terça-feira, 1 de setembro de 2009

Preparando e fazendo manutenção de seu equipamento fotográfico

Neste capítulo os assuntos discutidos serão:

  • Como montar e ter cuidados com seu equipamento fotográfico antes e após os mergulhos, dicas para viagens curtas, longas, etc...
  • Funcionamento básico do sistema de vedação e boas dicas de como mantê-lo em bom estado;
  • Verificando os acessórios, baterias e carregadores;
  • Como testar e ter certeza que seu equipamento está pronto para fotografar.

Todos estes tópicos serão abordados de forma mútua. Embora este capítulo não pareça tão interessante como "Os Segredos da Composição" ou "Paisagens Submersas" são de extrema importância para não deixar que seu mergulho seja inundado por frustração além de água dentro de sua câmera !


Antes de começar a montar seu equipamento

Esta com certeza não é a melhor forma de lidar com seu equipamento fotográfico.

Biscoitos e torradas podem espalhar farelos que vão ficar aderidos nas graxas de silicone nos comandos e vedações da caixa estanque e as bebidas podem facilmente cair nos circuitos eletrônicos da câmera ou do flash quando estiverem abertos.

Por isso reserve lanche para os lugares longe de seu equipamento fotográfico !

Não entenda que você deva ser uma pessoa anti-social, principalmente com os interessados que o vêem atentamente nesta tarefa, mas recomendo que não se distraia com conversas também.

Normalmente são pequenas distrações que estragam seu dia (assim como seu equipamento).

Arrume bem o lugar e certifique-se que esteja limpo

Seja onde for; em casa, pousada ou no barco procure uma bancada e remova resíduos de alimentos ou poeira antes de manusear seu equipamento fotográfico.

Com um pano limpo e seco, passe sob a superfície da mesa e reserve a si mesmo um lugar tranquilo que merecerá toda sua atenção e sem distrações.

Tenha em mente que deverá estar concentrado nesta tarefa !



Comece pela câmera

Muitos mergulhos de fotografia dão errados porque simplesmente esquecemos de acionar alguma chave, comando, ajuste de foco ou até mesmo esquecendo de tirar a tampa da lente... Que muitas vezes não podem ser acessados pela caixa estanque para corrigir o problema debaixo d'água.

Todo equipamento antes de ser usado deve ser testado minuciosamente. Desde a colocação do cartão de mídia e verificação de seu sistema e certeza de ter baterias bem carregadas.

Assim, você estará se prevenindo de futuras frustrações !

Apesar de poucos fazerem isso, devemos ler o manual da câmera e testar seus recursos "on land" para depois nos sentirmos seguros e fotografar debaixo d'água.

Leia o manual antes !


Sony DSC W5 e cartão de mídia 512Mb


Qualquer equipamento de qualquer modelo de câmera têm ajustes específicos. Aqui a idéia é orientar quais os passos que devam ser seguidos e evitados para manter seu equipamento, transportá-lo acrescentar flashes externos.

Muitos ajustes são básicos de qualquer câmera e serão vistos em "Configurando seu Equipamento Fotográfico" mas cada câmera pode possuir ajustes interessantes que podem ser também utilizados. Assim, veja no manual do fabricante as características.

Coisas importantes para saber

Quando comecei a fotografar há alguns anos não existia equipamento digital. As câmeras eram em sua maioria anfíbias, usávamos filmes que tinham que ser revelados e poucas pessoas tinham conhecimento para passar sobre o assunto.

Hoje em dia, as câmeras são digitais, vendidas em lojas de shoppings e muitas vezes as caixas estanques dos fabricantes também. Você vê o resultado na hora sem precisar de revelar nada, mas por incrível que pareça, poucas pessoas nestas lojas têm conhecimento adequado para passar sobre o assunto quando se trata de fotografia subaquática.

O que está acontecendo agora é uma espécie de fusão. Usamos equipamentos com tecnologia digital mas adaptados tecnologia de filme como lentes conversoras, cabos, braços e flashes para estas câmeras. Este sistema híbrido precisará de manutenção de uso regular (feita por você) e anual (feita por especialistas). Algumas coisas você poderá fazer e outras estará no seu limite de compreensão.

Infelizmente, se algo der errado, o problema aparecerá logo durante seu mergulho, quando terá sua câmera ou seu flash alagado.

Tome cuidado com seu equipamento, trate-o com cuidado e se divertirá bastante.


O-rings

Ao se lidar com o equipamento de fotografia subaquática, o mais importante é ter em mente que o sistema de vedação esteja em bom estado e adequadamente preparado para o mergulho. Ironicamente, é o mal uso deste sistema de vedação que prejudicam as caixas estanques assim como as câmeras. Por isso, devemos ter extremo cuidado ao lidar com os anéis "O" ou o-rings tendo certeza que estão limpos sem poeiras, fios de cabelo ou até migalhas biscoitos e colocar com muito cuidado a graxa de silicone sem exageros.

Existem uma variedade de materiais que são constituídos os o-rings. Os de borracha por exemplo devem ser lubrificados somente com produto específico assim como os de silicone. Mas alguns tipos de o-rings são constituídos por um material auto-lubrificante chamado de viton, que neste caso não devem receber nenhum tipo de graxa.

Consulte as recomendações do fabricante de seu equipamento.

Este sistema de vedação não é exclusivo das câmeras e caixas para fotografia subaquática, pode ser visto nos demais equipamentos de mergulho como lanternas, computadores de descompressão, coletes, relógios e também no mundo a fora como em chuveiros elétricos, encanamentos, panelas de pressão e etc...

Esta água que entra no compartimento é água salgada, que carreia obviamente sal que cristaliza ao secar oxidando as partes metálicas do sistema ressecando o o-ring, formando uma espessa camada de salitre, além de entrar areia que adere no o-ring se houver excesso de graxa de silicone.

Repare que mesmo com o O-ring instalado entra uma quantidade de água no compartimento.

Assim, nos encaixes dos anéis devemos nos certificar que estejam limpos, para quando o o-ring deformar com a pressão, venha a vedar a passagem mantendo assim o compartimento seco.


Há sempre dois tipos de o-rings instalados nas caixas estanques

O-rings internos que vedam os comandos do equipamento como botões de ajustes de menu, liga/desliga, etc... E os fixos como as janelas (ou visores).

Este tipo de O-ring requer uma manutenção especial, anualmente em loja especializada. Para isso é importante a limpeza adequada após os mergulhos para garantir sobrevida destes.

Os o-rings externos são colocados todas as vezes que vamos mergulhar, deve se tomar extremo cuidado com eles; não esquecer de lubrificar e colocar todos adequadamente e exigem manutenção dedicada do fotógrafo, pois normalmente são os que causam alagamentos.

Dependendo da orientação do fabricante, você terá que fazer uma lubrificação constante dos o-rings internos.



O-rings internos fazendo a vedação dos botões e comandos.


O-rings externos são colocados todas as vezes que vamos usar o equipamento.

Enquanto os o-rings internos ficam embutidos dentro dos comandos da caixa, os o-rings externos ficam expostos a poeira e sujeira. Até mesmo a graxa que colocamos para lubrificá-los fazem com que a poeira ambiente no ar se prendam a estes fazendo um espessa camada que deve ser limpa.

Em casos extremos devemos lavá-los com sabão detergente líquido neutro e re-lubrificá-los, com cuidado para secar balançando ao ar. Aqui vemos o-rings que foram lavados e secos com uma toalha, mostrando como ficam filhas aderidas que podem ser responsáveis por alagamentos.

Mesmo limpando deve-se tomar cuidado com as fibras do cotonete e secagens com toalhas.

A idéia não é tentar assustá-lo, mas mostrar que devemos ser cuidadosos com o equipamento e ao colocar os o-rings externos, pois o silicone pode sujar partes de nosso equipamento e danificando os mecanismos eletrônicos.

Limpe bem as canaletas e verifique se fiapos de tolhas, cabelos e poeiras encontram-se nos assentamentos de encaixe do o-ring.

O que pode-se dizer é que provavelmente seu equipamento funcionará muito bem e não terá problemas em 99% das vezes que for utilizá-lo. Na realidade, os problemas que acontecem são mais devidos a falhas nossas como erros de manutenção ao montar o equipamento e esquecer de colocar o-rings.

Ao menos uma vez ao ano devemos mandar o equipamento para fazer a troca dos o-rings internos. Pode também ser um teste hidrostático em câmara de profundidade eu levar ao mar para mergulhar sem a câmera em seu interior.

Por experiência, se houver problemas de vedação nos o-rings externos estes irão falhar por volta dos 5 metros de profundidade e já haverá vazamento. Os o-rings internos podem resistir bem até os 10m de profundidade por algum tempo antes de começarem a vazar.

Um teste hidrostático adequado deverá se fazer em 5 metros, 10 metros, 15 metros chegando até 40 metros por 30 minutos no total.

Excesso de graxa de silicone também causa alagamentos. Use depois que o o-ring estiver limpo apenas o suficientes para manter a superfície brilhante.

Certifique-se que seu equipamento esteja em bom estado e revisado antes de prosseguir com os testes.

Cuidado com lubrificantes em seu equipamento

Há coisas que devemos manter a todo custo afastado de nossos equipamentos para fotografia subaquática e entre eles são lubrificantes, óleos e produtos que contém propeleno, pois amolecem e destroem os o-rings causando sua deterioração.

Com um cotonete umedecido por WD-40 ou similar pode-se lubrificar pequenos contatos eletrônicos que não sejam locais de assentamento de o-rings como pinos internos de entradas de cabo de flash, contatos ou bases de parafusos oxidáveis, evitando comandos ou canaletas da caixa estanque ou do flash

Se quiser dar vida longa ao seu equipamento, a primeira providência a tomar é imediatamente após seu mergulho enxaguar seu equipamento em um tanque de água doce. Mexa alguns comandos de tempos e tempos durante a imersão e deixe até o próximo mergulho se não for reajustar seu equipamento ou verificar as imagens obtidas

É interessante pedir a operadora de mergulho este suporte. Caso não te atendam, bom, sugiro que procure alguém que lhe atenda ou mude para um hobby mais barato.


Material imerso em água doce

Pilhas recarregáveis

Atualmente, o uso de pilhas recarregáveis tornou-se uma necessidade não só econômica, mas também de eficiência e duração; são mais rápidas para dar carga aos flashes e duram mais tanto em flashes como em câmeras.

Enquanto pilhas alcalinas comuns esgotam-se rapidamente em câmeras digitais exigindo o uso de recarregáveis, nos flashes elas desempenham além disso um outro benefício: Diminuem o tempo de reciclagem (recarga) do flash necessário para ele ficar pronto para um novo disparo.

Quando você liga o flash, seu circuito "suga" a energia das pilhas para seus acumuladores. Quando estão completamente recarregados, uma luz no flash (chamada de Ready) sinaliza que está pronto para o disparo. Dependendo da potência utilizada, após o disparo, os circuitos do flash irão sugar mais energia das pilhas e isso demorará um tempo. Quando este tempo de recarga dos acumuladores acabar o flash estará pronto novamente para outro disparo com a luz do Ready acesa. Este tempo chama-se de Ciclo de Recarga do Flash ou Tempo de Reciclagem.

Conforme o flash vai sendo disparado, este vai drenando a carga das pilhas até se esgotar. E quando as pilhas vão ficando cada vez mais fracas começa a aumentar este tempo de reciclagem, demorando mais para recarregar o flash.

Fazendo inspeção da carga

Com o tempo, as baterias recarregáveis com o uso começam a perder sua capacidade de recarga, assim é necessário testá-las antes de usá-las.

Normalmente as pilhas recarregáveis não atingem uma tensão maior que 1.34 volts em comparação com pilhas alcalinas normais com tensão de 1.46 volts.

Após recarregar as baterias é sensato verificar se estão realmente carregadas ou se seu uso excessivo já a desgastou.

Embora alguns fabricantes de flashes não recomendem o uso deste tipo de pilha, estas, são muito usadas devido a questão econômica de não comprar pilhas com frequência, tornando o tempo de reciclagem do flash mais curto e durarem muito mais.

Existem dois tipos de pilhas recarregáveis: Níquel-Cádmio (NiCd) e de Níquel-Metal Hidreto (NiMh). A principal diferença é que as de NiCd normalmente tem baixa amperagem (menores que 800mA), tem tempo de vida útil menor e devem ser descarregadas totalmente para poder serem novamente recarregadas senão perderam a capacidade de recarga (efeito memória). As de NiMh são exatamente o contrário.

Como vimos anteriormente, o sistema de fotografia subaquática é híbrido, usando câmeras digitais mas acessórias muitas vezes analógicos. Assim, alguns flashes mais antigos de equipamentos analógicos como os Nikon SB105, Sea&Sea YS60, YS90 e YS120 e Ikelite 50 e 100 podem não suportar pilhas com amperagens superiores a 1.000mA.

Mesmo flashes mais atualizados (verificar com o fabricante) podem ter sérios problemas com baterias de amperagens superiores a 2.200mA, pois alguns re-carregadores mais rápidos podem aumentar a tensão destas acima de 1.34V e durante a reciclagem muito rápida haverá um aquecimento dos circuitos, queimando o flash posteriormente

Como na câmera, devemos preparar o flash colocando as baterias e ao fechá-lo colocar a tampa com o-ring lubrificado devidamente na canaleta previamente limpa.

Após instalar as pilhas devemos e conectar cabo de sincronismo se houver devemos verificar se o flash está carregando com a luz do Ready acesa (Foto ao lado).

Atenção, o que mais é importante saber sobre os flashes:

Diferente das câmeras que existem no mercado os flashes na maioria das vezes são anfíbios e não encapsulados.Existem vários modelos de flashes, cada qual com sua potência, ajustes e controles automáticos de exposição.

O flash só dispara após estar carregado.

Ao ligá-lo ele demorará alguns segundos até acender a luz do Ready, pois estará colocando em seus acumuladores a energia necessária para o disparo.

É extremamente perigoso tentar abrir um flash, pois a carga em seus acumuladores poderão estar presentes e é suficiente para causar uma parada cardíaca.

Deixe a manutenção interna para a assistência técnica.

É extremamente perigoso abrir um flash mesmo após meses sem uso !


Flash Ikelite DS125 foi desenvolvida para uso em câmeras digitais.



Acessórios: Braços

São acessórios que permitem fixar o flash ao corpo da caixa formando o que chamamos de sistema fotográfico.

São constituídos na maioria das vezes de aço inoxidável com ligas de titânio ou de alumínio marinizado. São feitos para suportar infiltração e corrosão da água marinha.

Ao lado, um sistema fotográfico com com dois flashes.

Tanto para sistemas compactos quanto para os mais sofisticados as armações de braços para flashes são acessórios interessantes, pois permitem ajustar e posicionar o flash numa distância e ângulo desejados numa posição de forma a deixar mais confortável o mergulhador que está fotografando.

Não quero dizer que braços de flashes estritamente são essenciais.


Muitos fotógrafos profissionais acham até melhor ter um flash a mão em casos específicos como fotografia de paisagens, porque dão mais liberdade.

Mas para a fotografia macro algum tipo de suporte seria bem vindo principalmente para poder manter o equilíbrio sem danificar o meio ambiente com suas nadadeiras.


Sistema compacto digital com armação de braço da Sea & Sea.

Sistema TTL

Vamos agora falar um pouco de flash.

Em "Fundamentos Básicos da Fotografia Subaquática", fala-se sobre a importância dos flashes externos. Aqui vamos comentar um pouco de seu funcionamento:

Foi explicado como as baterias carregam os acumuladores do flash deixando prontos para o disparo.

Normalmente os flashes possuem seletores de potência e botões de liga / desliga. Os seletores de potência geralmente têm posições ½ (meia-potência), full (potência total) e TTL. Quando se utiliza a potência total (full) o flash descarrega totalmente seus acumuladores liberando a máxima luz que pode emitir. A meia-potência liberaria a metade da luz que o flash pode expor, mas o que seria o TTL ?

Entre a grande parte dos fotógrafos, TTL é assíncrono de Trough The Lens (através das lentes). Um mecanismo muito interessante em que o flash estaria de acordo com os ajustes da câmera e irá liberar apenas a quantidade necessária para a correta exposição do objeto, sem exageros (excesso) ou falta de luz. Esta eletrônica funciona da seguinte forma:

Um sensor que capta a quantidade de luz passando no interior da lente induz a descarga de luz até um determinado ponto em que envia um sinal ao flash dizendo "chega de luz", a luz então para de ser emitida pois chegou na quantidade certa. Este sistema que começou com câmeras analógicas funcionava com transistores, por isso também conhecido como Transistor-Transistor Logic .

Seja qual for a origem da palavra, o sistema TTL funciona mas com algumas limitações para fotografia subaquática, mas funciona.

Entretanto, muitos fotógrafos migraram para o sistema digital trazendo flashes do sistema analógico, que evidentemente não funcionam no sistema digital (sistema híbrido lembra ?). Existem atualmente os flashes digitais com sistemas deste tipo, mas flashes (mesmo os analógicos) são caros e você verá que pode trabalhar apenas com meia-potência e potência total com alguns truques que veremos em outras lições.

No momento, o que é importante saber, é como fazer com que a câmera acione o flash externo.

Estes flashes possuem seletores com além de função de potência e modo slave o modo TTL, que funcionará dependendo da câmera ou sensor utilizado.

Se a câmera não tiver a capacidade de passar informações TTL ou não houver um sensor / conversor TTL então provavelmente disparará em full se estiver nesta seleção.

Mecanismos de disparos de flash externo

Basicamente, há quatro formas de uma câmera fazer o disparo de um flash:

  • Usar cabo de sincronismo que conecte o flash diretamente em seus circuitos aos circuitos da câmera;
  • Usar o sensor "slave" do flash que capta a luz do flash embutido da câmera, e ao disparar e a luz ao chegar no outro flash, este é acionado;
  • Por meio de um cabo de fibra ótica, que capta a luz do flash embutido da câmera e transmite ao sensor slave do flash externo acionando-o;
  • Ter um sensor / conversor análogo-digital que transforma a luz do flash embutido da câmera em emissão eletrônica pelo cabo de sincronismo do flash.

Destas opções a primeira só para equipamentos sofisticados pois precisa de um conector embutido na caixa estanque que conecte-se diretamente a câmera por meio de entrada PC ou HotShue que não vem ao caso entrar em detalhes, mas não é comum em câmeras digitais compactas.

O sistema mais usado em câmeras compactas é por meio de sensor slave (com ou sem cabo de fibra ótica):

Há acoplado ao flash externo, um sensor que é sensível a luz de alta intensidade. Assim, ao pressionar o botão de disparo da câmera, irá disparar seu flash interno, a luz deste é refletida em direção ao flash externo. O sensor slave do flash externo por sua vez ao ser acionado dispara o flash o externo que irá iluminar o objeto na frente da câmera.

Para este sistema funcionar é necessário deixar ligado o flash interno da câmera e o flash externo quando ligado deverá estar com sua função slave ativada.


Flashe Ikelite na posição TTL

Sensor slave sem cabo e cabos de fibra ótica

Neste sistema ao lado, o flash possui um cabo em que na extremidade (seta) há um foto sensor slave que capta a luz do flash embutido da câmera (cord less).

A câmera dispara o flash e a luz atravessa a caixa de acrílico, passa por alguns centímetros de água e é captada pelo fotosensor; que por sua vez aciona o flash externo e o dispara.

É importante observar que estes sensores não funcionariam com caixas de alumínio por não serem transparentes.

O sistema de cabo de fibra ótica seria para flashes em que o sensor slave fica na frente do flash, como são nos flashes da Sea & Sea. Normalmente este tipo de sensor como não está direcionado para a câmera tende a falhar, neste caso usa-se um cabo de fibra ótica que se conecta na frente do flash com a outra extremidade adaptada na parte da frente da caixa estanque transparente (tapando inclusive sua iluminação para o meio a fim de evitar backscatter).

É importante saber que estes dois sistemas necessitam que o flash tenham o sensor slave e uma opção slave on em seus comandos.

Uma vez o flash na opção slave, ele irá disparar assim que seus sensores captarem alguma luz. Se estiver em meia-potência disparará meia-potência e se estiver em modo full disparará em potência total.


Cabo de fibra ótica Sea & Sea
Ao usar um cabo de sincronismo, uma das extremidades deverá estar conectada ao flash.

Repare que há um o-ring (em azul) que deverá estar também limpo e lubrificado para o encaixe.

A outra extremidade é conectada diretamente na caixa estanque nos casos de câmeras DSLR.

Mas nas câmeras compactas serão conectadas a um sensor slave como o fornecido pela Ikelite ou à um sensor análogo-digital.

Foto sensor análogo-digital

Talvez o sistema mais engenhoso seja este, para os flashes com ou principalmente para os que não possuem sensor slave.

Um circuito foto sensor análogo-digital é conectado na extremidade do cabo de sincronismo do flash. Este sensor é capaz de captar a luz do flash embutido da câmera e convertê-lo em voltagem que é passado aos circuitos eletrônicos do flash disparando-o e inclusive acionando o sistema TTL do flash mesmo que este seja para câmeras analógicas.

Note que existe também um o-ring na extremidade do cabo (seta) que também deve ser cuidadosamente lubrificado. Ao lado, a foto do sensor e cabo sendo colocados, abaixo, e a esquerda, o equipamento montado com flash e cabo de sincronismo ligado em sua extremidade adaptado na parte superior da caixa estanque.

Repare que na parte da frente da câmera há uma máscara preta para que a luz do flash da câmera não vá para frente.

Dicas para manutenção dos o-rings

  • Conte o número de o-rings externos existentes em seu sistema (caixa estanque, cabos de flash, sensores), faça uma lista destes itens e anote-os num papel;
  • Faça inspeção visual de cada o-ring. Com os dedos tire o excesso de graxa, poeira e fios de cabelo. Se estiverem muito sujos, lave-os com sabão líquido neutro em água corrente e re-lubrifique-os;
  • Comece instalando os o-rings da caixa da câmera e depois do flash para por último os o-rings de conexão de cabo.
  • Após cada mergulho lave o equipamento emergindo num tonel de água fazendo pressão no enxágue, jogando com as mãos o equipamento para baixo e para cima mergulhando-o no tonel seguidas vezes. Se não houver tonel com uma mangueira em pressão aperte o feixe junto aos comandos limpando-os.
  • Deixe de molho mexendo suavemente os comandos e apertando os botões.
  • Seque a caixa e flash, desmonte. Guarde os o-rings em um plástico.
  • Finalmente ao menos uma vez ao ano envie para manutenção.

Principalmente após o mergulho, ao desmontar seu equipamento, deve-se ter atenção na extremidade do cabo. Remova o o-ring e limpe bem a trilha da rosca com uma escova de fibras de cobre ou aço. Assim removerá o salitre presente.

Recomendo que não deixe o cabo do flash conectado, mesmo após lavado o equipamento em imersão, porque apó um tempo, o salitre retido endurecerá e fará uma soldadura na tarracha. Acredite, basta deixar pouco mais de 24h que logo precisará de um torneiro para remover o cabo de seu equipamento.

Se conseguiu entender tudo mostrado aqui, então, não tomará medidas extremas com seu equipamento.

É importante ter em mente que este tipo de ferramenta não é a melhor para lidar com seu equipamento fotográfico.

Seja então cuidadoso e delicado !

Use e carregue consigo sempre materiais apropriados para manutenção de seu equipamento.

Testes então seu flash verificando se o sistema está funcionando perfeitamente; ao pressionar o botão de disparo da câmera o flash externo deve ser acionado pelo sensor.

Previna-se de frustrações: Teste SEMPRE seu equipamento antes de mergulhar
Viagens com equipamento de fotografia subaquática

Se você for uma pessoa como eu, gostará de viajar para fazer fotografia subaquática. Conhecer novos lugares ou pontos de mergulho e até tentar fazer aquela foto melhor.

Posso dizer que existem dois tipos de viagens para fotografia: Aquela em que você pode ir e até voltar no mesmo dia e a viagem longa, que terá que ficar dias em hotel, pousada, ou no barco em live aboard.

Para quem tem lugares para mergulhar como eu que pode-se ir no mesmo dia e voltar viajando de carro ou barco por algumas horas meu procedimento é montar todo o equipamento de véspera. Transportar montado com algumas capas de neoprene (ou uma toalha) envolvendo as partes mais sensíveis do equipamento como a janela plana e domo; colocando-o dentro de um container.

Se sua viagem for mais longa como ter que pegar avião, ficar dias fora e até mesmo embarcado terá que levar em grande parte o equipamento desmontado mesmo.

Principalmente viagens de avião, deverá guardar seu equipamento sem o-rings externos, mesmo se dentro da aeronave contigo. Com certeza, no compartimento de bagagem a pressão negativa será muito maior e pode danificar até circuitos de equipamentos como o flash em caso de implosão da tampa. Por isso, NUNCA leve equipamento montado para um avião.

Infelizmente, não somente aqui no Brasil, mas lá fora, viajar com as caixas de transporte tipo Pelicam não são mais uma boa idéia. A maioria de pessoas mau intencionadas estão de olho neste material desde o aeroporto, onde os adesivos não deixam dúvidas em se tratar de equipamento ou acessório de mergulho. Já vi dezenas de casos de pessoas que tiveram seus equipamentos extraviados, violados e perdidos. Você acaba sendo obrigado a selecionar o que é de maior valor para carregá-lo em mãos.

Existem coisas que não poderemos deixar de levar como graxa de silicone e o-rings sobressalentes.

Dependendo do lugar, se não houver fonte de energia disponível 110V~220V como em alguns live aboards, levar pilhas alcalinas, mesmo não sendo recarregáveis, pode ser uma boa idéia.

Goste ou não, você como fotógrafo deverá inspecionar seu próprio equipamento e cuidar bem dele !




Christian Sgarbi

Ver o mundo como ele realmente é. Entenda a Lomografia

Por: Rodrigo Favero


"Foto tirada no Rio de Janeiro em 2008, enquanto passeava pelo arpoador e acontecia a gravação de um filme no momento, o sol estava muito forte e o dia extremamente quente"
Foto: Rodrigo Favero


Lomografia, um termo que surgiu no início da década de 90, ganhou o mundo e se tornou uma moda pop (no bom sentido). Mas para entender esse fenômeno devemos voltar ao início a década de 80 na ex-União Soviética pois foi la que tudo começou quando o general russo Igor Petrowitsch olhou certo dia uma pequena câmera fotográfica em sua mesa e ficou fascinado com sua facilidade de uso, pequeno tamanho e qualidade técnica, a máquina em questão era uma Cosina SX2 uma câmera japonesa.


Imediatamente ele pediu para a tradicional fábrica de equipamentos militares de lentes LOMO fazer uma versão soviética aperfeiçoada, mais barata com aprimoramentos em relação a concorrente japonesa. Ela acabou sendo batizada de LOMO LC-A e uma curiosidade sobre ela é que sua linha de montagem é apenas constituída de mulheres. Seu plano era que todo cidadão soviético possuísse uma LC-A em casa e assim registrasse cenas de seu cotidiano e ajudasse a divulgar o estilo de vida soviético para o mundo, ou seja, a LC-A partiu de uma estratégia militar em plena Guerra Fria para fazer afronta aos EUA.


Ele foi muito popular nos países do cinturão vermelho como a própria União Soviética, Korea do Norte e Cuba por exemplo mas com o tempo foi sendo deixada de lado e esquecida com o passar dos anos, até que em 1991 dois viajantes vienenses de férias em Praga perceberam que não haviam levado suas câmera para registrar seus momentos e entraram num mercado de pulgas e acharam a LC-A uma máquina interessante e compraram sem muita pretenção.


Começaram a fotografar de forma despretenciosa, muitas vezes sem nem olhart no viewfinder da máquina e quando chegaram em casa e revelaram os filmes tiveram uma agradável e fascinante surpresa: cores trocadas, super-expostas, foco ou desfoque nas imagens, vazamentos de luz, enfim todo tipo de efeitos que na fotografia tradicional seriam considerados depreciativos na lomografia são justamente o contrário, quanto mais inexperado os resultados melhor será, é isso que os “lomógrafos” buscam, a experimentação e a surpresa (que quase sempre é agradável).


Rapidamente a lomomania tomou conta e começou a se espalhar por todo a cidade e em 1995 surgiu a LSI - Lomographic Society Internatioal que tem o objetivo de não deixar morrer a cultura de fotografia de filme e de divulgar e ajudar a formentar a lomografia por todo o mundo.


Conforme ia crescendo a fome e o interesse pela lomografia um mercado foi sendo gerado e inúmeros acessórios vendidos, como porta-retratos, bolsas, camisetas, filmes, lentes, disparadores, e principalmente xodó de todos os praticamentes: as câmeras fotográficas dos mais variados tipos e estilos .


A mais famosa de todas como não poderia deixar de ser é a LOMO LC-A que foi a precursora de tudo, mas existe outras tão importantes quanto como a Holga, a Supersampler, ActionSampler, Horizon, Diana, Lubitel, POP 9, Fisheye, Smena 8, Smena 35.


A lista é grande e sempre ocorre lançamentos de novas variações e produtos relacionados, isso faz com que a lomografia seja uma volta ao passado mas com olhos no futuro; o comodismo não faz parte dessa tribo, pelo contrário a descoberta é o que se busca sempre.


Ver o mundo como ele realmente é


Muitos pessoas costumam dizer que a lomografia é ver o mundo como ele realmente é, devido a exaltação das cores, a força das imagens, o aspecto inexperado e de certa forma inocente de se envolver com a imagem. Quem pratica a lomografia gosta antes de mais nada de diversão, é isso que todos buscam, uma proximidade maior com a câmera e sem a necessidade de ficar pensando em aspectos técnicos, onde apenas a intuição é o que comanda o olhar. Pense nisso na próxima vez que pegar sua câmera e se lembre como era divertido fazer fotos e ver os resultados. Procure deixar seu olhar menos viaciado e descubra coisas que nunca tinha reparado antes. Saia, olhe, repare, se divirta e LOMGRAFE!!


As 10 regras de ouro da lomografia


1 - Leve sua câmera para todo lugar
2 - Use a toda hora - dia ou noite
3 - Lomografia não é uma interferência em sua vida, ela é parte dela
4 - Tente bater fotos de canto
5 - Se aproxime dos objetos, sua câmera lomografia deseja isso;
6 - Não pense
7 - Seja rápido
8 - Você não precisa saber de antemão o que fotografou
9 - Depois muito menos
10 - Não ligue para regra alguma


Rodrigo Favero é design visual e acompanha o FOTOCOLAGEM. Recentemente escreveu para a equipe do site e contou um pouco do seu trabalho. Sua pesquisa, ainda na época em que cursava a universidade, chamou atenção de todos sobre esta técnica fotográfica: a Lomografia. Favero foi convidado a escrever para o site e muito gentilmente aceitou. O resultado? Esta belíssima explicação.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Brasil, além Brasil. Exposição de Bernie DeChant é um presente para Curitiba

O americano Bernie DeChant faz de suas fotografias obras de arte, com títulos sugestivos. Em algumas narra fatos, que estão à disposição de todos, mas que só o olhar atento do fotógrafo consegue destacar. Em outras, cria imagens que parecem cenas em quadros pintados, com plástica de fotografia de cinema. Faz poesia sem utilizar uma só palavra.


Inédita no Brasil, a exposição, composta por 41 imagens, marca a inauguração de uma nova sala expositiva no Museu, a Galeria Oscar Niemeyer, localizada no subsolo, no antigo espaço da Ação Educativa. A mostra tem o patrocínio da Companhia Paranaense de Energia (COPEL) e o apoio do Ministério da Cultura, do Governo do Paraná e da Caixa.


Na seleção feita pelo curador Andy Patrick, uma das características da obra de DeChant que chama a atenção do observador são os grafismos, que ele obtém através do corte do objeto escolhido, do ângulo e da luz. Com formação em design gráfico, DeChant transporta todo esse conhecimento para suas imagens; por vezes coloridas, em outras preto e branco, mas sempre em permanente diálogo uma com a outra, como poderá ser percebido na montagem das obras na sala expositiva.


Exemplares desse grafismo ou a geometria de DeChant estão nas obras “Universo Paralelo” (PB), “Gaiola de Pássaro” (PB), “Desembaraço” (PB), “Alinhamento” (colorida) e “Centro” (colorida). Desde os 9 anos, impressionado pela obra de Oscar Niemeyer, na criação de Brasília, sobre a qual dizia “essa é a cidade do futuro”, o fotógrafo traduziu a modernidade do arquiteto brasileiro nas obras “Desembaraço” e “Alinhamento”. Na primeira, mostra a fachada de um dos prédios da capital federal refletida no espelho d’água, a formar a mesma trama quadriculada da fachada. Em “Alinhamento” utiliza recurso semelhante para mostrar novo ângulo de outra fachada de um prédio, assim como na obra “Centro”, que destaca o quadrado perfeito do cruzamento de uma avenida da Califórnia, vista do alto.


Exatamente a temática que inspira e serve como um dos focos da obra do fotógrafo: as cidades do mundo, suas formas, cores, ritmos e, especialmente, a geometria flagrada em recortes urbanos. Não importa em que país estejam, Bernie encontra, nas cidades do mundo, similaridades e complementos. Em suas cenas reúne a arte, a arquitetura e o design. Entre as imagens incluídas na mostra está, por exemplo, a promessa futurista de Brasília em contraste com a Tóquio colorida, moderna, universal e cosmopolita; a China milenar e o exótico Marrocos; e a Lisboa de prédios altos. Como em um “raio x” dos lugares por onde passa, em suas viagens pelo mundo, o olhar de fotógrafo estrangeiro registra o ambiente, os costumes e a rotina das cidades.


Os contrastes e as semelhanças estéticas na arquitetura é um dos três núcleos que divide a mostra. As formas abstratas e as formas humanas conceituam os outros dois segmentos no qual DeChant trabalha nesta exposição. Atento ao Brasil, o fotógrafo traduziu a favela carioca da Rocinha na sugestiva obra “Ninho de Dados” (colorida), a grande obra abstrata da mostra. “Ninho de Dados” nada mais é do que um emaranhado encontro de fios na cabeceira de um poste da Rocinha. A favela também ganha destaque em “Craca de Rochedos” (colorida), em diálogo com “Blocos Construtivos” (colorida), foto do Pelourinho (Salvador-BA), nas quais o fotógrafo mostra as conjugadas construções pelos morros, parecendo formar um único grande bloco.


A plástica da fotografia de cinema é flagrante no segmento das formas humanas. Na obra “Hollywood” (PB) se vê apenas a imagem em primeiro plano de parte dos braços de um homem em que o rosto está oculto pelo chapéu, em contraste com a obra colorida “Depois do Jantar”, onde aparece outro homem de chapéu, fotografado de costas e, portanto, também com o rosto oculto. “Depois de horas” (colorida), “Hora do fechamento” (PB) e “Georgina” (colorida), aparecem cenas a meia luz que transmitem toda a atmosfera dos ambientes em que estão as mulheres que protagonizam cada quadro.


O que une as fotografias em exibição é que todas elas dialogam entre si.


Depois do Jantar, Nova York


Hollywood Los Angeles, Califórnia


Serviço: Brasil, além Brasil
Patrocínio: COPEL
Visitação: de 20 de junho a 07 de fevereiro de 2010
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 - Curitiba Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes

Brasileiro é escolhido como o melhor fotógrafo de casamento do mundo

Fonte: Thiago Ventura
Portal Uai


O talento de um mineiro em registrar a emoção de uma noiva ou o momento decisivo de uma festa de casamento foi reconhecido por um concurso internacional. Vinícius Matos foi escolhido como melhor fotógrafo de casamento do mundo pela International Society of Wedding Photographers – ISWP, a mais importante associação mundial do segmento.


Vinícius concorreu com outros 800 profissionais de vários países e foi escolhido como “fotógrafo da verão”. O concurso é feito em quatro temporadas e o mineiro já havia sido relacionado nas duas últimas estações. Uma boa posição na próxima competição poderá assegurar o título de “fotógrafo do ano”.


Veja as fotos premiadas


Além da primeira colocação geral, o mineiro tirou o 1º lugar na categoria “vestido de noiva”, segundo em “iluminação, local e crianças” e figurou em outras cinco categorias. É a primeira vez que um brasileiro vence a disputa e o único na Top 20.


Por coincidência, Vinícius estava nos Estados Unidos quando ficou sabendo do resultado, ao chegar em um evento. Segundo ele, a ficha ainda não caiu. “É muito importante não só para mim, mas para a fotografia brasileira. No país temos um trabalho bom que não deixa nada a desejar para os de fora. Basta acreditar e correr atrás”, resume.


Veja mais fotos de Vinícius Matos


Fotografias de um casamento interessam, via de regra, para os noivos, parentes e amigos. No entanto, as imagens de Matos possuem um quê artístico e têm uma qualidade plástica capaz de encantar qualquer espectador. Ângulos inusitados, luz natural e baixa velocidade criam fotos bonitas de se ver e que não perdem em nada para trabalhos documentais ou artísticos.


Segundo Matos, a fotografia de casamento deu um salto a partir da década de 90. Profissionais formados em outras escolas, como o fotojornalismo ou a fotografia comercial, passaram a trabalhar na área, propondo uma nova proposta. “Estabeleceu-se um novo padrão estético e elevou-se a concorrência. O cliente também passou a ter mais opção e ficar mais seletivo”, afirma.


Arte escondida


Apesar do sucesso, a história de Vinícius com a fotografia profissional não é de longa data. Formado em Administração e com dois MBAs, ele trabalhava na área de marketing de uma empresa, mas não estava satisfeito e começou a procurar outra atividade.


“A fotografia começou como um hobby há cerca de sete anos, mas nunca imaginei que trabalharia profissionalmente. Em julho de 2005 fui chamado às pressas para fazer um casamento e acabei aceitando mesmo a contragosto. Me apaixonei pelo oficio e descobri o que realmente gosto de fazer”, conta.


Ele criou uma empresa de cobertura fotográfica, especializada em casamentos. Além disso, é diretor da Escola de Imagem, sendo requisitado até no exterior para ministrar cursos e workshops sobre fotografia.


Nos casamentos, Vinícius trabalha com um auxiliar e um fotógrafo assistente. Isso garante sua liberdade para experimentar durante a cerimônia, já que nenhuma noiva quer ficar sem a foto do beijo ou da bênção. Em alguns momentos é necessário uma direção de cena, para que a imagem fique perfeita, mas sem quebrar o clima do casal.


“Uma boa foto de casamento é quando você se sente naquele dia e naquele instante. Se uma noiva chora e se emociona ao ver o álbum, o trabalho foi bem feito. É preciso catalizar os sentimentos das pessoas para conseguir o objetivo”, esclarece.

domingo, 30 de agosto de 2009

Melhorando a imagens das fotografias digitais

Frequentemente as pessoas me questionam sobre como melhorar as imagens das fotografias obtidas em câmeras digitais, ou até mesmo, scanneadas a partir de negativos de filmes cromo.

Basicamente, realizo alguns ajustes nas cores, brilho, contraste, hue, saturation, smudge e sharpen, utilizando um dos softwares mais conhecidos do mercado: O Photoshop.

Fabricado pela Adobe Systems, uma empresa tradicional no mercado de softwares gráficos e multimídia, o Adobe Photoshop é um dos programas mais utilizados pelos designers gráficos, tanto em tratamento de imagens para revistas e jornais, como em páginas web, pelos webdesigners.

Entendendo as cores

Basicamente há dois padrões de imagens, a vetorial e pixelada. No caso do padrão vetorial, as imagem tem como base, algorítimos, que neste caso, são cálculos matemáticos voltados as cores primárias, e que não possuem grande variações em tonalidades; mas possuem grande escalabilidade pois é possível ampliar ou diminuir o quanto desejar, que a imagens não sofrerão perdas e/ou distorções.

Nas imagens em pixels, existem pontos quadrangulares onde cada um destes possui uma cor que pode diferenciar de um ponto para o outro. As imagens vetoriais não tem valor para nós, pois ela não se emprega no caso.

Palheta de cores das imagens em pixels

Para um cada tipo de trabalho, existem padrões e extensões de arquivos adequados, onde cada um, detém características direcionadas para o objetivo final, como impressão, visualização na tela, adesivos e etc etc.

Ex. extensões de arquivos: .GIF .JPG . TIFF .PSD , dentre outros.

No caso de fotografias digitais, trabalharemos com as três últimas extensões, visto que a extensão .GIF , só trabalha com até 256 cores diferentes, e devido a isso, ao salvarmos uma imagem no computador com extensão .GIF, os arquivos ficam muito mais extensos e a qualidade cai drasticamente.

Antes de você processar a imagem tenha sempre em mente o seguinte:

.JPG - Você pode mandar para o laboratório fotográfico para impressão após tratar as imagens

.TIFF - Idem ao anterior, porém, o arquivo terá um tamanho bem maior e qualidade superior

.PSD - Idem aos dois anteriores e só podendo ser utilizado como Photoshop.

Tratando uma imagem

O tratamento de uma imagem requer paciência e algum treinamento, mas com a prática, facilmente você conseguirá chegar à um bom resultado rapidamente. Guarde as opções de edição no quadro abaixo:

Brilho e Contraste - Permite o clareamento, escurecimento e o realce do brilho da imagem.

Hue e Saturation - Permite a mudança de cores (em algumas ocasiões) e/ou o realce destas.

Sharpen - Em alguns casos, é possível com este comando, dar maior nitidez a imagem.

Smudge - É um pincel, onde ajuda a remover alguns pontos brancos como suspensão na foto.

Botando a mão na massa

Passo a passo, vou mostrar uma imagem no seu formato original e você verá a diferença final. Como você pode ver na foto 1, encontra-se escura devido a ausência ou baixa potência do flash-sub, além da falta de cores e nitidez.

O primeiro passo, é trabalhar com o brilho e contraste da foto. Para isso e já com o Photoshop aberto, clique na barra de opções, a opção Image, sem seguida em Adjustments, e finalmente em Brightness / Contrast. Irá aparecer um quadro para ajuste do brilho e contraste da imagem.

Para clarear, mova lentamente o indicador de intensidade do brilho (Brightness) para a direita até chegar a claridade desejada e sem deixar que fique exagerado. O resultado poderá ficar como a foto 2.

Depois, mova lentamente o indicador do contraste (Contrast) para a direita até o ponto desejado. Terminando as modificações, clique no botão OK para confirmar as modificações na imagem. Com isso, você obterá uma intensidade de luz mais forte, como demonstra a foto 3.

O próximo passo é atuar nas cores, dando maior ou menor intensidade. Para isso, clique no item Image da barra de opções, seguido de Adjustments e depois na opção Hue / Saturation.

Abrirá uma caixa de diálogo com três opções:

Hue: Troca de cores. Normalmente esta opção é mais utilizada em fotografias, pegando grande parte da água azulada ou esverdeada. Quando a água no local possui tonalidade esverdeada, você poderá colocá-la em tom azul, dando a impressão de que a água local é bem clara e com grande visibilidade. Tome cuidado apenas para não exagerar na mudança de tom de cores.

Saturation: Altera a saturação de cores, dando mais ou menos força nas cores.

Lightness: Dá mais luz em pixels coloridos, mais dificilmente você utilizará esta opção, opis já terá utilizado o brilho e contraste anteriormente.


Ciente da função de cada um deles, inicie pelo Saturation para fortalecer as cores da foto. Esta opção é muito utilizada na ausência do flash. Você poderá notar a diferença da foto 4 foto em relação à anterior.

Com o fortalecimento das cores conforme a foto 5, você ainda poderá utilizar dois tipos de ferramentas. o Sharpen e o Smudge. A foto 5,exibe o resultado utilizando-se o Sharpen 1 (uma) vez para dar maior nitidez. Para fazer isso, clique na barra de opções, depois no item Filter, em seguida no item Sharpen, e depois em Unsharp. Dê OK para ver como ficou.

Observe se a imagem ficou mais nítida e agradável. Caso contrário, pressione as teclas CTRL + Z ou clique na barra de opções a opção Edit, seguido de Undo Unsharp. Com isso, você estará cancelando o último comando aplicado.

Se a fotografia conter partículas de suspensão e/ou pontos que você acredite que possam ser removidos, utilize a opção Smudge para eliminar estes. Para isso, clique na barra de ferramentas e depois no ícone com uma mão fazendo indicação para baixo. Um círculo irá aparecer e lentamente, clique e mantenha o botão do mouse pressionado em cima do ponto a ser removido, movendo lentamente o mouse para o lado de uma cor que você deseja diluir com o ponto indesejado, como exemplo, veja a foto 6.

Após o tratamento da foto, basta salvar a imagem e partir para outra.

Resultado final

Por maior que seja o conhecimento em tratamento de imagens, muitas vezes não há o que fazer com uma foto, pois em determinadas condições algumas fotos não permitem um tratamento e melhoramento da imagem, mas com treinamento e persistência, você terá a oportunidade de melhorar ainda mais suas fotos antes de mandar revelar.

Um detalhe importante: A partir da versão 5 do Photoshop, há uma versão do Adobe Image Ready, que nada mais é, do que uma versão do Photoshop voltada para a web. Você pdoerá trabalhar diretamente com o Image Ready, para otimizar a geração dos arquivos .JPG.

Indepentende de um ou de outro, o importante é que essas ferramentas são uma excelente forma de você poder melhorar suas fotos, ou até mesmo, brincar e fazer algumas montagens como as duas fotos ao lado.



Foto 1 - Foto como foi tirada


Foto 2 - Foto com mais brilho


Foto 3 - Foto com mais constraste


Foto 4 - Foto com cores mais fortes


Foto 5 - Foto mais nítida ainda com partículas de suspensão


Foto 6 - Resultado final já sem as partículas de suspensão

Exemplo de imagem tratada

Arquipélago de Alcatazes antes do tratamento


Após o tratamento

Fotos gentilmente cedidas por Malú Ezipato

Clécio Mayrin

sábado, 29 de agosto de 2009

Detentos de cinco estados brasileiros fotografam o cotidiano das prisões

Publicado por Eduardo Chaves


Fonte: Golden Light BusinessUm ano antes da desativação da Casa de Detenção do Carandiru, em 2001, detentos aprenderam a utilizar câmeras de vídeo e documentaram o cotidiano do maior presídio da América Latina da época. O resultado virou o filme “O Prisioneiro da Grade de Ferro”, com direção de Paulo Sacramento.Com um enredo parecido, mas que não vai virar filme, o Depen (Departamento Penitenciário), do Ministério da Justiça, selecionou dez presidiários de cinco estados brasileiros para participar do projeto que tem o objetivo de mostrar a visão dos presos sobre o sistema carcerário.Os detentos foram escolhidos pela direção dos presídios para fotografarem as casas de detenções onde estão reclusos. “O critério para seleção foi o bom comportamento. Foram dez máquinas descartáveis com 28 poses cada”, diz Gisele Peres, agente penitenciária federal. “A ideia é de levarmos através da exposição ‘Lentes Retratos da Realidade Penitenciária’ o olhar dos presos brasileiros”, completa.Serão selecionadas trinta fotos, que serão expostas no 1º Conseg (Conferência Nacional de Segurança Pública), que acontece de 27 a 30 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. “Não estamos querendo promover penitenciária modelo, por isso, não serão escolhidas as fotos mais belas, serão avaliados os conceitos”, diz a agente penitenciária federal.Outro objetivo do projeto é apresentar os contrastes das penitenciárias brasileiras. Para tanto, participam da ação: o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte (MG); o Presídio Central, em Porto Alegre (RS); o Presídio Aníbal Bruno, em Recife (PE); a Penitenciária Federal de Catanduvas (PR); e a Fábrica Esperança, em Belém (PA), que emprega presos em regime aberto ou prisão domiciliar. Eles trabalham na confecção de roupas e bolas esportivas.1º Conseg – Segundo Gisele, essa foi a melhor maneira encontrada pelos diretores das unidades penais para que os presos atuem, mesmo que indiretamente, do evento. A meta do 1º Conseg é “definir princípios e diretrizes orientadores da Política Nacional de Segurança Pública, com participação da sociedade civil, trabalhadores e poder público como instrumento de gestão, visando efetivar a segurança como direito fundamental”.Serão discutidos sete temas: Gestão Democrática: Controle Social e Externo, Integração e Federalismo; Financiamento e Gestão da Política de Segurança Pública; Valorização Profissional e Otimização das Condições de Trabalho; Repressão Qualificada da Criminalidade; Prevenção Social do Crime e das Violências e Construção da Cultura de Paz; Diretrizes para o Sistema Penitenciário; Diretrizes para o Sistema de Prevenção e Atendimentos Emergenciais e Acidentes.A 1ª Conseg foi convocada pelo decreto nº 8, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008. As propostas aprovadas na conferência servirão de base para a definição de uma nova política de segurança pública para todo o País.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fotógrafo José Bassit estréia site com o melhor da fotografia autoral

Site do fotógrafo José Bassit apresentando o ensaio Iemanjá, A Senhora das Águas


Paulista, fotojornalista e apaixonado por arte. Assim, em poucas palavras, é possível definir um dos mais brilhantes fotógrafos do cenário contemporâneo. José Bassit reconhecido pelos seus trabalhos em fotografia autoral leva para a internet uma coleção de imagens que já fizeram parte de diversas exposições no mundo todo.


O novo site do fotógrafo reúne um pouco da sua biografia, principais colaborações em editoriais e publicações e, é claro, um portfólio de dar inveja. São seis galerias que apresentam um pouco da mente criativa de Bassit.


Na seção The Longon Underground o brasileiro apresenta um ensaio sobre o rico universo do metrô londrino, seu cotidiano e seus usuários, com o objetivo de retratar um pouco da sociedade e dos costumes da cultura inglesa. Em Imagens Fiéis, o trabalho parece ganhar ainda mais objetividade em seções realizadas em sete estados do Brasil, onde foi documentada a religiosidade e a fé do povo brasileiro. Essas imagens foram reunidas no livro “Imagens Fiéis”, lançado pela editora Cosac&Naify em 2003.


Quando o assunto é exposições, o fotógrafo se revela como um ingrediente natural de diversas mostras em diversas partes do mundo. Entre as principais exposições individuais que participou estão: The London Underground, na estação Santa Cecília do Metrô, São Paulo (1985); Por onde anda a fé, no Centro Cultural Fiesp, São Paulo, dentro do V mês internacional de Fotografia (2001); Imagens Fiéis, no Centro de Estudos Brasileiros em Maputo, Moçambique (2003); Cortes Modernos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (2004); Rememorações, no Espaço Porto Seguro de Fotografia, São Paulo (2006); Instalação Cortes Modernos, no Sesc Pompéia, São Paulo (2007); Imagens Fiéis, no Museo de los Ninõs, em San José , Costa Rica (2008).


Entra as principais exposições coletivas se destacam: III Bienal de Fotografia de Curitiba, Paraná (2000); Acts of Faiths, no Contemporary Brazilian Photograph, no Asmolean Museum, em Oxford, Inglaterra (2002); Brasiliens Gesichter, no Ludwig Museum, em Kloblens, Alemanha (2005); Brésil, Hèritage Africain, no Musée Dapper, em Paris, França (2005).


Acesse o site de José Bassit em: www.josebassit.com