de 200 pessoas usando tudo de uma vez, não dá pra descuidar”, desabafa Luiz.
As luzes se apagam e a Bienal se acende
O fotógrafo garante que não é só as passarelas que ganham brilho neste evento. A Bienal se enche de cores e é possível ver muitas novidades por lá. Como fotojornalista, o profissional precisa estar atento a todos os detalhes. O lounge, o bar, e o burburinho podem render também boas imagens.
Ente um desfile e outro, Celso Luiz destaca que é importante garantir seu espaço na sala de imprensa. O profissional recomenda nestes casos que ao terminar um desfile ou uma sequência de imagens, é necessário descarregar o equipamento e tratar suavemente as fotos. “Um controle de luz, foco e ajustes simples, depois manda tudo pro jornal”, analisa.
Armas para a Guerra
Abrindo o jogo, Celso comenta que além do que considera como básico para cobrir o desfile, o fotógrafo precisa também levar uma escada. Afinal, o que ele menos precisa se preocupar é com a altura dos colegas de profissão.
Abrindo o jogo, Celso comenta que além do que considera como básico para cobrir o desfile, o fotógrafo precisa também levar uma escada. Afinal, o que ele menos precisa se preocupar é com a altura dos colegas de profissão.
A miséria fotográfica
Artigo publicado por: Yuri Bittar
Não meus amigos, não estou falando de nenhum fotógrafo "mão-de-vaca", e nem da situação da fotografia no Brasil. Este título, na verdade, refere-se à atração que grande parte dos fotógrafos, por todo o mundo, e mais ainda por aqui, tem pelo tema social, mais precisamente pela miséria e pelo sofrimento humano. E é isso que quero discutir.
Foto: Yuri Bittar
A proposta desta coluna, é incentivar, ou reforçar, a idéia do fotógrafo em tempo integral, ou seja, sugiro à todos, amadores ou profissionais, que fotografem todos os dias, o tempo todo, e não só com as câmeras, mas também com o olhar e a mente. E uma de minhas propostas foi a de andar pela cidade, fotografar a realidade, as composições que vão se formando o tempo todo. E nessas composições, numa cidade como a minha, São Paulo, constantemente estão presentes os mendigos, moradores de rua, pessoas doentes, crianças, e todo tipo de gente, infelizmente, em situação miserável.

Des-alinhada - 2008
Foto: Yuri Bittar
Mas um fato é que não fotografamos a miséria só porque ela está lá ! Fotografamos também porque a procuramos, vamos em seu encalço, andamos pela rua procurando mendigos pelos cantos.
Outro dia um amigo me mostrou as fotos que fez de um morador de rua, não me lembro bem da história, mas ele conversou com o sujeito, e descobriu uma pessoa inteligente e culta, por detrás daquela aparência suja. As fotos ficaram boas, mas o que ele aprendeu foi ainda melhor.
Imagine a cena, um jovem estudante, no início de seu curso de fotografia, então seu professor manda os alunos para a primeira saída fotográfica, cada um deveria fazer fotos na rua, por conta própria.
E agora? O que ele faz ? Ele vai andar alí por perto, e se depara com a bela igreja da Consolação, com seu estilo neo-gótico-semi-barroco. Aquelas abóbodas altas e imponentes na entrada. Ele faz uma foto. Então percebe que há vários mendigos por ali, e ele precisa de algo mais em sua foto. Nada melhor do que o incrível contraste entre a riqueza e a miséria não?
Então ele se aproxima de uma mulher, uma mendiga, não muito velha, apesar que é dificil imaginar sua idade, ele pergunta se ela faria um favor, de ficar em frente à igreja, para ele fazer uma foto, imediatamente ela pergunta "o que que eu ganho?". Aparentemente ela já era modelo profissional, então ele negocia e consegue a foto por um passe.
The Lonelines of a Long Distance Runer
A solidão de uma longa distância, Um longo caminho para a solidão, Um olhar perdido no horizonte...
Esse jovem era eu (ainda sou) e essa foi minha primeira foto na rua. Para todos os efeitos eu a considero minha foto n.1.E porque eu contei essa história toda? Para mostrar o que se passou na minha cabeça. Tirar foto de mendigos foi a primeira coisa que pensei, fazer fotos de miseráveis parece ser natural. Mas porque temos essa atração pelo que mais queremos distância?
Ninguém quer ser mendigo, mas que atire a primeira pedra o fotógrafo que nunca fotografou um!
Isso, ao meu ver, é em parte influência da nossa cultura visual. Qual é o fotógrafo iniciante que não admira Sebastião Salgado. Eu adoro também o Newman Sucupira, que faz uma espécie de foto-glamour de pessoas simples do interior. Além disso, estamos acostumados a ver matérias na TV, sobre a miséria, mendigos, etc...
Acho ainda que a fotografia com temática social faz muito sentido no Brasil, devido a nossa situação, de pobreza generalizada. Pega bem se preocupar e fazer fotos conscientes. Alguém que tem preocupação com a sociedade, se aprende fotografia, sai fotografando a miséria mesmo.
Sem falar que se andarmos pela cidade, para registrar a realidade, não tem como fugir, eles estão lá ! Mesmo que na maior parte do tempo algumas pessoas consigam ignorá-los, por ser dolorosa sua visão, quando vamos fotografar a cidade, abrimos os olhos e a mente, e nossa sensibilidade de fotógrafos deixa passar mais que o normal, enxergamos coisas belas que nunca haviamos percebido, mas também enxergamos a miséria, bem nos olhos.
Esses dias recebi a "Câmera Viajante". Um projeto muito legal, desenvolvido pelo pessoal da lista Fotobrasil, que é uma câmera, compacta, que vai viajando e passando na mão de vários fotógrafos, e cada um faz sua foto e envia a câmera para o próximo. No final haverá uma exposição com todas as fotos, feitas por pessoas diferentes, em locais e até paises diferentes, mas com o mesmo equipamento. Aposto que vai haver muitas fotos de miséria, a minha é uma delas !
Não sou contra fotografar a miséria, pelo contrário, e ainda acho que devemos fotografar e pensar muito mais sobre esse tema.
Então é isso que vou continuar perguntando nessa coluna, se você já fotografou uma "composição da realidade" hoje? Espero que comece logo!
O "meio termo" da fotografia digital
Fonte: Minha notícia IG
David Pogue / New York Times
Nova geração de câmeras da Nikon e Canon tenta combinar a qualidade de imagem e versatilidade dos modelos profissionais com o preço e tamanho das câmeras domésticas. Confira o resultado
Sabe, a física pode ser irritante. As malditas regras da natureza deixam nossa bagagem pesada, derretem as calotas polates e conspiram pra fazer o pão cair sempre com a manteiga para baixo.
E a física explica porque você não pode tirar fotos com qualidade profissional usando uma câmera pequena. Fotos lindas, grandes e coloridas exigem grandes sensores de imagem e grandes lentes para iluminá-los. Então ficamos presos a duas categorias de câmeras: as de bolso, que tiram fotos medíocres, e aquelas pretas grandalhonas (SLRs) que exigem uma alça - ou melhor ainda, um carrinho de mão - para carregá-las por aí.
E como os dois extremos da escala estão saturados com modelos de câmeras, os fabricantes estão ansiosos para se diferenciar na esperança de encontrar novos mercados. Neste mês, a Nikon e a Canon estão apostando em uma categoria que, até agora, era praticamente deserta -- a que fica exatamente no meio do caminho.
Chame-as de mini-SLR.
A nova D5000 da Nikon (US$ 850 nos EUA, sem as lentes) e a Canon PowerShot SX1 IS (US$ 600 nos EUA) parecem similares. Os corpos tem tamanho e formato idênticos - como pequenas SLRs - e elas pesam quase a mesma coisa (cerca de 680 gramas). Ambas podem gravar vídeo em alta-definição. Elas tem até um conector Mini HDMI para conexão direta à sua TV de alta-definição (o Mini HDMI exige um cabo especial, não incluso com as câmeras).
Todas tem uma tela móvel na parte de trás. Este recurso permite que você fotografe de ângulos altos, baixos ou de lado, sem falar nos auto-retratos. A tela do modelo da Nikon gira para ficar abaixo da câmera, em vez de ao lado, o que é um design melhor, já que mantém a imagem "alinhada" com a lente. Uma tela móvel também tira a câmera da sua cara, o que facilita na hora de obter expressões mais naturais de quem está sendo fotografado (especialmente crianças).
Entretanto, apesar das semelhanças estas câmeras chegam ao "meio do caminho" vindas de direções opostas. A Nikon tentou "domesticar" uma SLR, enquanto a Canon tentou "profissionalizar" uma câmera doméstica.
A Nikon D5000 é uma legítima SLR. Aceita lentes intercambiáveis, seu visor permite ver através da lente, tem um enorme sensor de imagem lá dentro e nenhum atraso de obturador (como é chamado o intervalo de tempo entre você apertar o botão e a câmera bater a foto).
De fato, se você ler apenas a ficha técnica, pode acabar confundindo a D5000 com a mais avançada (e cara) Nikon D90 (US$ 1.150 sem as lentes, nos EUA). O sensor, as características e a maioria dos recursos são exatamente os mesmos. A D5000 tem o mesmo fantástico sensor de 12.3 megapixel, o mesmo mecanismo para livrá-lo da poeira e o mesmo sistema de foco automático com medição em 11 pontos. Tem até a mesma velocidade na fotografia sequencial (4.5 fotos por segundo), que é fantástica não só para esportes e cenas de ação como para capturar efêmeras expressões faciais.
Como a maioria das SLRs de hoje, a D5000 tem o modo "Live View". Com ele a câmera demora mais para focar, mas você pode enquadrar a cena usando a tela LCD, em vez de usar o visor ótico. A D90 foi a primeira SLR capaz de gravar vídeo, e a D5000 também herda este recurso.
Mas é aqui que as coisas ficam estranhas. A Nikon colocou todos estes recursos profissionais em uma câmera muito menor e mais leve, que é obviamente voltada aos amadores.
Por exemplo, ela é lotada de modos de cena que deixam as coisas menos intimidadoras para os novatos - ajustes prontos para Pôr-do-Sol, animais, praia e neve, cada um deles com uma imagem de exemplo mostrada na tela.
Como em outros modelos "low-end" recentes da Nikon, a D5000 também torna mais fácil entender a fotografia ao mostrar uma representação visual da abertura da lente na tela à medida que ela aumenta ou diminui. A tela também indica a velocidade do obturador de forma gráfica e como uma fração (1/25, por exemplo, em vez de apenas "25" como na maioria das SLRs). Mas a D5000 não tem o painel de status no topo como as suas irmãs maiores - justamente porque o corpo dela é menor.
Trocando em miúdos, a D5000 é uma mistura tão grande de recursos "profissionais" e "domésticos" que os representantes da Nikon me perguntaram como eu a descreveria. Esta é minha sugestão: é uma câmera profissional presa no corpo de uma câmera doméstica.
Algumas coisas legais da D90 não estão presentes na D5000. Não dá pra usar algumas lentes antigas da Nikon e a bateria é menor, suficiente para 510 fotos em vez de 850. E a câmera não é capaz de se comunicar com unidades de flash sem fio.
Mas há algumas vantagens. O novo "Quiet Mode" (modo quieto) abafa ligeiramente o ruído do obturador. Focar antes de começar a filmar é mais rápido embora, infelizmente, ainda seja impossível mudar o foco enquanto filma.
O importante aqui é deixar claro que a D500 porduz imagens espetaculares sob todas as condições de luz. Ela tem o mesmo mecanismo sofisticado dos modelos topo de linha da Nikon em um corpo pequeno, resistente, amigável e com um design adorável. É um tiro certo.
Não dá pra dizer o mesmo da nova Canon PowerShot SX1. Ela é uma evolução da série PowerShot S IS que estreou em 2004. O IS significa estabilização de imagem (Image Stabilization, em inglês), e o S indica uma câmera que é tão boa nos vídeos quanto nas fotos. Em contraste à maioria das câmeras, a SX1 pode mudar o foco e até dar "zoom" enquanto filma, por exemplo. O motor da lente é tão silencioso que os excelentes microfones estéreo não captam seu ruído. Ele tem até botões de obturador separados para vídeos e fotos, então você pode tirar uma foto durante a gravação de um vídeo.
Mas o que fez da SX1 um modelo tão aguardado foi seu sensor de imagem. É um chip CMOS, do tipo que é encontrado em SLRs, incluindo a popular série Rebel da própria Canon. É muito mais poderoso que o sensor encontrado nas câmeras domésticas, e dá à SX1 vários recursos ausentes em suas antecessoras, como um modo sequencial muito rápido (4 quadros por segundo) e gravação de vídeo em alta-definição.
Tudo isso, e mais uma lente grande-angular com zoom óptico de 20x (sim, 20x!). Onde é que eu assino?
Infelizmente, a SX1 simplesmente não tira boas fotos. Ela é como uma lista de recursos em busca de uma câmera. Sob luz brilhante, você vai amá-la. É rápida, é fácil, está sempre pronta e as imagens são nítidas e com cores saturadas. Mas à medida que a luz diminui, a qualidade vai junto.
Ruído (granulação) começa a aparecer mesmo em fotos externas em dias nublados (ISO 400, por exemplo) e quando o software da câmera tenta dar um jeito nele, você perde nitidez e detalhes.
A não ser que você diminua a exposição, a SX1 também tende a "estourar" as áreas claras da imagem. Ou seja, as transforma em "manchas" de luz tão branca que parece uma explosão nuclear. (Você pode conferir amostras de imagem de ambas as câmeras em nytimes.com/tech).
A SX1 também tem, em lugar de um visor óptico, um viewfinder eletrônico, uma minúscula tela no lugar da lente. Isso seria bom se tal telinha tivesse uma resolução excelente, mas esta é tão ruim que dá pra ver os pixels. Horrível!
Sites especializados no teste de câmeras como o dpreview.com e testfreaks.com compararam a SX1 com sua irmã muito mais barata, a SX10 (US$ 340, nos EUA). A SX10 não tem o chip CMOS e não faz vídeos em alta-definição, mas tira fotos melhores. Estranho, não?
É muito atípico da Canon, que faz as melhores câmeras compactas do mundo, lançar um modelo com tantos defeitos. É muito legal ter zoom óptico de 20x, um botão dedicado para mudar entre os modos Widescreen e padrão, todos aqueles controles manuais e a opção de usar pilhas AA na hora do aperto. Mas por U$ 600, você merece uma câmera cujo sensor pelo menos cumpra a tarefa de capturar a luz direito.
Claro, o que o mundo realmente quer é um sensor imenso como o da D5000 em uma câmera que caiba no bolso da camisa. Infelizmente, você provavelmente nunca irá ver um chip como este em uma câmera muito menor que a D5000 - pelo menos não até que alguém faça uma emenda às leis da física.
Um papo sobre a fotografia
No último sábado, (04/04) o fotógrafo e empreendedor Armando Vernaglia levou oito colegas de profissão para discutir os caminhos da Fotografia na Comunicação.
A palestra na escola Riguardare durou cerca de 3 horas e propôs aos participantes uma série de questionamentos. Bastante envolvido no assunto, Vernaglia, começou com uma visão mais histórica da fotografia, passando por nomes como: Lautrec, Mucha e Nick Ut. Em seguida, o discurso conduziu para a importância da foto como um registro social.
“A fotografia é a profissão mais importante do mundo, pois é possível revelar um passado que poderia ser esquecido. Ela é a testemunha fiel da história”, comenta o palestrante.
Em slides riquíssimos de imagens e cliques nunca antes visto por aquele público, a conversa trouxe o “consumismo por meio da fotografia”, então, a publicidade condena-se como aliada neste processo. Passando por campanhas e editoriais de todo o mundo, os participantes começaram a se manifestar e apresentaram cases pessoais de como são influenciados por boas imagens.
O discurso visual também foi tema recorrente entre o grupo de fotógrafos ali reunidos. O que cada segmento da comunicação quer passar por meio de uma imagem pode ganhar diversas interpretações. O jornalismo por sua vez se encarrega de utilizar a fotografia para comunicar algo ou alguma coisa. O profissional de relações públicas prefere dialogar a relação entre o público e a foto. Já o publicitário prefere uma imagem que possa garantir boas vendas.
Estas distinções não afastam os ruídos que podem estar aliados a este discurso. Estas interferências podem ou não ser mentirosas. O viés na comunicação é a arma para mostrar que não existe neutralidade. Muitas vezes o recorte da cena, já pode mudar totalmente o contexto em que ela estava inserida originalmente.
“O real não existe. A mesma situação pode ser contada de formas diferentes”, analisa Vernaglia em relação ao olhar do fotógrafo para o produto final.
Ao término os participantes puderam refletir sobre a profissão e ainda saíram de lá com uma lição de casa: “O que você tem feito pela fotografia?”, finaliza Armando Vernaglia.
Fotografia ainda é o melhor investimento
Fonte: Karla Monteiro
Globo.com
Com valores cada vez mais altos, a fotografia brasileira ganha leilões, feiras e galerias, consolidando de vez o status de arte
No mercado internacional, uma fotografia pode atingir cifras milionárias. O alemão Andreas Gursky é um exemplo. Presente em museus como o MoMa de Nova York, o Centre Georges Pompidou, em Paris, e a Tate Modern, em Londres, o sujeito já teve um trabalho vendido por R$ 12 milhões. Por aqui, o mercado só agora começa a crescer de fato. Mas os valores já representam uma nova era, em que a fotografia ganhou de vez as paredes das galerias e conquistou o status de arte Um Miguel Rio Branco, o nome mais caro da nossa safra de fotógrafos contemporâneos (excluindo-se Vik Muniz, artista que usa a fotografia para registrar suas obras), chega a R$ 150 mil. Um Mario Cravo Neto bate R$ 100 mil, valor que deve aumentar com a sua morte, ocorrida no último dia 9. Geraldo de Barros, representante da geração dos anos 40, alcança R$ 50 mil. O paraense Luiz Braga vai a R$ 40 mil. E jovens fotógrafos, como os badalados mineiros João Castilho, Pedro Motta e Pedro David, custam entre R$ 3 mil e R$ 22 mil.
Mario Cravo Neto tem uma importância fundamental nessa história: foi um dos primeiros fotógrafos brasileiros a ter sua obra valorizada lá fora e a trazer para cá a ideia de fotografia como arte.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
45º Salão Jauense Internacional de Arte Fotográfica 2009
Medalha de Ouro FIAP/FIAP Gold Medal:
Sipko Vitaly - Thunder Storm
UCRÂNIA
Medalha de Prata FIAP /FIAP Silver Medal:
Nikyforabis Palichrentis - Lost Innocence
GRÉCIA
Medalha de Bronze FIAP /FIAP Bronze Medal :
Chan K. Hung Gary - Harvest Day
HONG KONG
Menção Honrosa FIAP /FIAP Hon Mention:
Swarnendu Ghosh – Waiting for rain – ÍNDIA
Torkoly Jozsef – The player – HUNGRIA
David M. Maslin – Karolina – INGLATERRA
Partha Sarathi Dhar – Heavenly tune – ÍNDIA
Carlo Fantino – Gran Cornice - ITÁLIA
Guacyr Aranha – Índio - BRASIL
PRÊMIO EXTERIOR – PRETO E BRANCO / EXTERIOR MONOCHROME - WINNERS
Medalha de Ouro FCJ /FCJ Gold Medal:
Abhijzt Ghosh
Dilema
ÍNDIA
Medalha de Prata FCJ / FCJ Silver Medal:
Louis Raymond
La ruelle
LUXEMBURGO
Medalha de Bronze FCJ /FCJ Bronze Medal:
Pambos Charalambides
Grand Modhee
CHIPRE
Menção Honrosa FCJ /FCJ Hon Mention:
Rolf Lindel – Gletscheraufstieg - ALEMANHA
Incze István – Sisters – ROMÊNIA
Emeu Karakozak – AZ – TURQUIA
Luc Tourwe – Light house keeper – BÉLGICA
Swarnendu Ghosh – Birth of Death - ÍNDIA
Jos Janssens – In the Garden - BÉLGICA
PRÊMIO EXTERIOR EM COR / EXTERIOR COLOUR - WINNERS
Medalha de Ouro (cor) FCJ /FCJ Gold Medal:
Marcel Beauraind
La Dame de Coeur
BÉLGICA
Medalha de Prata FCJ /FCJ Silver Medal:
Alexander Hochhaus
Magic Ice World
ALEMANHA
Medalha de Bronze FCJ /FCJ Bronze Medal:
Nykoza Demchenko
Helena
UCRÂNIA
Menção Honrosa FCJ /FCJ Hon Mention:
Henry Rajakaruna – Free – SRI LANKA
Irene Datseko – Carafes – RUSSIA
IL Tae Lim – Best Friend – KOREA DO SUL
Niki Kypragora – Spring Blossom – CHIPRE
Lou Marafioti – An English gentleman – AUSTRÁLIA
Manfred Lange – My feeling today – ÁUSTRIA
PRÊMIO BRASIL- PRETO E BRANCO
Medalha de Ouro FCJ / Brasil:
Delcio Capistrano
Pedro Pescador
ABAF – Rio de Janeiro / RJ
Medalha de Prata FCJ / Brasil:
Celso C. Pimentel
O resto é silêncio
Clube Foto Amigos de Santos – Santos / SP
Medalha de Bronze FCJ/ Brasil:
Osmar Peçanha
Trote
ABAF – Rio de Janeiro /RJ
Menção Honrosa FCJ / Brasil:
Rodrigo Melleiro - S/T. 3 - Foto Cine Clube Bandeirante – São Paulo /SP
Giancarlo Stefani Matheus – Ghostis Mansion – Foto Cine Clube Gaúcho – Porto Alegre / RS
Vinicius Xavier – sombras estáticas – Salvador Foto Clube – Salvador / BA
Hugo Leonardo Silva – Contemplação – Foto Clube Objetiva – Goiânia / GO
PRÊMIO BRASIL - COR
Medalha de Ouro FCJ /Brasil:
Sergio Vale Duarte
O Prisioneiro
Grupo Luminous – São Paulo
Medala de Prata FCJ / Brasil:
Francisco Pinto
Tira se não eu atiro
Individual – Rio de Janeiro
Medalha de Bronze FCJ / Brasil:
Elza Rossato
Beijo da luz
Amigos da Fotografias – Ribeirão Preto / SP
Menção Honrosa FCJ /Brasil:
Antonio Ferrina dos Santos – Na Abadia – F.C. Londrina / PR
Gemerson Dias – Sexta feira 13 – Individual – Rio de Janeiro / RJ
Márcia Chal – Vidas Secas – Individual – Rio de Janeiro / RJ
Sylvio Pinto Revas – O gato – Sociedade F. de Nova Friburgo - Nova Friburgo / RJ

