sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fotografar fogos de artifício



Em muitas festas de Verão (e noutras ocasiões especiais), podemos assistir a magníficos fogos de artifício, rebentando no céu como flores nocturnas.
Todos nós já vimos e admirámos fotografias de fogos de artifício. Tentaremos dar-lhe algumas pistas e sugestões para tirar as melhores fotografias deste género.
Para conseguir os melhores resultados, necessita dos seguintes elementos:
  • Uma máquina fotográfica reflex, que permite tirar fotografias com exposição superior a um segundo. De qualquer forma, se não possuir uma máquina reflex pode utilizar uma máquina fotográfica compacta que permita exposições de um quarto de segundo.
  • Um tripé.
  • Filmes de alta sensibilidade (400 ou 800 ISO).
E se possuir, pode levar também uma objectiva grande angular ou uma teleobjectiva.

O conceito: os fogos de artifício são como um lápis brilhante que escreverá no seu filme se lhe der tempo para tal. Assim que o fogo começar a rebentar, só terá de abrir o obturador da sua máquina fotográfica o tempo necessário para que o "lápis" grave a sua assinatura no filme.
Composição: terá de decidir se quer que os fogos de artifício dominem as fotografias ou se, pelo contrário, também pretende incluir como fundo, edifícios, árvores ou pessoas. Uma grande angular ou uma teleobjectiva oferecer-lhe-ão maior versatilidade no momento de compor as suas fotografias.

Prepare-se para a acção
Finalmente, o público está reunido, as crianças nos seus lugares e o sol escondeu-se no horizonte. Dentro de pouco tempo vai começar o fogo de artifício. Prepare-se para tirar as suas fotografias. Siga os seguintes passos para conseguir os melhores resultados:

  1. Carregue a sua máquina fotográfica com um filme 400 ou 800 ISO, como o KODAK ULTRA ou KODAK ULTRA ZOOM.
  2. Coloque a sua máquina fotográfica num tripé. Se não possuir um, pode apoiar-se num muro ou numa árvore, mas o resultado não será tão nítido.
  3. Desactive o flash automático da máquina fotográfica (caso o tenha).
  4. Escolha a composição, experimente ou estude as diferentes possibilidades antes de começar a acção.
  5. Verifique as opções da sua máquina fotográfica:
    • Fixe a velocidade de obturação da máquina em 2 segundos e a abertura da lente em f/11.
    • Para máquinas fotográficas de focagem automática, mude a focagem para modo manual se possível e foque um objecto distante (infinito).
    • Não hesite em experimentar diferentes exposições, se a sua máquina fotográfica lhe oferecer essa possibilidade.
    • Utilize um cabo disparador (caso tenha); se não, pressione o botão com suavidade.
  6. O momento de cada fotografia é crítico. Dispare a fotografia na altura em que começa a explosão; não espere ver o fogo rebentar no céu. Experimente com diferentes velocidades de obturação (desde um quarto de segundo até quatro segundos). Quantos mais rebentamentos ocorrerem enquanto o obturador estiver aberto mais colorida será a sua fotografia.

... Depois, experimente fazer combinações digitais das suas imagens e poderá reunir diferentes fogos de artifício; verá como obtém muitos "ohhs" e "ahhs" dos seus amigos e familiares.

Instituto Moreira Salles traz fotos de Marcel Gautherot a São Paulo


Foto: Marcel Gautherot





De 26/11/09 a 21/03/10, o Instituto Moreira Salles apresenta a exposição Marcel Gautherot - Norte, com 70 imagens do fotógrafo francês feitas na Amazônia brasileira entre os anos 1940 e 1970.

Em 1939, quando pela primeira vez chegou ao Brasil, Gautherot (1910-1996) queria subir e fotografar todo o curso do rio Amazonas. A viagem não foi muito longe, interrompida pela Segunda Guerra Mundial – a mesma guerra que, um ano depois, obrigaria o jovem fotógrafo a se radicar no Brasil, seu país de adoção até o fim da vida. Nas três décadas seguintes, ele voltou repetidamente à Amazônia, fascinado pela paisagem nova, vasta, instável e anfíbia, que desafiava a sua sensibilidade europeia. Lá produziu imagens que deixam para trás as fronteiras entre os gêneros fotográficos, criando uma nova síntese de retrato e paisagem, documento e abstração, forma e caos.

Para a exposição Marcel Gautherot - Norte, parte dessa produção foi selecionada e rearranjada, na forma de uma viagem virtual de Manaus ao Marajó, pelos curadores Milton Hatoum e Samuel Titan Jr., que também lançam pelo IMS livro homônimo com 72 fotografias de Gautherot.

Serviço:
IMS - São Paulo
Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
Tel.: 11 3825-2560
De terça a sexta, das 13h às 19h;
sábado e domingo, das 13h às 18h
Entrada franca

mais....
http://entretenimento.uol.com.br/album/marcel_gautherot_ims_album.jhtm?abrefoto=10

Fatos & Fotos

Sites de Fotogafias

Editores na web
Conheça quinze sites gratuitos para tratar as suas fotografias.

http://tecnologia.uol.com.br/album/20091125_editoresonline_album.jhtm?abrefoto=16

Fatos & Fotos

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dicas para não errar na hora de tirar fotos de fim de ano

Clique no link para ler a notícia completa no UOL

Dicas para não errar na hora de tirar fotos de fim de ano
UOL Tecnologia - Dicas - 26/11/2009
http://tecnologia.uol.com.br/dicas/ultimas-noticias/2009/11/26/dicas-para-nao-errar-na-hora-de-tirar-fotos-de-fim-de-ano.jhtm

Fatos & Fotos

Reginaldo

Como cuidar dos seus álbuns


Se os seus álbuns são dos anos 50 ou mais antigos, provavelmente estarão bastante estragados, além de se terem convertido em recordações da pessoa que coleccionou ou colocou neles as fotografias. O melhor nestes casos será manter o álbum intacto e conservá-lo como uma peça importante da história da família ou entes queridos.

Se quiser conservá-lo melhor, pode guardá-lo numa caixa de arquivo para preservá-lo pelo menos do pó.

De qualquer maneira, se o álbum estiver tão deteriorado que a única solução é arranjá-lo ou substitui-lo, apresentamos-lhe algumas ideias:

Substituir ou arranjar páginas estragadas:

Se, na generalidade, o álbum se encontrar em boas condições, mas algumas páginas estiverem estragadas, a melhor solução é substitui-las ou repará-las. Na maioria dos casos, um arranjo com materiais adequados pode dar vida nova aos seus álbuns. Trata-se de um trabalho árduo e delicado pelo que, recomendamos que o confie a um restaurador de livros ou encadernador.

Encapsulamento de páginas

Trata-se de um processo mais complicado e só se usa quando as páginas devem manter-se intactas mas se encontram bastante deterioradas. Neste processo, o profissional encarregado da reparação (geralmente um restaurador de fotografia ou papel) envolve cada página com um material plástico para a proteger de futuros manuseamentos. Estas páginas encapsuladas podem ser novamente colocadas no álbum.

Mudar as fotografias para um álbum novo:

Quando o álbum está demasiado deteriorado para proteger as fotografias que contém ou quando é feito de materiais que podem prejudicar as fotografias, o melhor será mudá-las para um álbum novo.

Copiar as fotografias e fazer um álbum novo:

Se as fotografias estiverem tão coladas às páginas que correm o risco de se rasgar se tentar tirá-las, pode levar o álbum a um fotógrafo para fazer cópias das fotografias. Pode criar um álbum novo com estas cópias e guardar o velho num arquivador para protegê-lo o mais possível.

Dois tipos de álbuns modernos que deve evitar:

Há dois tipos de páginas de alguns álbuns que se tornaram muito populares nas últimas décadas e que deve evitar se quiser preservar as suas fotografias. Os materiais que as compõem são prejudiciais para as fotografias, podendo deteriorá-las e até destrui-las por completo com o tempo.

1. Páginas adesivas:

Este primeiro tipo corresponde às chamadas páginas adesivas. Estas páginas têm uma folha de plástico transparente que cobre as fotografias, que são coladas numa folha com linhas adesivas de látex. Para fixar a fotografia, levanta-se a folha transparente, coloca-se a fotografia no suporte aderente e volta a colocar-se a folha transparente sobre a fotografia. O adesivo utilizado neste tipo de páginas provoca o amarelecimento das fotografias com o passar do tempo e cria linhas que as mancham. Além disso, após alguns meses o adesivo fixa-se de tal forma às fotografias que se torna quase impossível retirá-las do álbum sem as danificar.

2. Páginas com bolsas de PVC:

Nem todos os álbuns de plástico são perigosos mas os fabricados em PVC demonstram uma tendência bastante acentuada para danificar as fotografias que contêm. Pode identificar o PVC pelo seu cheiro. Muitas pessoas dizem que faz lembrar o cheiro de uma bola de praia ou de uma cortina de banho nova. Após alguns anos, o PVC começa a libertar alguns dos produtos químicos utilizados no seu fabrico. Estas substâncias pegajosas ou gordurosas podem manchar as fotografias e, além disso, impossibilitam a sua remoção pois tendem a ficar coladas às bolsas.

Mudar os álbuns

Se tiver as suas fotografias em álbuns com páginas mágicas ou de PVC, deverá mudá-las para um álbum diferente. Siga os truques para conservar as fotografias num ambiente seguro:

1. Antes de tirar as fotografias dos álbuns velhostenha os novos preparados. Não protegerá as suas fotografias se as tirar de um álbum prejudicial para as deixar de qualquer maneira, em cima de uma mesa ou dentro de uma caixa.

2. Frequentemente, as fotografias têm uma mensagemescrita no verso; trata-se da data ou lugar em que foram tiradas, de quem aparece nelas ou quem foi o fotógrafo. Esta informação pode ser copiada por baixo ou ao lado da fotografia no novo álbum. Deste modo, não terá de tirar a fotografia para conhecer a informação.

3. Utilize cantospara fixar as fotografias nas páginas novas. Não USE cola ou fita adesiva. Estas substâncias podem deteriorar as fotografias.

4. Quando estiver a colocar as fotografias no álbum novo, tenha em conta a sua disposição no álbum original pois é bastante provável que a ordem em que se encontravam tenha um "contexto histórico" e uma razão de ser.

Fotografias de família



Truque 1: As pessoas não devem olhar directamente para a máquina fotográfica.
Nunca se sabe quando surge a oportunidade de tirar uma boa fotografia, mesmo quando o motivo não se apercebe que está a ser fotografado. Nesta fotografia, captamos toda a ternura e carinho dos avós para com a sua neta, sem necessidade de posarem, abraçados ou numa pose artificial.

Truque 2: A importância do fundo
Em muitos casos, escolher um bom fundo para as suas fotografias pode ser o segredo. O fundo pode dar uma noção de três dimensões, aumenta a profundidade e, em alguns casos, permite que o centro da fotografia sobressaía mais. Mas terá de ter cuidado, evitando que o fundo assuma todo o protagonismo, pois pode desviar a atenção do verdadeiro objectivo: os seus familiares.

Truque 3: Vestidos para o êxito
Numa fotografia de família, as cores podem desempenhar um papel fundamental. Nesta fotografia, podemos sentir a alegria do grupo de amigos que nos chega principalmente através do seu colorido e não tanto da expressão sorridente das suas caras. Procure colocar os seus familiares de modo a que as roupas combinem entre si.

Truque 4: Continuem a conversar!
Este é um truque simples. Se as pessoas que pretende fotografar estiverem a conversar, a fotografia ficará muito mais natural e espontânea. Se ficarem estáticas, fale-lhes do tempo, de anúncios da televisão e de futebol, mas para que não se apercebam de que está a tirar uma fotografia. No exemplo que mostramos, pode sentir-se a brincadeira das crianças, para além do momento de intimidade entre elas.

Truque 5: Preencha toda a fotografia
Se preencher todo o espaço da fotografia, eliminará aquilo a que os fotógrafos chamam "espaço morto". Quando julgar que já está próximo, aproxime-se ainda mais com o zoom e verá como os resultados obtidos são melhores. Neste exemplo, vemos como as caras das crianças captam toda a nossa atenção, as bolhas de espuma do banho são apenas uma moldura para as suas encantadoras carinhas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fonte: Minha notícia IG
David Pogue / New York Times


Nova geração de câmeras da Nikon e Canon tenta combinar a qualidade de imagem e versatilidade dos modelos profissionais com o preço e tamanho das câmeras domésticas. Confira o resultado


Sabe, a física pode ser irritante. As malditas regras da natureza deixam nossa bagagem pesada, derretem as calotas polates e conspiram pra fazer o pão cair sempre com a manteiga para baixo.


E a física explica porque você não pode tirar fotos com qualidade profissional usando uma câmera pequena. Fotos lindas, grandes e coloridas exigem grandes sensores de imagem e grandes lentes para iluminá-los. Então ficamos presos a duas categorias de câmeras: as de bolso, que tiram fotos medíocres, e aquelas pretas grandalhonas (SLRs) que exigem uma alça - ou melhor ainda, um carrinho de mão - para carregá-las por aí.


E como os dois extremos da escala estão saturados com modelos de câmeras, os fabricantes estão ansiosos para se diferenciar na esperança de encontrar novos mercados. Neste mês, a Nikon e a Canon estão apostando em uma categoria que, até agora, era praticamente deserta -- a que fica exatamente no meio do caminho.


Chame-as de mini-SLR.


A nova D5000 da Nikon (US$ 850 nos EUA, sem as lentes) e a Canon PowerShot SX1 IS (US$ 600 nos EUA) parecem similares. Os corpos tem tamanho e formato idênticos - como pequenas SLRs - e elas pesam quase a mesma coisa (cerca de 680 gramas). Ambas podem gravar vídeo em alta-definição. Elas tem até um conector Mini HDMI para conexão direta à sua TV de alta-definição (o Mini HDMI exige um cabo especial, não incluso com as câmeras).


Todas tem uma tela móvel na parte de trás. Este recurso permite que você fotografe de ângulos altos, baixos ou de lado, sem falar nos auto-retratos. A tela do modelo da Nikon gira para ficar abaixo da câmera, em vez de ao lado, o que é um design melhor, já que mantém a imagem "alinhada" com a lente. Uma tela móvel também tira a câmera da sua cara, o que facilita na hora de obter expressões mais naturais de quem está sendo fotografado (especialmente crianças).


Entretanto, apesar das semelhanças estas câmeras chegam ao "meio do caminho" vindas de direções opostas. A Nikon tentou "domesticar" uma SLR, enquanto a Canon tentou "profissionalizar" uma câmera doméstica.


A Nikon D5000 é uma legítima SLR. Aceita lentes intercambiáveis, seu visor permite ver através da lente, tem um enorme sensor de imagem lá dentro e nenhum atraso de obturador (como é chamado o intervalo de tempo entre você apertar o botão e a câmera bater a foto).


De fato, se você ler apenas a ficha técnica, pode acabar confundindo a D5000 com a mais avançada (e cara) Nikon D90 (US$ 1.150 sem as lentes, nos EUA). O sensor, as características e a maioria dos recursos são exatamente os mesmos. A D5000 tem o mesmo fantástico sensor de 12.3 megapixel, o mesmo mecanismo para livrá-lo da poeira e o mesmo sistema de foco automático com medição em 11 pontos. Tem até a mesma velocidade na fotografia sequencial (4.5 fotos por segundo), que é fantástica não só para esportes e cenas de ação como para capturar efêmeras expressões faciais.


Como a maioria das SLRs de hoje, a D5000 tem o modo "Live View". Com ele a câmera demora mais para focar, mas você pode enquadrar a cena usando a tela LCD, em vez de usar o visor ótico. A D90 foi a primeira SLR capaz de gravar vídeo, e a D5000 também herda este recurso.


Mas é aqui que as coisas ficam estranhas. A Nikon colocou todos estes recursos profissionais em uma câmera muito menor e mais leve, que é obviamente voltada aos amadores.


Por exemplo, ela é lotada de modos de cena que deixam as coisas menos intimidadoras para os novatos - ajustes prontos para Pôr-do-Sol, animais, praia e neve, cada um deles com uma imagem de exemplo mostrada na tela.


Como em outros modelos "low-end" recentes da Nikon, a D5000 também torna mais fácil entender a fotografia ao mostrar uma representação visual da abertura da lente na tela à medida que ela aumenta ou diminui. A tela também indica a velocidade do obturador de forma gráfica e como uma fração (1/25, por exemplo, em vez de apenas "25" como na maioria das SLRs). Mas a D5000 não tem o painel de status no topo como as suas irmãs maiores - justamente porque o corpo dela é menor.


Trocando em miúdos, a D5000 é uma mistura tão grande de recursos "profissionais" e "domésticos" que os representantes da Nikon me perguntaram como eu a descreveria. Esta é minha sugestão: é uma câmera profissional presa no corpo de uma câmera doméstica.


Algumas coisas legais da D90 não estão presentes na D5000. Não dá pra usar algumas lentes antigas da Nikon e a bateria é menor, suficiente para 510 fotos em vez de 850. E a câmera não é capaz de se comunicar com unidades de flash sem fio.


Mas há algumas vantagens. O novo "Quiet Mode" (modo quieto) abafa ligeiramente o ruído do obturador. Focar antes de começar a filmar é mais rápido embora, infelizmente, ainda seja impossível mudar o foco enquanto filma.


O importante aqui é deixar claro que a D500 porduz imagens espetaculares sob todas as condições de luz. Ela tem o mesmo mecanismo sofisticado dos modelos topo de linha da Nikon em um corpo pequeno, resistente, amigável e com um design adorável. É um tiro certo.


Não dá pra dizer o mesmo da nova Canon PowerShot SX1. Ela é uma evolução da série PowerShot S IS que estreou em 2004. O IS significa estabilização de imagem (Image Stabilization, em inglês), e o S indica uma câmera que é tão boa nos vídeos quanto nas fotos. Em contraste à maioria das câmeras, a SX1 pode mudar o foco e até dar "zoom" enquanto filma, por exemplo. O motor da lente é tão silencioso que os excelentes microfones estéreo não captam seu ruído. Ele tem até botões de obturador separados para vídeos e fotos, então você pode tirar uma foto durante a gravação de um vídeo.


Mas o que fez da SX1 um modelo tão aguardado foi seu sensor de imagem. É um chip CMOS, do tipo que é encontrado em SLRs, incluindo a popular série Rebel da própria Canon. É muito mais poderoso que o sensor encontrado nas câmeras domésticas, e dá à SX1 vários recursos ausentes em suas antecessoras, como um modo sequencial muito rápido (4 quadros por segundo) e gravação de vídeo em alta-definição.


Tudo isso, e mais uma lente grande-angular com zoom óptico de 20x (sim, 20x!). Onde é que eu assino?


Infelizmente, a SX1 simplesmente não tira boas fotos. Ela é como uma lista de recursos em busca de uma câmera. Sob luz brilhante, você vai amá-la. É rápida, é fácil, está sempre pronta e as imagens são nítidas e com cores saturadas. Mas à medida que a luz diminui, a qualidade vai junto.


Ruído (granulação) começa a aparecer mesmo em fotos externas em dias nublados (ISO 400, por exemplo) e quando o software da câmera tenta dar um jeito nele, você perde nitidez e detalhes.


A não ser que você diminua a exposição, a SX1 também tende a "estourar" as áreas claras da imagem. Ou seja, as transforma em "manchas" de luz tão branca que parece uma explosão nuclear. (Você pode conferir amostras de imagem de ambas as câmeras em nytimes.com/tech).


A SX1 também tem, em lugar de um visor óptico, um viewfinder eletrônico, uma minúscula tela no lugar da lente. Isso seria bom se tal telinha tivesse uma resolução excelente, mas esta é tão ruim que dá pra ver os pixels. Horrível!


Sites especializados no teste de câmeras como o dpreview.com e testfreaks.com compararam a SX1 com sua irmã muito mais barata, a SX10 (US$ 340, nos EUA). A SX10 não tem o chip CMOS e não faz vídeos em alta-definição, mas tira fotos melhores. Estranho, não?


É muito atípico da Canon, que faz as melhores câmeras compactas do mundo, lançar um modelo com tantos defeitos. É muito legal ter zoom óptico de 20x, um botão dedicado para mudar entre os modos Widescreen e padrão, todos aqueles controles manuais e a opção de usar pilhas AA na hora do aperto. Mas por U$ 600, você merece uma câmera cujo sensor pelo menos cumpra a tarefa de capturar a luz direito.


Claro, o que o mundo realmente quer é um sensor imenso como o da D5000 em uma câmera que caiba no bolso da camisa. Infelizmente, você provavelmente nunca irá ver um chip como este em uma câmera muito menor que a D5000 - pelo menos não até que alguém faça uma emenda às leis da física.