terça-feira, 15 de setembro de 2009
Os retratos de Salgado. Fotógrafo promete tranformar Genesis em projeto de visitação pública
Publicado por Eduardo Chaves
Fonte: Estado de São PauloFotógrafo andarilho de um planeta não reveladoSebastião Salgado finaliza o ambicioso projeto Gênesis e fala da arte que tem como ofício.
Foto: Marcos de Paula/AEEm entrevista para o jornal Estado de São Paulo, no último sábado, 12 de setembro, o "Tião" como é chamado pelos amigos, falou sobre o novo projeto "Genesis", patrocínio de projetos, manipulação digital e a entrada do seu acervo no mercado de arte. Confira abaixo alguns trechos da entrevista e a matéria na íntegra aqui!Você tem dito que o Gênesis é seu último grande projeto fotográfico. Por que estabelecer o limite?Digo que é o último projeto desse porte. Falo de projeto que leva anos para se concretizar, com viagens às vezes muito duras, desafios como o de andar 850 quilômetros até chegar a um determinado ponto. É preciso estar muito motivado e ter enorme disposição para encarar tudo isso. Não que eu vá parar de fotografar, mas encarar projetos nessa escala já pesa na minha idade. Tento me manter em forma, faço ginástica todos os dias, cruzo Paris de bicicleta, só que chega aquela hora em que o joelho começa a não querer obedecer. Como também vai chegar a hora em que vou preferir editar o meu material, talvez esse seja o trabalho mais importante que eu tenha pela frente. Sempre trabalhei muito, produzi um volume incrível de imagens. Tenho mais de 500 mil cópias de leitura, fora a imensidão de negativos que ainda não mexi. E uma imensidão de fotos paralelas.Como assim?Por exemplo, Lélia e eu começamos a editar nossas fotografias de família, material feito ao longo das nossas vidas, com nossos meninos crescendo. Então, penso um dia trabalhar no meu acervo, considerando que a idade vem chegando, que eu posso vir a me repetir e que os novos fotógrafos estão aí, vamos deixar lugar para eles. Tenho pensado nisso tudo. Inclusive na pertinência dos meus trabalhos. Falo de pertinência histórica, ideológica, pessoal. Hoje só faço aquilo com o qual tenho profunda identificação.Como você mesmo diz, cresce o número dos seus colecionadores. Sebastião Salgado virou um clássico?Estou me tornando. No Gênesis, pela primeira vez na vida admiti fazer fotografias com número limitado de reproduções. Porque sempre fotografei pessoas em suas situações de vida, jamais tive qualquer problema com direitos de uso de imagem e sempre distribuí minhas fotos em séries ilimitadas, o que reduz muito o preço delas. Agora quero lidar com número limitado de cópias, reproduções feitas em papel platinum, caras, porém maravilhosas. Creio que esse trabalho merece. Já fizemos algumas cópias e, no futuro, pretendemos lançar as séries limitadas. Aí, sim, será a estreia no mercado de arte.Como é que você ‘ataca’ a cena? Porque as variáveis também são externas: por exemplo, nuvens dançam no céu. As patas dos animais movem-se pelas matas.São tempos internos distintos. Dou como exemplo a foto que fiz da mão da iguana. Eu vi aquela pata, que é uma mão na verdade, com cinco dedos e tudo. E quis fotografá-la, mas teria de ser com uma lente macro, bem de perto, para captar o detalhe. A iguana como que autorizou a foto, porque, normalmente, é bicho que não aceita aproximação a menos de 2 metros. Tive que ir me chegando, de joelhos, com delicadeza: ela me observava, eu a observava; eu avançava um pouco mais, ela sabia que alguma coisa estranha iria acontecer, mas aceitava; daí finalmente fiquei bem perto daquela mão e fiz a foto. Aí fui recuando, rastejando para trás, bem devagar. E ela me observava. Quando uma foto como esta é finalmente feita, o cansaço que bate é total. Porque, ali, o fotógrafo sabe que tem a possibilidade de fazer uma fotografia incrível, mas, numa fração de segundos, poderá perdê-la. Ou não. São extenuantes essas situações.E a manipulação de imagem, hoje tão mais fácil, tão mais imperceptível e tão mais incontrolável no mundo digital? Isso é um pesadelo para você?Mais ou menos grosseiras, manipulações de imagem sempre existiram, por que vou me preocupar com isso? A verdade do fotógrafo é aquela fração de segundo. Se fizerem manipulação sobre isso, então não estaremos mais falando de fotografia. Daí nem me compete opinar.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Comprando a Câmera Digital Certa
Escreva as coisas que você quer fazer com sua câmera e dê prioridade a elas. Cada item se relaciona com um diferente recurso que a câmera deve ter. Claro, é divertido ter à disposição o maior e melhor pacote monstro de recursos em megapixels, mas com que freqüência você vai usar todos eles? Tenha em mente que a maioria das câmeras possui recursos que você nunca vai usar. Mas você pode escolher aquelas que possuem os recursos mais importantes para você. E quando você sabe o que quer de sua câmera digital, economiza o dinheiro dos recursos extras que você não quer, e assim pode gastá-lo com acessórios de que você realmente precisa!
Você quer substituir completamente a sua câmera de filme ou quer experimentar uma nova tecnologia? Quer imprimir cada foto e guardá-las em um álbum da mesma forma que fazia com a câmera de filme? Quer armazenar as fotos em seu computador, imprimindo apenas algumas para emoldurá-las? Vai usar a câmera para o seu trabalho, sem nunca tirar as imagens de seu computador? Responder a essas questões ajuda a determinar de quantos megapixels você realmente necessita, onde poderia começar a procurar e qual a margem de preço esperar.
Principais Considerações
Assim que você começar a pesquisar, vai observar que muitas câmeras digitais possuem conjuntos de recursos semelhantes, mas isso não significa que oferecem um desempenho equivalente. Leia as avaliações (tanto aquelas fornecidas on-line e as das revistas). Pergunte aos amigos, familiares, vizinhos e colegas de trabalho quais foram suas escolhas. Algumas das principais considerações incluem:
A questão dos megas
De 1,3 a 6,1 megapixels, a maior leva sempre a melhor na corrida dos megapixels. A chave é saber o que você precisa de suas fotos. Para impressão de alta qualidade de tamanho 8x10 ou maior, uma câmera com pelo menos 3 megapixels é uma necessidade. Mas se você só precisa de fotos para um Web site ou impressões em tamanho menor (tais como as de 3x5 ou 4x6), vai obter ótimos resultados e preços menores com a classe de 1 a 2 megapixels. Não faz mal ter mais megapixels do que você precisa, já que deixa margem para ampliar. Se o preço for um problema, uma câmera com menos megapixels faz um bom trabalho. Lembre-se apenas de fotografar com uma resolução maior.
O tamanho faz diferença
As câmeras digitais vêm em todos os formatos e tamanhos. Embora existam câmeras digitais bem pequenas no mercado e que produzem belas fotos, seu tamanho reduzido pode não conter fisicamente todos os recursos que os consumidores desejam. Tenha em mente que apesar de seu vizinho possuir uma câmera digital que cabe em seu bolso, se você precisa de uma com zoom ótico de 10x ou com flash externo, a pedida é uma câmera de tamanho médio a grande. Se uma câmera pequena estiver no topo da sua lista de recursos importantes, esteja ciente de que pode estar sacrificando outros recursos.
Zoom, zoom, zoom
Estar próximo de seu objeto é um dos segredos para se obter as melhores fotos. Mas e aquela coisa de zoom ótico/digital? Bem, existe uma grande diferença entre as duas situações.
O zoom ótico refere-se ao aumento dentro da própria lente quando você aumenta ou diminui o zoom no objeto (também conhecido como alterar a distância focal). Em outras palavras, a lente ajusta-se para frente ou para trás do mesmo modo que numa câmera de filme. O zoom ótico não diminui a qualidade da foto digital. Se você gosta de alterar o zoom, certifique-se de que a câmera possua uma potente capacidade de zoom ótico.
O zoom digital não altera a distância focal. Em vez disso, quando você aumenta o zoom para mais perto, uma porção cada vez menor do sensor digital é usada para gravar a foto digital. Isso tem o efeito de diminuir o número de pixels na foto. Quando há muito zoom e você imprime a foto, ela perde em claridade e nitidez.
As câmeras digitais consomem as baterias rapidamente. Isso pode ser bem dispendioso. No mínimo, certifique-se de que a câmera que você escolheu aceita pilhas recarregáveis (a maioria aceita). Câmeras diferentes usam diferentes tamanhos de pilha, e o tipo usado deve ser um fator em seu processo de tomada de decisão. A duração das pilhas é um assunto geralmente tratado nas avaliações da câmera; portanto, preste atenção nos resultados. Uma boa câmera tira aproximadamente 100 fotos com uma única carga, embora haja muitos fatores que podem afetar esse resultado. Já que você não consegue usar a câmera sem as pilhas, é preciso saber se estarão carregadas quando você precisar delas. Aprenda a conservar o tempo de duração das baterias.
Algumas câmeras possuem pilhas patenteadas que são desenhadas para se adequarem a um tipo de câmera. Muitas vezes o carregador não está incluído, o que contribui para uma grande barganha. Leve em consideração o custo de pilhas adicionais e carregadores assim como sua disponibilidade pelo fabricante. Esses suplementos extras você deve mesmo comprar, estejam ou não inclusos na câmera.
Cartões de Memória
O tipo de cartão de memória utilizado pela câmera é outro fator a considerar. Se você quer uma câmera para viajar, um cartão de memória de alta capacidade é muito útil para armazenar as fotos até que você possa baixá-las no computador. Se você usa uma câmera no trabalho ou freqüentemente a carrega com você, deve querer um cartão mais durável. Cartões de memória CompactFlash são atualmente o tipo de cartão de memória mais populares no mercado por causa de sua durabilidade e da extensa variedade de armazenamento que oferecem (de 16 megabytes a 1 gigabyte). Existem hoje no mercado mais câmeras que aceitam cartões de memória CompactFlash que qualquer outro tipo de memória, o que significa que você tem mais escolhas no que se refere a câmeras, cartões de memória e leitores de cartão.
Monitor LCD
Todas as câmeras digitais incluem um visor embutido, geralmente chamado de monitor LCD. O monitor permite que você avalie as fotos ou altere as configurações da câmera. Alguns são grandes e luminosos, e oferecem uma ligeira apresentação das fotos; outros aceitam capas especialmente feitas para tornar os LCDs mais fáceis de ver em dias de muita claridade. Algumas ficam anexadas ao corpo da câmera, enquanto outras se inclinam, giram ou dobram. São todos eles recursos divertidos, mas considere como você usa uma câmera antes de tomar uma decisão. Se você precisa fotografar em esquinas ou beiradas, digamos para trabalho de construções ou reformas, um LCD móvel é uma boa idéia. Fique um tempo olhando para o LCD e certifique-se de que o monitor não força seus olhos.
Modos de Cena
Os modos de captura de cena ajudam você e sua câmera a obter juntos as melhores fotos. Quando você escolha um cenário, como retrato ou paisagem, a câmera automaticamente se ajusta às melhores configurações adequadas para a cena. Se você não quer ter que pensar muito sobre o que está atrás da fotografia e ainda quiser obter ótimos resultados, considere uma câmera com uma ampla variedade de modos de cena.
O Flash e o desagradável olho vermelho
A redução do olho vermelho é um recurso padrão na maioria das câmeras, mas lembre-se de que é apenas uma redução, e não remoção. Se você absolutamente detesta os olhos vermelhos, ou tira muitos retratos, considere uma câmera que tenha uma sapata hot-shoe ou outra conexão para um flash externo. Manter o flash longe da lente reduz as ocorrências e sempre produz fotos mais atrativas. Se você deseja o máximo de controle do flash, procure uma câmera que lhe permita também ajustar manualmente sua emissão.
Comprar uma câmera digital demanda certa pesquisa. Porém, se você fizer a si mesmo as perguntas certas, as escolhas ficam mais claras. A coisa mais importante é que você possua uma câmera pela qual se entusiasme e com a qual queira tirar fotos e que possa ser levada para todo lugar. A melhor câmera para você não precisa ser a mais cara ou a mais popular. É a câmera que faz o que você quer que ela faça.
sábado, 12 de setembro de 2009
Fotografar é rebuscar nos pixels o espelho da alma para se eternizar em um simples click
Por: MOA
A fotografia veio para edificar as palavras, os gestos e a simplicidade da vida através de um simples click.
Após a era Daguerreotipo, os ventos sempre foram favoráveis para uma multiplicidade de magias em estado latente, num orgasmo sincopado entre a emulsão fílmica e a luz que paria uma imagem não em uma cama, mas em uma câmera escura que escondia os segredos que só desvendaria num banhar de soluções químicas, num confessar dos pixels que se deleitavam gentilmente sobre um lençol de prata.
Com a fotografia, veio a percepção mais aguçada de ver o mundo de uma forma singular onde o olhar banhava o horizonte eternizando uma fração do tempo, rebuscando e engolindo a vida para presentea-la bidimensionalmente em papéis desenhados com a luz.
Qual pintura em quarto escuro, num mergulhar renascia feito um parto mágico, cuja resposta imagética repousava umedecida sob uma luz vermelha.
Os sonhos no silêncio que se rompia com um estampido de uma caça, era presa certeira em movimentos rebuscados e congelados numa alquimia capturada pelo olhar que tecia em um litúrgio ritual de sonhos e fantasias que se perpetuariam em nossas mentes, resgatando os possíveis e passíveis momentos que ajudariam a contar toda a historia que se fez num piscar de olhos.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Fotógrafa Annie Leibovitz pode perder fortuna
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Câmera digital de código aberto abrirá novos campos para a fotografia
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Anote a receita: Bata duas câmeras Olympus no liquidificador e sirva gelado
A campanha de marketing viral da empresa Blendtec, que promove uma linha de liquidificadores para uso doméstico, vem cada vez mais, chamando atenção das pessoas na internet tendo um impacto bem grande nas vendas de produtos na empresa, com a série de vídeos Will it Blend, criado por Tom Dickson e que foi vista por mais de um milhão de pessoas no youtube.
Talvez você pode não acreditar, mas nestes vídeos, a empresa propõe transformar qualquer coisa em pós mostrando o excelente desempenho das laminas afiadas do produto. Jogaram um Iphone, um Ipod, bolas de golfe, bolas de gude, latinhas de Coca-Cola e outras coisas bizarras dentro de um liquidificador.
Desta vez a Olympus Digital SLR é colocada a prova e faz companhia para um modelo cybershot além de quadros e outras figuras. O resultado é surpreendente, e claro, nunca tente isso em casa!

