segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Escolhendo sua Câmera Digital

Quem já precisou ou simplesmente teve vontade de ter uma câmera digital, já passou por esse problema. São tantas opções que, por ironia, ficamos sem escolha. São megapixels, superzoons, IES, LCDs cada vez maiores, ISOs, todo tipo de marcas, enfim uma overdose de informação que deixa a maioria dos consumidores perdidos. Acabamos sem saber o que realmente precisamos e não sabemos como escolher uma câmera.

A verdade é que o mercado está saturado de opções. Com a “revolução” da fotografia digital as empresas precisam acrescentar cada vez mais funções as suas câmeras para ter algo mais em relação a concorrência. Algo como o que acontece no mercado de celulares. È uma guerra por consumidores que gera alguns bons efeitos, como a queda de preços e avanço da tecnologia, por exemplo, mas que também pode causar muita confusão, compras desnecessárias e escolhas erradas na hora de adquirir um desses brinquedos.

O que realmente faz a diferença em uma boa câmera digital.

Fotografia, mesmo na era digital, ainda é feita com a luz que passa através da lente e é gravada em um filme, ou sensor. Isso “ainda” não mudou. Então, na hora de escolher uma câmera digital podemos levar em consideração praticamente os mesmos fatores que utilizávamos no passado, e só mais alguns extras que vieram com a tecnologia.

Lentes

Pegue sua câmera digital, ou de filme e olhe na frente da lente. Lá estão escritos alguns números. Esses números definem as principais características da lente. È preciso ficar atenta a eles.



1. Procure lentes luminosas. Com luminosidade abaixo de f3.0. Isso é uma ótima vantagem. Você pode observar isso nos números que estão depois do f e que vem escritos como, por exemplo, 1:3.5 - 5.6. Nesse caso ela tem luminosidade de f3.5 na grande angular e perde luminosidade para f5.6 no zoom máximo, por isso tem dois números. Quanto menores esses números, melhor.

2. Superzoons, acima de 5x, não são muito úteis. Muitas vezes a qualidade da lente é comprometida por essa característica. Máquinas com essas lentes precisam ter algum sistema de estabilização de imagem. Esqueça os outros números e se preocupe apenas com o fator de zoom (3x, 5x, 12x, etc). Lembre também de conferir se o Zoom é ótico, só esse vale a pena. Zoom digital é inútil e deve ser desconsiderado.

3. A Sony e a Panasonic produzem câmeras com lentes de marcas conhecidas e com tradição. Carl Zeiss e Leica são nomes a se considerar na hora de analisar a lente.

Resolução

A resolução é definida em megapixels. Ela diz a quantidade de informação que o sensor é capaz de captar. 5 megapixels é o bastante. Após os 5 megapixels os arquivos aumentam muito de tamanho e ficam mais difíceis de armazenar, exigem cartões maiores e computadores com mais memória.

Portanto, se você não é profissional, não há necessidade alguma de câmeras com mais de 5 megapixels. Normalmente não temos opção mesmo, o padrão do mercado está se estabilizando em 7 megapixels, e acabamos comprando mais do que precisamos.

Modos de exposição

Se você tem intenção de um dia aprender a usar todo o potencial de sua câmera e melhorar as fotos, procure câmeras que possuam modos de exposição manuais. Eles dão mais controle as fotos e geralmente estão presentes em câmeras um pouco melhores. Depois é só aprender como usá-los, outra longa conversa.

ISOs

O ISO nas câmeras digitais é equivalente a ASA dos filmes. Quanto maior o ISO, mais sensível o sensor fica a luz. Isso em muitos casos elimina o uso do flash e possibilita fotos em condições de luminosidade ruim.

As câmeras mais antigas possuíam ISOS que variavam de 100 a 400. A qualidade da foto em ISO 400 caía muito e era quase inutilizável, ficando cheia de pontinhos coloridos (NOISE). As câmeras mais modernas lançadas no final do ano passado e começo desse ano já possuem ISOs até 1000 ou 1600. Isso possibilita muito mais luminosidade e mais qualidade nas fotos em ISOs baixos como o 400 e o 100.

Pesquise o intervalo de ISOS na sua câmera…isso pode ser uma ótima vantagem.



Extras

Algumas máquinas possuem extras muito interessantes. Como modelos da Olympus e Pentax que são a prova d’agua. É possível levar ao mar, piscina, etc. Elas chegam a resisitir até 10 metros de profundidade e também são bem protegidas contra qeudas, poeira, etc. Acho isso muito divertido. Quando for comprar uma máquina compacta para mim, vou querer uma dessas.

Outra função interessante é o estabilizador de imagem. Com nomes como Mega OIS, Shake Reduction, IS, etc, eles ajudam bastante evitando fotos tremidas e borradas. Ajudam também a fotografar sem flash cenas paradas.

Dicas Gerais

1. Não esqueça de verificar peso, tamanho, e testar as câmeras, segurando e sentindo como se adaptam a sua mão. Câmeras muito grandes e com lentes maiores tendem a virar verdadeiros “trambolhos” e você acaba deixando em casa, precisa gostar muito de fotografia para carregar uma dessas. Câmeras pequenas e finas demais são desconfortáveis de usar, fica ruim até de apertar o botão de liga e desliga.

2. As marcas Canon, Nikon, Pentax, Olympus e Sony tem mais tradição no mercado e produzem câmeras melhores.

3. Também verifique tipos de bateria e cartões de memória. Algumas marcas como a Olympus, por exemplo, utilizam cartões mais difíceis de achar no mercado e mais caros.

sábado, 5 de setembro de 2009

Dicas para comprar uma câmera digital

Na hora de escolher uma câmera digital, é necessário levar em conta alguns elementos comuns com as máquinas tradicionais, como a óptica, a ergonomia e o flash. Entretanto, o formato digital tem também suas características próprias, que obrigam a se ter novos critérios para escolher o melhor modelo.



Uma das vantagens em relação às câmeras tradicionais é que você terá um cartão de memória no qual será possível gravar e apagar imagens uma infinidade de vezes. Isto significa o fim dos gastos com filmes fotográficos e revelação. Além disso, graças à visão da imagem na tela, é possível determinar imediatamente se a foto que você acabou de tirar está boa ou não e inclusive apagá-la se achar necessário.

Se não dá para confiar em uma tela LCD, há uma forma de melhorar uma foto escura: simplesmente utilize qualquer editor de imagens e faça as correções necessárias até ter uma boa imagem digital.

A duração da bateria pode ser um problema, por isso são recomendáveis os modelos de câmeras que utilizam baterias recarregáveis.

Apesar do prático e do barato que pode significar ter uma câmera de fotos digital, até agora nenhuma delas conseguiu superar a definição de uma boa câmera tradicional. Especialistas alemães da Universidade Tecnológica de Munique dizem que uma câmera digital com seis megapixel é o máximo desenvolvimento que podem ter em termos de definição.



A seguir, conversamos sobre uma série de características nas quais você deve pensar no momento de ingressar no mundo da fotografia digital.

Sensor de imagem

É o chip eletrônico que captura a luz e a converte em um arquivo digital. As câmeras têm sensores de até 6 megapixel, o que significa milhões de células fotorreceptoras sensíveis à luz, chamadas fotositios. OCCD ou sensor de imagens é o elemento central de uma câmara digital. Sua qualidade vai determinar a resolução máxima das imagens obtidas.

Quando o seu objetivo for obter imagens para publicação na Internet, 640x480 pixel pode ser qualidade mais que suficiente, mas todos os demais casos vão precisar de uma resolução maior. Se o objetivo é obter imagens de qualidade quase fotográfica, você terá que procurar câmeras com resolução máxima em torno de 1600x1200 pixel.

As câmeras com CCD de mais de 3 megapixel produzem imagens em torno de 2400x1800 pixel e geram imagens capazes de competir com qualquer fotografia normal feita com película de 35mm.

Além do número de pixel, também é importante conhecer sua profundidade (depth), que determina a qualidade da cor. Uma câmera capaz de gerar imagens de 24 bits registra 16,7 milhões de cores. Estas são obtidas a partir de diferentes combinações de vermelho, verde e azul, que dão lugar ao sistema RGB. Os pixel do CCD só permitem que passe a luz de uma dessas três cores. Se são mais sensíveis, captam um maior registro de intensidade de luz e, portanto, maior variedade dentro de uma mesma cor. A união de três sensores (um de cada cor) dá lugar a um pixel.

As câmeras de 24 bits registram até 256 cores (e se juntarmos as três cores, teremos 256x256x256, ou 16,7 milhões de combinações).

Tempo entre uma foto e a seguinte

A rapidez entre uma foto e a seguinte é uma das características que distinguem uma câmera boa das demais. Algumas levam até 10 segundos entre tirar uma foto e estar pronta para a próxima.

Uma boa câmera deve poder registrar imagens tão rapidamente quanto apertamos o botão.

Bateria

A autonomia das câmeras digitais depende do tipo de bateria que estão utilizando e do uso que se faz da máquina. Pode-se estabelecer em duas horas a autonomia padrão que as câmeras conseguem com as baterias recarregáveis mais comuns, as de íon de lítio e as Ni-MH. Atualmente os fabricantes trabalham para desenvolver uma tecnologia que permita aumentar a duração das baterias e dar maior autonomia às câmeras. O recomendável é comprar uma que utilize baterias recarregáveis AA ou AAA

Flash

Todas as cameras digitais vêm equipadas com flash de qualidade variável. As melhores trazem a opção de se conectar um flash externo. E você certamente precisará de um se quiser maior alcance ou controles mais avançados, ou ferramentas como o filtro que elimina o efeito de "olhos vermelhos".



Vídeo

Algumas câmeras têm um modo de gravação que permite registrar alguns segundos em vídeo. Geralmente, a qualidade deste vídeo não é das melhores, além de o recurso consumir grande espaço de armazenamento. Pode ser uma coisa interessante, mas não é um fator decisivo na escolha de uma boa máquina.

Gravação de sons

Muitas das câmeras mais atuais permitem que se grave sons para acompanhar cada foto.

Assim, a possibilidade de poder algumas palavras pode vir a ser útil para registrar momentos específicos, lembrar informações sobre as fotos ou até mesmo simplesmente para registrar o ruído ambiental.

Conectividade

Um dos elementos-chave na hora de comprar uma câmera digital é sua interface de conexão com o computador, que vai permitir descarregar as fotografias guardadas da câmera para o micro.

As câmeras têm um porta serial, mas é cada vez mais comum trocá-la por uma USB, que é mais rápida.

Armazenamento

A maioria das câmeras digitais usa cartões de memória flash. Eles costumam ter uma capacidade entre 16 e 64 Mb, mas é possível adquirir cartões com maior capacidade de armazenamento. Disponíveis de 1, 2 e até 4 gigabytes hoje em dia.

Em modelos mais antigos, a memória estava dentro da câmera e não se podia trocá-la ou ampliá-la, o que não é recomendável. A melhor opção são as memórias sólidas.

A importância da memória como critério de escolha para a compra varia em função do uso mais ou menos intensivo que se fará da câmera.



Controles de disparo e exposição

Todas as câmeras digitais possuem a opção de disparador automático. O controle manual pode ser maior ou menor em função da câmera. Normalmente, quanto maiores são as possibilidades de controle manual, mais alto é o preço da máquina.

Em relação aos parâmetros de exposição, a maioria das câmeras digitais não oferece grande variedade de aberturas.

Zoom

A maioria das câmeras tem dois tipos de zoom: um óptico e um digital. O zoom óptico permite aproximar ou afastar o motivo fotográfico. Com o zoom digital, a câmera pega uma parte da imagem e amplia, desprezando o resto.

A imagem resultante é de qualidade inferior, já que está baseada apenas em uma parte do que a lente e o sensor podem capturar.

O zoom é identificado por um número seguido da letra x. Assim, se um zoom é 2x, significa que o número de vezes que se ampliar a imagem, da menor à maior distância focal, é o dobro.

Mais do Mesmo. Fotografia busca olhar no passado


Recentemente duas fotografias tem chamado a atenção do mundo inteiro. E antes que possamos apenas apontar como plágio, as imagens são especiais não pela simples coincidência das poses, focos, cores e tons, mas sim, porque, aliás, não é por este caminho que elas são semelhantes, mas pelo viés de comunicação que as duas fotos carregam. O simbolismo, o diálogo com o público e o valor histórico.


Sem dúvida que a fotografia é interlocutora da história e a comunicação é aliada neste processo. Por isso, é impossível ler uma imagem como neutra. Toda imagem é o resultado de uma mente, de um pensamento e de uma vontade de comunicar.


Veja e comente:


Filha de Obama faz lembrar filho de John F. Kennedy

Foto: AP/Pete Souza - Casa Branca


A Casa Branca divulgou uma fotografia de Sasha Obama que faz lembrar os tempos de John F. Kennedy à frente dos destinos da nação mais poderosa do mundo.


Na imagem, de 5 de Agosto deste ano, a filha do presidente norte-americano Barack Obama aparece escondida atrás de um sofá da Sala Oval, espreitando o pai enquanto este trabalha.


Numa fotografia tirada na mesma sala, em 1963, John F. Kennedy Jr., filho do antigo presidente John F. Kennedy, brinca escondido debaixo da mesa de trabalho do pai.


Alguns títulos da imprensa internacional sugerem que Sasha Obama teve com a publicação desta fotografia o seu "momento Kennedy".


Barack Obama já foi comparado, muitas vezes, a John F. Kennedy. O próprio senador Ted Kennedy, falecido na semana passada, considerava Obama um herdeiro do legado político do seu irmão, assassinado quando era presidente dos E.U.A., e apoiou Obama na histórica campanha que o colocou à frente dos destinos da nação mais poderosa do mundo.



E outra:



Com a namorada, Sean Lennon copia foto histórica de seus pais

Foto: Terry Richardson


O músico Sean Lennon, 33, e a namorada dele, a modelo Kemp Muhl, 22, relembraram a clássica capa da revista "Rolling Stone", na qual John Lennon e Yoko Ono, pais de Sean, foram fotografados por Annie Leibovitz.


A diferença é que desta vez quem aparece nua é ela --a foto original, publicada em janeiro de 1981, mostra Yoko vestida e John nu.


A foto é de Terry Richardson e foi feita para a revista francesa "Purple". Na mesma edição, há uma entrevista com Yoko.

Aprenda a montar uma Câmera Pinhole com uma caixinha de fósforos


O Nucleo de Fotografia Univali, em parceria com a aluna Caroline Agnoletto e o aluno Eugênio Andreola, criaram este passo a passo de como montar uma pinhole com uma caixinha de fósforos. Mesmo quem não tem nenhuma experiência com fotografia pode fazer, ela é muito simples, pelo fato de ser uma forma bem primitiva de fotografar, técnica esta que originou-se no inicio da história da fotografia com a invenção da câmara escura, que consistia em uma caixa com um vidro em uma extremidade e na outra um furo, onde os artistas da antiguidade usavam a imagem projetada neste vidro para “copiar” as paisagens, hoje nos aproveitamos este principio para sensibilizar o filme fotográfico, assim criando inúmeras possibilidades de imagem.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

DICAS PARA FOTOGRAFAR EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS

INTRODUÇÃO
Não sou profissional no assunto mas já há anos fotografo, desde o tempo das fotos branco & preto (tá
lembrado?).
Ultimamente, com a confecção de um livro técnico sobre Montagens Eletrônicas, precisei rever alguns
conceitos básicos sobre fotografia, iluminação, macro-fotografia, etc.
Uso câmera digital compacta da CANON® (excelente marca!), que não é um modelo Reflex, com todos
aqueles recursos profissionais, apitos, tambores e sinos...
No início das minhas fotos técnicas para o livro de Montagens, ainda dei umas “barbeiradas”, principalmente
com o foco das fotos e coma iluminação usada. Como você já sabe ou logo vai saber, o foco fica difícil de
ajustar com uma digital compacta, já que você não tem controle total sobre ele, nos modelos CANON® que
uso e usei.
Amigos fotógrafos (amadores avançados) e a Internet me forneceram ferramentas valiosas para melhorar
minhas fotos.
Creio que essas linhas nunca vão estar completas, pois conto com a cooperação dos internautas
interessados no assunto. Também, por favor, não se esqueçam de que não sou profissional e algumas
dicas que dou, serviram para mim. Podem não ser adequada ao seu uso.
Fiz as fotos em casa, com uma mesa de iluminação antiga, adquirida na sucata e reformada. Você pode
construir uma, conforme dou as dicas nos sites abaixo. Depois, um tratamento básico da imagem em
software do tipo “Corel Photo-Paint®”, “PhotoShop®”, “PaintShop®”, etc., faz milagres!
Note que apesar das dicas serem relacionadas com as câmeras da marca CANON®, a grande maioria de
câmeras de outros fabricantes tem funções semelhantes.
Veja as diversas dicas que dou de sites na Internet sobre o assunto.
DICAS – RESUMO PRÁTICO – CANON
Manter um log book para os registros e resultados. Ajuda bastante...
1. Copy stand – Mesa de iluminação (não precisa comprar, busque na Internet como fazer
uma.
□1.1. Colocar o objeto sobre a mesa.
□1.2 Ajustar iluminação para que fique uniforme, sem sombras.
□1.3 Verificar se não existe glare (áreas “queimadas” pela luz) no objeto, devido à iluminação
□1.4 Montar a câmera para que ela fique paralela ao objeto a ser fotografado.
□1.5 Colocar um cartão cinza (neutro), em forma de “L”, na base do copy stand.
2. Ajustes preliminares da câmera (páginas entre parêntesis referem-se ao Manual da
câmera Canon, procure correspondente no Manual da sua câmera)
DESEJÁVEL: Usar uma fonte de alimentação externa para fotos no copy stand, devido ao
alto consumo das baterias da câmera. Você vai ter que tirar muita foto…
□2.1 Desligar o flash interno (pag 64) *
□2.2 Use o disparador temporizado (se necessário) para evitar tremidas. (pág 76) *
□2.3 Desligar o Auto focus AiAF.(pág 44 e 49) *
□2.4 Ajuste o White Balance. Ver manual da câmera. (pág 95 a 97) *
□2.5 Ajuste a câmera para Manual “M”. (pág 87 e 88) *
□2.6 Ajustar abertura e velocidade ajustar como Manual (pág. 87 e 88) *
□2.7 Ajustar o “Light Metering” para Spot AE (pág 49 e 92) *
□2.8 Ajustar para foco manual. (Ver problemas no Manual) (pág 115 a 117) Ver sobre a área magnificada
que aparece no LCD para ajudar o foco (pag. 116) *
□2.9 Tentar com várias exposições (exposure compensation) quando usar fundos brilhantes (pág 94) *
□2.10 Use o ISO mais baixo possível, 50 no caso da Canon G6. (pág.98) *
□2.11 Faça as fotos originais na maior resolução, “Large” e “SuperFine”. (Pág. 60 e 61) *
□2.12 Se as fotos forem usadas para impressão em Preto & Branco, ajuste a câmera também para Preto &
Branco. (pág. 99 e 100) *
3. Foco
3.1 No AF (Canon A70), ter certeza de que o “quadradinho” é verde. Se estiver amarelo, afaste-se do objeto
até que o quadrinho do AF fique verde. Canon G6, ver pág. 43, 56 e 103.
3.2 Usar o manual (M) para ajustar a profundidade de campo. Sempre usar a maior possível f/22, etc. (pág.
87, 49, 115)
3.3 “Aperture priority” é semi-automático e ajusta a velocidade do obturador, conforme a profundidade
ajustada manualmente.
3.4 Testes: Com o White Balance, Manual (M) e abertura no mais alto no mais alto valor ( ex. f/11) faça
algumas fotos. Faça a mesma foto a diferentes velocidades do obturador, para testar essa velocidade.
3.5 Depois de fazer o download para o micro, veja as melhores e anote os parâmetros usados: eles servirão
de referência para outras fotos.
3.6 Usar a “Magnified Image” no display para ver o foco correto. (pág 125 ) NOTA: tirar a foto e depois
magnificar no display, para ver se o foco está correto. Se não, repetir a foto, alterando o foco.
3.7 Ligar a câmera a um TV pequeno (entrada de A/V) para que o mesmo sirva de monitor para auxiliar o
foco.
3. Usar o Macro se for o caso (pag. 74) e “Super Macro” (pág. 75) . Notar que na posição Macro, aparece no
centro uma área com um zoom maior, para facilitar o foco.
4. Profundidade de campo
4.1 Quanto mais fechado o diafragma (abertura como f16, f22, f32 etc) mais profundidade de campo.
Quanto mais aberto, menor profundidade de campo (f1,8, f2.8, f4, etc). Se a câmera permitir a seleção de
aberturas f/, planeje fotografar closes com f/16. Com essa abertura, a lente maximiza a profundidade de
campo.
5. Diversos
5.1 Evitar usar o zoom (pois quanto maior o zoom menor será a abertura e conseqüentemente a quantidade
de luz)
5.2 □2.11 Nas câmeras compactas, quer melhorar a qualidade das imagens que produz, desligue o
sharpening da máquina. Coloque o comando no mínimo, -2 ou -3, e faça o processo como se estivesse
usando uma SLR.
6. Dicas…
6.1 Repita várias vezes as fotos, até que você consiga a qualidade desejada. Às vezes, no início, você vai
precisar tirar 20 ou 30 fotos, para obter uma com boa qualidade.
6.2 Altere a iluminação e veja o que acontece. Experimente…
6.3 Depois que baixar as fotos no micro, faça backup de tudo!! Isso é muito importante. Além de ter as fotos
no HD do seu micro, faça um backup em CD ou DVD. Não dê bobeira…

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Preparando e fazendo manutenção de seu equipamento fotográfico

Neste capítulo os assuntos discutidos serão:

  • Como montar e ter cuidados com seu equipamento fotográfico antes e após os mergulhos, dicas para viagens curtas, longas, etc...
  • Funcionamento básico do sistema de vedação e boas dicas de como mantê-lo em bom estado;
  • Verificando os acessórios, baterias e carregadores;
  • Como testar e ter certeza que seu equipamento está pronto para fotografar.

Todos estes tópicos serão abordados de forma mútua. Embora este capítulo não pareça tão interessante como "Os Segredos da Composição" ou "Paisagens Submersas" são de extrema importância para não deixar que seu mergulho seja inundado por frustração além de água dentro de sua câmera !


Antes de começar a montar seu equipamento

Esta com certeza não é a melhor forma de lidar com seu equipamento fotográfico.

Biscoitos e torradas podem espalhar farelos que vão ficar aderidos nas graxas de silicone nos comandos e vedações da caixa estanque e as bebidas podem facilmente cair nos circuitos eletrônicos da câmera ou do flash quando estiverem abertos.

Por isso reserve lanche para os lugares longe de seu equipamento fotográfico !

Não entenda que você deva ser uma pessoa anti-social, principalmente com os interessados que o vêem atentamente nesta tarefa, mas recomendo que não se distraia com conversas também.

Normalmente são pequenas distrações que estragam seu dia (assim como seu equipamento).

Arrume bem o lugar e certifique-se que esteja limpo

Seja onde for; em casa, pousada ou no barco procure uma bancada e remova resíduos de alimentos ou poeira antes de manusear seu equipamento fotográfico.

Com um pano limpo e seco, passe sob a superfície da mesa e reserve a si mesmo um lugar tranquilo que merecerá toda sua atenção e sem distrações.

Tenha em mente que deverá estar concentrado nesta tarefa !



Comece pela câmera

Muitos mergulhos de fotografia dão errados porque simplesmente esquecemos de acionar alguma chave, comando, ajuste de foco ou até mesmo esquecendo de tirar a tampa da lente... Que muitas vezes não podem ser acessados pela caixa estanque para corrigir o problema debaixo d'água.

Todo equipamento antes de ser usado deve ser testado minuciosamente. Desde a colocação do cartão de mídia e verificação de seu sistema e certeza de ter baterias bem carregadas.

Assim, você estará se prevenindo de futuras frustrações !

Apesar de poucos fazerem isso, devemos ler o manual da câmera e testar seus recursos "on land" para depois nos sentirmos seguros e fotografar debaixo d'água.

Leia o manual antes !


Sony DSC W5 e cartão de mídia 512Mb


Qualquer equipamento de qualquer modelo de câmera têm ajustes específicos. Aqui a idéia é orientar quais os passos que devam ser seguidos e evitados para manter seu equipamento, transportá-lo acrescentar flashes externos.

Muitos ajustes são básicos de qualquer câmera e serão vistos em "Configurando seu Equipamento Fotográfico" mas cada câmera pode possuir ajustes interessantes que podem ser também utilizados. Assim, veja no manual do fabricante as características.

Coisas importantes para saber

Quando comecei a fotografar há alguns anos não existia equipamento digital. As câmeras eram em sua maioria anfíbias, usávamos filmes que tinham que ser revelados e poucas pessoas tinham conhecimento para passar sobre o assunto.

Hoje em dia, as câmeras são digitais, vendidas em lojas de shoppings e muitas vezes as caixas estanques dos fabricantes também. Você vê o resultado na hora sem precisar de revelar nada, mas por incrível que pareça, poucas pessoas nestas lojas têm conhecimento adequado para passar sobre o assunto quando se trata de fotografia subaquática.

O que está acontecendo agora é uma espécie de fusão. Usamos equipamentos com tecnologia digital mas adaptados tecnologia de filme como lentes conversoras, cabos, braços e flashes para estas câmeras. Este sistema híbrido precisará de manutenção de uso regular (feita por você) e anual (feita por especialistas). Algumas coisas você poderá fazer e outras estará no seu limite de compreensão.

Infelizmente, se algo der errado, o problema aparecerá logo durante seu mergulho, quando terá sua câmera ou seu flash alagado.

Tome cuidado com seu equipamento, trate-o com cuidado e se divertirá bastante.


O-rings

Ao se lidar com o equipamento de fotografia subaquática, o mais importante é ter em mente que o sistema de vedação esteja em bom estado e adequadamente preparado para o mergulho. Ironicamente, é o mal uso deste sistema de vedação que prejudicam as caixas estanques assim como as câmeras. Por isso, devemos ter extremo cuidado ao lidar com os anéis "O" ou o-rings tendo certeza que estão limpos sem poeiras, fios de cabelo ou até migalhas biscoitos e colocar com muito cuidado a graxa de silicone sem exageros.

Existem uma variedade de materiais que são constituídos os o-rings. Os de borracha por exemplo devem ser lubrificados somente com produto específico assim como os de silicone. Mas alguns tipos de o-rings são constituídos por um material auto-lubrificante chamado de viton, que neste caso não devem receber nenhum tipo de graxa.

Consulte as recomendações do fabricante de seu equipamento.

Este sistema de vedação não é exclusivo das câmeras e caixas para fotografia subaquática, pode ser visto nos demais equipamentos de mergulho como lanternas, computadores de descompressão, coletes, relógios e também no mundo a fora como em chuveiros elétricos, encanamentos, panelas de pressão e etc...

Esta água que entra no compartimento é água salgada, que carreia obviamente sal que cristaliza ao secar oxidando as partes metálicas do sistema ressecando o o-ring, formando uma espessa camada de salitre, além de entrar areia que adere no o-ring se houver excesso de graxa de silicone.

Repare que mesmo com o O-ring instalado entra uma quantidade de água no compartimento.

Assim, nos encaixes dos anéis devemos nos certificar que estejam limpos, para quando o o-ring deformar com a pressão, venha a vedar a passagem mantendo assim o compartimento seco.


Há sempre dois tipos de o-rings instalados nas caixas estanques

O-rings internos que vedam os comandos do equipamento como botões de ajustes de menu, liga/desliga, etc... E os fixos como as janelas (ou visores).

Este tipo de O-ring requer uma manutenção especial, anualmente em loja especializada. Para isso é importante a limpeza adequada após os mergulhos para garantir sobrevida destes.

Os o-rings externos são colocados todas as vezes que vamos mergulhar, deve se tomar extremo cuidado com eles; não esquecer de lubrificar e colocar todos adequadamente e exigem manutenção dedicada do fotógrafo, pois normalmente são os que causam alagamentos.

Dependendo da orientação do fabricante, você terá que fazer uma lubrificação constante dos o-rings internos.



O-rings internos fazendo a vedação dos botões e comandos.


O-rings externos são colocados todas as vezes que vamos usar o equipamento.

Enquanto os o-rings internos ficam embutidos dentro dos comandos da caixa, os o-rings externos ficam expostos a poeira e sujeira. Até mesmo a graxa que colocamos para lubrificá-los fazem com que a poeira ambiente no ar se prendam a estes fazendo um espessa camada que deve ser limpa.

Em casos extremos devemos lavá-los com sabão detergente líquido neutro e re-lubrificá-los, com cuidado para secar balançando ao ar. Aqui vemos o-rings que foram lavados e secos com uma toalha, mostrando como ficam filhas aderidas que podem ser responsáveis por alagamentos.

Mesmo limpando deve-se tomar cuidado com as fibras do cotonete e secagens com toalhas.

A idéia não é tentar assustá-lo, mas mostrar que devemos ser cuidadosos com o equipamento e ao colocar os o-rings externos, pois o silicone pode sujar partes de nosso equipamento e danificando os mecanismos eletrônicos.

Limpe bem as canaletas e verifique se fiapos de tolhas, cabelos e poeiras encontram-se nos assentamentos de encaixe do o-ring.

O que pode-se dizer é que provavelmente seu equipamento funcionará muito bem e não terá problemas em 99% das vezes que for utilizá-lo. Na realidade, os problemas que acontecem são mais devidos a falhas nossas como erros de manutenção ao montar o equipamento e esquecer de colocar o-rings.

Ao menos uma vez ao ano devemos mandar o equipamento para fazer a troca dos o-rings internos. Pode também ser um teste hidrostático em câmara de profundidade eu levar ao mar para mergulhar sem a câmera em seu interior.

Por experiência, se houver problemas de vedação nos o-rings externos estes irão falhar por volta dos 5 metros de profundidade e já haverá vazamento. Os o-rings internos podem resistir bem até os 10m de profundidade por algum tempo antes de começarem a vazar.

Um teste hidrostático adequado deverá se fazer em 5 metros, 10 metros, 15 metros chegando até 40 metros por 30 minutos no total.

Excesso de graxa de silicone também causa alagamentos. Use depois que o o-ring estiver limpo apenas o suficientes para manter a superfície brilhante.

Certifique-se que seu equipamento esteja em bom estado e revisado antes de prosseguir com os testes.

Cuidado com lubrificantes em seu equipamento

Há coisas que devemos manter a todo custo afastado de nossos equipamentos para fotografia subaquática e entre eles são lubrificantes, óleos e produtos que contém propeleno, pois amolecem e destroem os o-rings causando sua deterioração.

Com um cotonete umedecido por WD-40 ou similar pode-se lubrificar pequenos contatos eletrônicos que não sejam locais de assentamento de o-rings como pinos internos de entradas de cabo de flash, contatos ou bases de parafusos oxidáveis, evitando comandos ou canaletas da caixa estanque ou do flash

Se quiser dar vida longa ao seu equipamento, a primeira providência a tomar é imediatamente após seu mergulho enxaguar seu equipamento em um tanque de água doce. Mexa alguns comandos de tempos e tempos durante a imersão e deixe até o próximo mergulho se não for reajustar seu equipamento ou verificar as imagens obtidas

É interessante pedir a operadora de mergulho este suporte. Caso não te atendam, bom, sugiro que procure alguém que lhe atenda ou mude para um hobby mais barato.


Material imerso em água doce

Pilhas recarregáveis

Atualmente, o uso de pilhas recarregáveis tornou-se uma necessidade não só econômica, mas também de eficiência e duração; são mais rápidas para dar carga aos flashes e duram mais tanto em flashes como em câmeras.

Enquanto pilhas alcalinas comuns esgotam-se rapidamente em câmeras digitais exigindo o uso de recarregáveis, nos flashes elas desempenham além disso um outro benefício: Diminuem o tempo de reciclagem (recarga) do flash necessário para ele ficar pronto para um novo disparo.

Quando você liga o flash, seu circuito "suga" a energia das pilhas para seus acumuladores. Quando estão completamente recarregados, uma luz no flash (chamada de Ready) sinaliza que está pronto para o disparo. Dependendo da potência utilizada, após o disparo, os circuitos do flash irão sugar mais energia das pilhas e isso demorará um tempo. Quando este tempo de recarga dos acumuladores acabar o flash estará pronto novamente para outro disparo com a luz do Ready acesa. Este tempo chama-se de Ciclo de Recarga do Flash ou Tempo de Reciclagem.

Conforme o flash vai sendo disparado, este vai drenando a carga das pilhas até se esgotar. E quando as pilhas vão ficando cada vez mais fracas começa a aumentar este tempo de reciclagem, demorando mais para recarregar o flash.

Fazendo inspeção da carga

Com o tempo, as baterias recarregáveis com o uso começam a perder sua capacidade de recarga, assim é necessário testá-las antes de usá-las.

Normalmente as pilhas recarregáveis não atingem uma tensão maior que 1.34 volts em comparação com pilhas alcalinas normais com tensão de 1.46 volts.

Após recarregar as baterias é sensato verificar se estão realmente carregadas ou se seu uso excessivo já a desgastou.

Embora alguns fabricantes de flashes não recomendem o uso deste tipo de pilha, estas, são muito usadas devido a questão econômica de não comprar pilhas com frequência, tornando o tempo de reciclagem do flash mais curto e durarem muito mais.

Existem dois tipos de pilhas recarregáveis: Níquel-Cádmio (NiCd) e de Níquel-Metal Hidreto (NiMh). A principal diferença é que as de NiCd normalmente tem baixa amperagem (menores que 800mA), tem tempo de vida útil menor e devem ser descarregadas totalmente para poder serem novamente recarregadas senão perderam a capacidade de recarga (efeito memória). As de NiMh são exatamente o contrário.

Como vimos anteriormente, o sistema de fotografia subaquática é híbrido, usando câmeras digitais mas acessórias muitas vezes analógicos. Assim, alguns flashes mais antigos de equipamentos analógicos como os Nikon SB105, Sea&Sea YS60, YS90 e YS120 e Ikelite 50 e 100 podem não suportar pilhas com amperagens superiores a 1.000mA.

Mesmo flashes mais atualizados (verificar com o fabricante) podem ter sérios problemas com baterias de amperagens superiores a 2.200mA, pois alguns re-carregadores mais rápidos podem aumentar a tensão destas acima de 1.34V e durante a reciclagem muito rápida haverá um aquecimento dos circuitos, queimando o flash posteriormente

Como na câmera, devemos preparar o flash colocando as baterias e ao fechá-lo colocar a tampa com o-ring lubrificado devidamente na canaleta previamente limpa.

Após instalar as pilhas devemos e conectar cabo de sincronismo se houver devemos verificar se o flash está carregando com a luz do Ready acesa (Foto ao lado).

Atenção, o que mais é importante saber sobre os flashes:

Diferente das câmeras que existem no mercado os flashes na maioria das vezes são anfíbios e não encapsulados.Existem vários modelos de flashes, cada qual com sua potência, ajustes e controles automáticos de exposição.

O flash só dispara após estar carregado.

Ao ligá-lo ele demorará alguns segundos até acender a luz do Ready, pois estará colocando em seus acumuladores a energia necessária para o disparo.

É extremamente perigoso tentar abrir um flash, pois a carga em seus acumuladores poderão estar presentes e é suficiente para causar uma parada cardíaca.

Deixe a manutenção interna para a assistência técnica.

É extremamente perigoso abrir um flash mesmo após meses sem uso !


Flash Ikelite DS125 foi desenvolvida para uso em câmeras digitais.



Acessórios: Braços

São acessórios que permitem fixar o flash ao corpo da caixa formando o que chamamos de sistema fotográfico.

São constituídos na maioria das vezes de aço inoxidável com ligas de titânio ou de alumínio marinizado. São feitos para suportar infiltração e corrosão da água marinha.

Ao lado, um sistema fotográfico com com dois flashes.

Tanto para sistemas compactos quanto para os mais sofisticados as armações de braços para flashes são acessórios interessantes, pois permitem ajustar e posicionar o flash numa distância e ângulo desejados numa posição de forma a deixar mais confortável o mergulhador que está fotografando.

Não quero dizer que braços de flashes estritamente são essenciais.


Muitos fotógrafos profissionais acham até melhor ter um flash a mão em casos específicos como fotografia de paisagens, porque dão mais liberdade.

Mas para a fotografia macro algum tipo de suporte seria bem vindo principalmente para poder manter o equilíbrio sem danificar o meio ambiente com suas nadadeiras.


Sistema compacto digital com armação de braço da Sea & Sea.

Sistema TTL

Vamos agora falar um pouco de flash.

Em "Fundamentos Básicos da Fotografia Subaquática", fala-se sobre a importância dos flashes externos. Aqui vamos comentar um pouco de seu funcionamento:

Foi explicado como as baterias carregam os acumuladores do flash deixando prontos para o disparo.

Normalmente os flashes possuem seletores de potência e botões de liga / desliga. Os seletores de potência geralmente têm posições ½ (meia-potência), full (potência total) e TTL. Quando se utiliza a potência total (full) o flash descarrega totalmente seus acumuladores liberando a máxima luz que pode emitir. A meia-potência liberaria a metade da luz que o flash pode expor, mas o que seria o TTL ?

Entre a grande parte dos fotógrafos, TTL é assíncrono de Trough The Lens (através das lentes). Um mecanismo muito interessante em que o flash estaria de acordo com os ajustes da câmera e irá liberar apenas a quantidade necessária para a correta exposição do objeto, sem exageros (excesso) ou falta de luz. Esta eletrônica funciona da seguinte forma:

Um sensor que capta a quantidade de luz passando no interior da lente induz a descarga de luz até um determinado ponto em que envia um sinal ao flash dizendo "chega de luz", a luz então para de ser emitida pois chegou na quantidade certa. Este sistema que começou com câmeras analógicas funcionava com transistores, por isso também conhecido como Transistor-Transistor Logic .

Seja qual for a origem da palavra, o sistema TTL funciona mas com algumas limitações para fotografia subaquática, mas funciona.

Entretanto, muitos fotógrafos migraram para o sistema digital trazendo flashes do sistema analógico, que evidentemente não funcionam no sistema digital (sistema híbrido lembra ?). Existem atualmente os flashes digitais com sistemas deste tipo, mas flashes (mesmo os analógicos) são caros e você verá que pode trabalhar apenas com meia-potência e potência total com alguns truques que veremos em outras lições.

No momento, o que é importante saber, é como fazer com que a câmera acione o flash externo.

Estes flashes possuem seletores com além de função de potência e modo slave o modo TTL, que funcionará dependendo da câmera ou sensor utilizado.

Se a câmera não tiver a capacidade de passar informações TTL ou não houver um sensor / conversor TTL então provavelmente disparará em full se estiver nesta seleção.

Mecanismos de disparos de flash externo

Basicamente, há quatro formas de uma câmera fazer o disparo de um flash:

  • Usar cabo de sincronismo que conecte o flash diretamente em seus circuitos aos circuitos da câmera;
  • Usar o sensor "slave" do flash que capta a luz do flash embutido da câmera, e ao disparar e a luz ao chegar no outro flash, este é acionado;
  • Por meio de um cabo de fibra ótica, que capta a luz do flash embutido da câmera e transmite ao sensor slave do flash externo acionando-o;
  • Ter um sensor / conversor análogo-digital que transforma a luz do flash embutido da câmera em emissão eletrônica pelo cabo de sincronismo do flash.

Destas opções a primeira só para equipamentos sofisticados pois precisa de um conector embutido na caixa estanque que conecte-se diretamente a câmera por meio de entrada PC ou HotShue que não vem ao caso entrar em detalhes, mas não é comum em câmeras digitais compactas.

O sistema mais usado em câmeras compactas é por meio de sensor slave (com ou sem cabo de fibra ótica):

Há acoplado ao flash externo, um sensor que é sensível a luz de alta intensidade. Assim, ao pressionar o botão de disparo da câmera, irá disparar seu flash interno, a luz deste é refletida em direção ao flash externo. O sensor slave do flash externo por sua vez ao ser acionado dispara o flash o externo que irá iluminar o objeto na frente da câmera.

Para este sistema funcionar é necessário deixar ligado o flash interno da câmera e o flash externo quando ligado deverá estar com sua função slave ativada.


Flashe Ikelite na posição TTL

Sensor slave sem cabo e cabos de fibra ótica

Neste sistema ao lado, o flash possui um cabo em que na extremidade (seta) há um foto sensor slave que capta a luz do flash embutido da câmera (cord less).

A câmera dispara o flash e a luz atravessa a caixa de acrílico, passa por alguns centímetros de água e é captada pelo fotosensor; que por sua vez aciona o flash externo e o dispara.

É importante observar que estes sensores não funcionariam com caixas de alumínio por não serem transparentes.

O sistema de cabo de fibra ótica seria para flashes em que o sensor slave fica na frente do flash, como são nos flashes da Sea & Sea. Normalmente este tipo de sensor como não está direcionado para a câmera tende a falhar, neste caso usa-se um cabo de fibra ótica que se conecta na frente do flash com a outra extremidade adaptada na parte da frente da caixa estanque transparente (tapando inclusive sua iluminação para o meio a fim de evitar backscatter).

É importante saber que estes dois sistemas necessitam que o flash tenham o sensor slave e uma opção slave on em seus comandos.

Uma vez o flash na opção slave, ele irá disparar assim que seus sensores captarem alguma luz. Se estiver em meia-potência disparará meia-potência e se estiver em modo full disparará em potência total.


Cabo de fibra ótica Sea & Sea
Ao usar um cabo de sincronismo, uma das extremidades deverá estar conectada ao flash.

Repare que há um o-ring (em azul) que deverá estar também limpo e lubrificado para o encaixe.

A outra extremidade é conectada diretamente na caixa estanque nos casos de câmeras DSLR.

Mas nas câmeras compactas serão conectadas a um sensor slave como o fornecido pela Ikelite ou à um sensor análogo-digital.

Foto sensor análogo-digital

Talvez o sistema mais engenhoso seja este, para os flashes com ou principalmente para os que não possuem sensor slave.

Um circuito foto sensor análogo-digital é conectado na extremidade do cabo de sincronismo do flash. Este sensor é capaz de captar a luz do flash embutido da câmera e convertê-lo em voltagem que é passado aos circuitos eletrônicos do flash disparando-o e inclusive acionando o sistema TTL do flash mesmo que este seja para câmeras analógicas.

Note que existe também um o-ring na extremidade do cabo (seta) que também deve ser cuidadosamente lubrificado. Ao lado, a foto do sensor e cabo sendo colocados, abaixo, e a esquerda, o equipamento montado com flash e cabo de sincronismo ligado em sua extremidade adaptado na parte superior da caixa estanque.

Repare que na parte da frente da câmera há uma máscara preta para que a luz do flash da câmera não vá para frente.

Dicas para manutenção dos o-rings

  • Conte o número de o-rings externos existentes em seu sistema (caixa estanque, cabos de flash, sensores), faça uma lista destes itens e anote-os num papel;
  • Faça inspeção visual de cada o-ring. Com os dedos tire o excesso de graxa, poeira e fios de cabelo. Se estiverem muito sujos, lave-os com sabão líquido neutro em água corrente e re-lubrifique-os;
  • Comece instalando os o-rings da caixa da câmera e depois do flash para por último os o-rings de conexão de cabo.
  • Após cada mergulho lave o equipamento emergindo num tonel de água fazendo pressão no enxágue, jogando com as mãos o equipamento para baixo e para cima mergulhando-o no tonel seguidas vezes. Se não houver tonel com uma mangueira em pressão aperte o feixe junto aos comandos limpando-os.
  • Deixe de molho mexendo suavemente os comandos e apertando os botões.
  • Seque a caixa e flash, desmonte. Guarde os o-rings em um plástico.
  • Finalmente ao menos uma vez ao ano envie para manutenção.

Principalmente após o mergulho, ao desmontar seu equipamento, deve-se ter atenção na extremidade do cabo. Remova o o-ring e limpe bem a trilha da rosca com uma escova de fibras de cobre ou aço. Assim removerá o salitre presente.

Recomendo que não deixe o cabo do flash conectado, mesmo após lavado o equipamento em imersão, porque apó um tempo, o salitre retido endurecerá e fará uma soldadura na tarracha. Acredite, basta deixar pouco mais de 24h que logo precisará de um torneiro para remover o cabo de seu equipamento.

Se conseguiu entender tudo mostrado aqui, então, não tomará medidas extremas com seu equipamento.

É importante ter em mente que este tipo de ferramenta não é a melhor para lidar com seu equipamento fotográfico.

Seja então cuidadoso e delicado !

Use e carregue consigo sempre materiais apropriados para manutenção de seu equipamento.

Testes então seu flash verificando se o sistema está funcionando perfeitamente; ao pressionar o botão de disparo da câmera o flash externo deve ser acionado pelo sensor.

Previna-se de frustrações: Teste SEMPRE seu equipamento antes de mergulhar
Viagens com equipamento de fotografia subaquática

Se você for uma pessoa como eu, gostará de viajar para fazer fotografia subaquática. Conhecer novos lugares ou pontos de mergulho e até tentar fazer aquela foto melhor.

Posso dizer que existem dois tipos de viagens para fotografia: Aquela em que você pode ir e até voltar no mesmo dia e a viagem longa, que terá que ficar dias em hotel, pousada, ou no barco em live aboard.

Para quem tem lugares para mergulhar como eu que pode-se ir no mesmo dia e voltar viajando de carro ou barco por algumas horas meu procedimento é montar todo o equipamento de véspera. Transportar montado com algumas capas de neoprene (ou uma toalha) envolvendo as partes mais sensíveis do equipamento como a janela plana e domo; colocando-o dentro de um container.

Se sua viagem for mais longa como ter que pegar avião, ficar dias fora e até mesmo embarcado terá que levar em grande parte o equipamento desmontado mesmo.

Principalmente viagens de avião, deverá guardar seu equipamento sem o-rings externos, mesmo se dentro da aeronave contigo. Com certeza, no compartimento de bagagem a pressão negativa será muito maior e pode danificar até circuitos de equipamentos como o flash em caso de implosão da tampa. Por isso, NUNCA leve equipamento montado para um avião.

Infelizmente, não somente aqui no Brasil, mas lá fora, viajar com as caixas de transporte tipo Pelicam não são mais uma boa idéia. A maioria de pessoas mau intencionadas estão de olho neste material desde o aeroporto, onde os adesivos não deixam dúvidas em se tratar de equipamento ou acessório de mergulho. Já vi dezenas de casos de pessoas que tiveram seus equipamentos extraviados, violados e perdidos. Você acaba sendo obrigado a selecionar o que é de maior valor para carregá-lo em mãos.

Existem coisas que não poderemos deixar de levar como graxa de silicone e o-rings sobressalentes.

Dependendo do lugar, se não houver fonte de energia disponível 110V~220V como em alguns live aboards, levar pilhas alcalinas, mesmo não sendo recarregáveis, pode ser uma boa idéia.

Goste ou não, você como fotógrafo deverá inspecionar seu próprio equipamento e cuidar bem dele !




Christian Sgarbi

Ver o mundo como ele realmente é. Entenda a Lomografia

Por: Rodrigo Favero


"Foto tirada no Rio de Janeiro em 2008, enquanto passeava pelo arpoador e acontecia a gravação de um filme no momento, o sol estava muito forte e o dia extremamente quente"
Foto: Rodrigo Favero


Lomografia, um termo que surgiu no início da década de 90, ganhou o mundo e se tornou uma moda pop (no bom sentido). Mas para entender esse fenômeno devemos voltar ao início a década de 80 na ex-União Soviética pois foi la que tudo começou quando o general russo Igor Petrowitsch olhou certo dia uma pequena câmera fotográfica em sua mesa e ficou fascinado com sua facilidade de uso, pequeno tamanho e qualidade técnica, a máquina em questão era uma Cosina SX2 uma câmera japonesa.


Imediatamente ele pediu para a tradicional fábrica de equipamentos militares de lentes LOMO fazer uma versão soviética aperfeiçoada, mais barata com aprimoramentos em relação a concorrente japonesa. Ela acabou sendo batizada de LOMO LC-A e uma curiosidade sobre ela é que sua linha de montagem é apenas constituída de mulheres. Seu plano era que todo cidadão soviético possuísse uma LC-A em casa e assim registrasse cenas de seu cotidiano e ajudasse a divulgar o estilo de vida soviético para o mundo, ou seja, a LC-A partiu de uma estratégia militar em plena Guerra Fria para fazer afronta aos EUA.


Ele foi muito popular nos países do cinturão vermelho como a própria União Soviética, Korea do Norte e Cuba por exemplo mas com o tempo foi sendo deixada de lado e esquecida com o passar dos anos, até que em 1991 dois viajantes vienenses de férias em Praga perceberam que não haviam levado suas câmera para registrar seus momentos e entraram num mercado de pulgas e acharam a LC-A uma máquina interessante e compraram sem muita pretenção.


Começaram a fotografar de forma despretenciosa, muitas vezes sem nem olhart no viewfinder da máquina e quando chegaram em casa e revelaram os filmes tiveram uma agradável e fascinante surpresa: cores trocadas, super-expostas, foco ou desfoque nas imagens, vazamentos de luz, enfim todo tipo de efeitos que na fotografia tradicional seriam considerados depreciativos na lomografia são justamente o contrário, quanto mais inexperado os resultados melhor será, é isso que os “lomógrafos” buscam, a experimentação e a surpresa (que quase sempre é agradável).


Rapidamente a lomomania tomou conta e começou a se espalhar por todo a cidade e em 1995 surgiu a LSI - Lomographic Society Internatioal que tem o objetivo de não deixar morrer a cultura de fotografia de filme e de divulgar e ajudar a formentar a lomografia por todo o mundo.


Conforme ia crescendo a fome e o interesse pela lomografia um mercado foi sendo gerado e inúmeros acessórios vendidos, como porta-retratos, bolsas, camisetas, filmes, lentes, disparadores, e principalmente xodó de todos os praticamentes: as câmeras fotográficas dos mais variados tipos e estilos .


A mais famosa de todas como não poderia deixar de ser é a LOMO LC-A que foi a precursora de tudo, mas existe outras tão importantes quanto como a Holga, a Supersampler, ActionSampler, Horizon, Diana, Lubitel, POP 9, Fisheye, Smena 8, Smena 35.


A lista é grande e sempre ocorre lançamentos de novas variações e produtos relacionados, isso faz com que a lomografia seja uma volta ao passado mas com olhos no futuro; o comodismo não faz parte dessa tribo, pelo contrário a descoberta é o que se busca sempre.


Ver o mundo como ele realmente é


Muitos pessoas costumam dizer que a lomografia é ver o mundo como ele realmente é, devido a exaltação das cores, a força das imagens, o aspecto inexperado e de certa forma inocente de se envolver com a imagem. Quem pratica a lomografia gosta antes de mais nada de diversão, é isso que todos buscam, uma proximidade maior com a câmera e sem a necessidade de ficar pensando em aspectos técnicos, onde apenas a intuição é o que comanda o olhar. Pense nisso na próxima vez que pegar sua câmera e se lembre como era divertido fazer fotos e ver os resultados. Procure deixar seu olhar menos viaciado e descubra coisas que nunca tinha reparado antes. Saia, olhe, repare, se divirta e LOMGRAFE!!


As 10 regras de ouro da lomografia


1 - Leve sua câmera para todo lugar
2 - Use a toda hora - dia ou noite
3 - Lomografia não é uma interferência em sua vida, ela é parte dela
4 - Tente bater fotos de canto
5 - Se aproxime dos objetos, sua câmera lomografia deseja isso;
6 - Não pense
7 - Seja rápido
8 - Você não precisa saber de antemão o que fotografou
9 - Depois muito menos
10 - Não ligue para regra alguma


Rodrigo Favero é design visual e acompanha o FOTOCOLAGEM. Recentemente escreveu para a equipe do site e contou um pouco do seu trabalho. Sua pesquisa, ainda na época em que cursava a universidade, chamou atenção de todos sobre esta técnica fotográfica: a Lomografia. Favero foi convidado a escrever para o site e muito gentilmente aceitou. O resultado? Esta belíssima explicação.