sábado, 3 de outubro de 2009

Grupo Folha é condenado por violar direitos autorais

Fonte: Site Consultor Jurídico


O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Folha de S. Paulo ao pagamento de R$ 25 mil por violação de direitos autorais do artista plástico e jornalista Federico Mengozzi, que morreu em janeiro de 2007. O tribunal afastou o prazo de prescrição de três anos para o direito ao ressarcimento patrimonial. Em primeira instância, a ação foi extinta por prescrição. A Folha pode recorrer da decisão.


O jornalista, especializado em cinema, artes plásticas e cultura, foi contratado pela Folha de S. Paulo para fazer a crítica dos filmes da “Videoteca Folha”, comercializados entre 1997 e 1998. O material integrava a revista-pôster que acompanhava o vídeo. No conteúdo comercializado, entretanto, não constava o crédito autoral ao jornalista.


Na ação, apresentada em 2005, o jornalista, representado pela Associação de Propriedade Intelectual do Jornalista (Apijor), alegou caracterização de dano moral. Além disso, como o produto foi vendido para jornais de outros estados como Correio da Bahia (BA), Diário do Nordeste (CE), Jornal do Commercio (PE) e Zero Hora (RS), a alegação foi também de dano patrimonial.


Ao julgar extinta a ação, o juiz acolheu a tese da Folha no sentido de que é de três anos o prazo para pedir indenização, como prevê o Código Civil.


A advogada responsável pelo departamento jurídico da Apijor, Sílvia Neli, recorreu ao Tribunal de Justiça. O relator Francisco Loureiro, em seu voto, defendeu que “a pretensão de cunho estritamente patrimonial se encontra coberta pela prescrição. O mesmo não se pode dizer, porém, quanto às pretensões que têm por objeto direitos extrapatrimoniais de autor”.

A fotografia que renasce aos olhos

As fotos da gaúcha Patrícia Phil, de 31 anos, mostra o que é possível fazer com um pouco de sensibilidade e um olhar apurado.


As fotos trazem em sua essência um diálogo com o ser humano com a vida e com o próprio fotógrafo.


Convidada pelo FOTOCOLAGEM, Patrícia, escreveu um depoimento de como foi realizar estas imagens. Sim, estou criando um certo suspense, para que você possa acompanhar a história abaixo.


É a nossa maneira de desejar FELIZ PÁSCOA. Aos cristãos, ateus e qualquer que for a sua crença ou religião tenha em mente apenas uma coisa: o momento ideal para celebrar a paz não existe. A paz existe agora, amanhã, depois e sempre!



Patrícia Phil,


Tive a honra de estar fotografando esses momentos especiais. Os registros foram dedicados a um trabalho social a convite de um empresário local, Alex Hohenbergger (Porto Alegre/RS). Ele é o idealizador do projeto "Dia de Cinema", onde foram apresentados diversos filmes em instituições carentes e no hospital do câncer infantil, com a intenção de levar mais sorrisos a esses seres especiais.


Foi bastante emocionante, principalmente com as crianças que estão fazendo tratamento para combater o câncer, e as crianças com síndrome de down.


Foi aí que percebi o poder da foto sobre mim. Para muitos eu fui "só" fotografar, mas a experiência que obtive nesse contato, através da foto, foi indescritível! É como se eu conseguisse capturar a dor e a alegria, o prazer e a esperança de cada serzinho.


Incrível! A minha lente ria e chorava junto com eles. Eu tive que desvendar o mundo particular de cada um. A cena mais chocante e que fiquei com um nó na garganta, foi quando cliquei uma seqüencia de um jovem casal com síndrome de down.


O filme era a "Encantada" - teve uma hora em que a princesinha viu o príncipe beijando outra e chorou - foi nesse momento em que a jovem abaixou a cabeça e começou a chorar, e de repente eu vejo o jovem companheiro passando a mão nos cabelos dela e dizendo: "calma, não te preocupa, eu sei que ela vai ficar com ele", abraçou ela e a beijou na cabeça. E nessa hora eu tive a certeza que eles sabem mais do que a gente sobre a vida, amor, companheirismo, sensibilidade.


Os sentimentos deles são apurados e com aquele toque de ingenuidade que nós, seres em evolução constante, perdemos ao longa da vida.


Pena que não houve muita divulgação desse material.


Mas por outro lado, ainda existem pessoas que doam o seu espaço para oportunizar a nossa dedicação. Foi o caso de Eduardo Chaves. É mais uma grande pessoa que não se resume apenas ao seu belo trabalho como fotógrafo, mas que se preocupa em abrir as portas para os seus colegas de profissão.


E por esse motivo é que estou aqui mostrando a vocês este meu momento mágico como fotógrafa. Momento em que a minha Vida tomou sentido.


Estes registros foram o ponto de partida para eternizar e realizar o meu desejo de ser FOTÓGRAFA!


Um grande abraço,



Contatos:
Patrícia Phil
Flickr: http://www.flickr.com/photos/splashfotografias
Email: pattyphil@gmail.com
Tel: (51) 9208.3070











Fotos: Patrícia Phil

Fotógrafo Eneas Lopes morre aos 55 anos

Fonte: A Notícia


Dia de luto para a fotografia
MORREU O FOTÓGRAFO ENEAS LOPES, AMIGO E APOIADOR DAS ARTES EM JOINVILLE. DESDE 2005, ELE ERA UM INCANSÁVEL AGITADOR CULTURAL


É difícil encontrar uma fotografia recente de um espetáculo de teatro ou dança que não tenha saído das lentes do fotógrafo Eneas Lopes. Ele faleceu na noite de quarta-feira, duas horas após ter sido internado na UTI do Hospital Dona Helena, vítima de um aneurisma abdominal. A notícia da morte do talentoso fotógrafo pegou de surpresa não só a família, mas toda a comunidade artística de Joinville. O enterro foi ontem à tarde.


Aos 55 anos, o paulistano de Taubaté tinha três filhos e era casado com Elza Ebina, com quem morava em Joinville desde 1997. A paixão pela fotografia surgiu na vida dele em 1984, quando comprou sua primeira máquina, uma Minolta DRT 101B. Tendo o ofício apenas como hobby, Eneas, por motivos pessoais, acabou deixando um pouco de lado a fotografia, arte que foi reacendida no final de 2005, quando trocou a máquina antiga por uma digital.


O envolvimento dele com a arte está eternizado em seu próprio trabalho. Os bastidores das peças teatrais eram sempre o alvo preferido dos seus cliques. “Para encontrar o Eneas era só ir na Cidadela”, conta o amigo também fotógrafo Luiz Hille, que via no companheiro de profissão um grande interesse em buscar conhecimento na área.


Durante o Festival de Dança, as lentes de Eneas estavam sempre atentas aos movimentos dos bailarinos. “Ele adorava buscar uma luz ou um ângulo diferente para uma foto. Sempre tentando ter um diferencial no seu trabalho”, lembra o fotógrafo Nilson Bastian, que há quatro anos costumava encontrar Eneas nos eventos culturais, principalmente nas peças teatrais. “Ele sempre dizia que ele se espelhava em mim quando o trabalho era com dança”, completa Bastian.


“Eneas era sempre muito dedicado e fazia trabalhos voluntários por puro prazer de estar envolvido com os movimentos artísticos”, ressalta o presidente da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote), Amarildo de Almeida. A atriz da Faunos Cia Teatral Daiane Dordete reforça os elogios ao fotógrafo: “Pelo pouco que eu o conheci, deu para perceber que ele era muito generoso, qualificado e estava sempre de prontidão para nos ajudar”.


Apesar do amor e dedicação pela fotografia, Eneas dividia o seu tempo em uma lavação de carros, da qual era dono. Há um ano, o fotógrafo também era um dos professores do curso de fotografia do Conservatório Belas Artes de Joinville. “Em 2008, Eneas fez o primeiro trabalho para o Conservatório. Como gostamos do resultado e porque ele tinha interesse em unir a fotografia com o ensino, acabamos chamando-o para fazer parte da nossa equipe. Depois que ele começou, os alunos acabavam o curso sempre querendo mais”, relata a coordenadora pedagógica da escola, Mirtes Strapazzon.


A exposição fotográfica “Uma Visão em Cada Lente”, composta pelos resultados do curso, que iria abrir ontem, foi adiada para o dia 6 de outubro e terá uma homenagem ao professor.


No currículo, Eneas tinha a exposição “Gotas d’água”, projeto contemplado em 2005 pela Fundação Cultural; a cobertura das apresentações da bailarina Ana Botafogo no SCAR, em Jaraguá do Sul; a apresentação anual da Escola Carmen Romero de Dança Flamenca de Curitiba, no Teatro Guaíra; e o Grupo Tholl e Tambores do Japão no aniversário de Joinville, em 2008.


Dentre os trabalhos mais recentes do fotógrafo está a exposição “Movimento em Cena”. Eneas também foi integrante do primeiro Conselho do Leitor do caderno “Anexo”, em 2007

Fotografia Jornalistica - Definição

Fotografia Jornalística

Definição


É aquela que empenha-se em oferecer uma visão objetiva, arguta e abrangente de um acontecimento de interesse jornalístico. Assim, a principal medida para a aferição da qualidade de uma fotografia jornalística é seu valor informativo, sendo tudo mais, como valores meramente técnicos ou estéticos, secundário se comparado ao conteúdo informativo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Renaut realiza exposição com 106 fotografias do fotógrafo francês Robert Doisneau


Nos próximos meses, a Renault apresentará no País uma faceta de suas atividades pouco conhecida pelo público brasileiro. Em comemoração ao “Ano da França no Brasil” - iniciativa que conta com o apoio da Renault como um dos integrantes do comitê organizador -, a Renault trará para o Brasil duas grandes exposições de arte e fotografia que movimentarão o calendário artístico e a agenda cultural de Curitiba e São Paulo.


As mostras “Fotos de Robert Doisneau” – Exposição “A Renault de Doisneau” e “Uma Aventura Moderna” - Exposição da Coleção de Arte Renault mostrarão uma visão única de um universo que mescla arte e indústria na perspectiva de artistas visionários como Robert Doisneau, Arman, Jean Dubuffet, Jean Tinguely e Victor Vasarely, entre outros. Todas as exposições estarão abertas, gratuitamente, ao público.


“Esta é uma oportunidade muito importante para mostrarmos que a integração da empresa com a sociedade transcende a produção de automóveis. As obras fazem parte de um acervo construído de forma muito especial ao longo da história da empresa e pela primeira vez estarão no Brasil em um ano que não poderia ser melhor, o Ano da França no Brasil. O objetivo da marca com esta ação é oferecer acesso à cultura e à arte ao mesmo tempo em que apresentamos uma Renault diferente daquela que o público conhece”, explica Jean-Michel Jalinier, Presidente da Renault do Brasil.


A singularidade das exposições se justifica pela razão como suas obras foram produzidas e incorporadas ao acervo da empresa. A mostra “Fotos de Robert Doisneau” – Exposição “A Renault de Doisneau” traz 106 fotografias produzidas pelo fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1994) entre os períodos de 1934 a 1939 e 1946 a 1955. No primeiro período, o artista foi funcionário regular da empresa, contratado para registrar em imagens o cotidiano da indústria e suas atividades. No segundo momento, já famoso, foi contratado como freelancer para registrar material de mídia dos produtos Renault.


Célebre por retratar o cotidiano parisiense e por sua foto mais famosa: a do beijo de um casal em frente ao Hôtel de Ville, em Paris, Doisneau realizou registro sensível e histórico de operários, linhas de produção, prédios de unidades fabris e, principalmente, do crescente papel do automóvel na sociedade pós-guerra. A exposição acontece entre os dias 23 de abril e 14 de junho em Curitiba, na Casa Andrade Muricy e, entre os dias 26 de outubro e 6 de dezembro em São Paulo, na Fiesp.


Exposições Renault no “Ano da França no Brasil”
“Fotos de Robert Doisneau” – Exposição “A Renault de Doisneau”


Em Curitiba: de 24 de abril a 14 de junho, na Casa Andrade Muricy
Rua Doutor Muricy, 915 – Centro; Entrada gratuita.


Em São Paulo: de 27 de outubro a 6 de dezembro, na Fiesp
Avenida Paulista, nº 1313 – Cerqueira César; Entrada gratuita.

Diálogo Fotográfico com Bob Wolfenson e Arnaldo Pappalardo na Panamericana em SP

Estou lendo: Diálogo Fotográfico com Bob Wolfenson e Arnaldo Pappalardo na Panamericana em SP
Fotógrafos apresenta"Diálogo Fotográfico" na Panamericana em São Paulo


Os fotógrafos Bob Wolfenson e Arnaldo Pappalardo, dois mestres do cenário nacional, realizam palestra, na próxima terça-feira, 06 de outubro, na Panamericana Escola de Arte e Design, sede da Rua Groenlândia nº77, em São Paulo.


Os fotógrafos vão falar sobre a carreira de sucesso e a exposição "Diálogo Fotográfico", mostra inédita, recém-inaugurada na Panamericana, que exibe obras selecionadas de ensaios individuais dos dois fotógrafos.


A exposição fica em cartaz de 30 de setembro a 22 de outubro. O evento exibe figuras selecionadas das mostras "Tensão sobre a Calma”, de Pappalardo, e “A Caminho do Mar”, de Bob Wolfenson. A principal característica dessa junção inédita das duas exposições é o contraste entre o claro e o escuro. Isso porque, enquanto Bob Wolfenson usa como tema as paisagens sombrias do pólo petroquímico de Cubatão (SP), usando imagens sub-expostas que de tão escuras precisam que nossos olhos se acostumem com a escuridão para que consigamos entender as fotografias, Arnaldo Pappalardo apresenta a cidade de São Paulo e sua gente em cliques luminosos, com nuances de cor que propositadamente detalham a personalidade de quem é retratado, mostrando suas rugas e demais características que nos inspiram a entender cada um desses personagens.


As vagas para a palestra são limitadas a 50 pessoas e é preciso se cadastrar previamente pelo e-mail: palestra@escola-panamericana.com.br.

Provável origem da regra dos terços - Composição fotográfica V

Venho a vários post falando sobre regra para composição fotográfica e nesse post irei falar sobre como quebrá-las, pois, como todos sabem, regras existem para serem quebradas! Padrões e regras servem para facilitar a nossa vida. Normalmente, alguém que já tentou muitas coisas viu que determinado procedimento se for feito através de tal regra há grandes chances de chegar a um resultado melhor do que se for feito de qualquer forma, mas isso não quer dizer que só exista esse caminho.

Se na nossa vida deixarmos ela repetitiva ele se tornará monótona, porem na fotografia se conseguirmos trabalhar bem a repetição conseguiremos criar imagens fortes e com muito impacto!

Talvez nenhum outro elemento do design seja tão capaz de gerar emoção como textura. Se assistirmos uma pessoa caindo de bicicleta, por exemplo, no asfalto descerá um arrepio na nossa espinha ao ver o ciclista arrastando as suas mãos, cotovelos e joelhos. Na linguagem cotidiana a utilizamos ela para descrever objetos, pessoas e situações. Uma pessoa áspera, um toque macio, esse ai é liso… Uma mulher com uma voz macia pode fazer com que percebemos delicadeza e sensibilidade, porem um homem com a foz grave fazer com que sintamos medo ou agressividade. Enfim, esses são apenas alguns exemplos de como somos influenciados pelas texturas

Depois de muito tempo resolvi dar continuidade na serie de posts sobre composição fotográfica. Hoje falarei um pouco da provável origem da regra dos terços. Provável, pois algumas das fontes que consultei não tinham certeza que ela nascerá realmente disto. Alguns tinham. Na dúvida, prefiro manter o provável. A idéia de fazer esse artigo nasceu depois de ler o post do fórum Mundo Fotográfico onde o pessoal foi muito a fundo nesse assunto.